Nissan Grand Livina SL 1.8 - Mais dois na mala

Monovolume se destaca pelas diferentes possibilidades de configuração do seu interior, mas nem por isso é tão espaçoso. Motor e câmbio automático garantem bom desempenho

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 28/08/2009 10:13 Enio Greco /Estado de Minas
Traseira tem linhas mais retas, com ampla porta que facilita acesso ao porta-malas - Traseira tem linhas mais retas, com ampla porta que facilita acesso ao porta-malas
Neste mundo globalizado, com internet, TV digital, cinema 3D e realities shows à vontade para garantir a diversão, ainda tem gente que gosta de fazer neném com fartura, gerando uma prole numerosa, como antigamente. Para esses, a escolha do automóvel vai além da paixão. É uma questão de necessidade e praticidade. E na hora de escolher um modelo é preciso conciliar espaço para todos e também para a bagagem. Os sedãs e peruas são bons de porta-malas, mas normalmente pecam no espaço para passageiros. Por esse motivo, os monovolumes são imbatíveis quando o assunto é carro de família. A Nissan participa do segmento com o Grand Livina 1.8, com capacidade para sete ocupantes e que visto por fora parece maior do que realmente é por dentro.

Veja mais fotos do Grand Livina!

Visual

Produzido em São José dos Pinhais, no Paraná, o Nissan Grand Livina tem design discreto. Não chega a ser apagado, mas também não chama a atenção. A frente robusta e curta tem grandes faróis triangulares e grade cromada com barras largas. A parte inferior do para-choque tem ampla abertura, sem tela de proteção, que deixa o radiador exposto a pedras ou outros objetos soltos nas vias. As laterais são limpas e longas, sem frisos ou cromados, mas a grande área envidraçada e o rack de teto ajudam a compor o visual. A traseira tem linhas mais retas, com lanternas também triangulares.

Vídeo: assista ao teste do Grand Livina no Vrum na TV



Conheça os concorrentes do Grand Livina



Espaço

Olhando o Grand Livina por fora, a primeira impressão que fica é de que se trata de um carro de dimensões avantajadas, daqueles que levam a turma sem o menor problema. Realmente é, mas com algumas restrições. Quando está na configuração para sete passageiros - com os dois bancos escamoteáveis montados na área de bagagem - , o volume do porta-malas fica muito reduzido, com capacidade apenas para pequenas malas ou sacolas. Já na configuração para cinco passageiros, com a terceira fileira de banco rebatida, o porta-malas cresce, ficando com boa capacidade, porém a cobertura de carpete não esconde toda a área. E, se a ideia for viajar a dois, levando muitas tralhas, basta rebater as duas fileira de bancos traseiros e cria-se uma grande área para bagagem.

Conforto

Mas o amplo espaço não significa necessariamente conforto. O interior do Grand Livina é estreito, mas proporciona total flexibilidade, com a segunda fileira de bancos que desliza longitudinalmente para facilitar o acesso à terceira. Além disso é bipartida, aumentando as possibilidades de configuração. Na frente, o espaço para motorista e passageiro é bom, mas os bancos não contam com ajustes de altura e lombar. Na fileira central há relativo conforto somente para dois, pois quem for no meio vai apertado, sem apoio de cabeça e com cinto abdominal. Isso sem falar na falta de espaço para as pernas, por causa do túnel no assoalho. E o problema se repete na terceira fileira de bancos, que está mais para um quebra-galho para levar crianças em viagens curtas. Adultos ali é puro sofrimento. Os assentos são muito baixos, deixando as pernas suspensas, mas contam com cintos de segurança de três pontos retráteis.

Acabamento

O interior do Grand Livina mescla materiais de boa qualidade e outros nem tanto. O plástico usado no painel principal e nos painéis de portas parece ser de qualidade inferior e os arremates das peças não são muito bons. A versão testada, a SL 1.8, topo de linha, vem com revestimento dos bancos em couro cinza, com aparência de boa qualidade. O painel tem detalhes que imitam aço escovado, instrumentos de fácil visualização e comandos bem localizados. Apesar de o banco do motorista não ser dos mais confortáveis, a posição de dirigir é boa, favorecida pela regulagem de altura do volante e a boa visibilidade proporcionada pela ampla área envidraçada.

Desempenho

O motor 1.8 flex pode parecer pouco para um carro desse tamanho e peso, mas mesmo com sete ocupantes cumpriu bem a sua tarefa. Tem funcionamento áspero acima de 3.500rpm, mas o torque é bom em baixas rotações, facilitando a performance no trânsito urbano. O câmbio automático de quatro velocidades tem relações de marchas bem escalonadas, garantindo arrancadas e retomadas eficientes. As mudanças de marchas ocorrem de forma discreta, sem trancos exagerados, e a resposta ao kick down (quando se pisa fundo no acelerador) é rápida. O modelo tem uma performance eficiente para um carro com proposta familiar.

Firme

A direção foi bem calibrada, com reações equilibradas tanto em baixas quanto em altas velocidades. O diâmetro de giro atende satisfatoriamente em manobras. As suspensões garantem boa estabilidade em curvas, com discreta inclinação da carroceria, porém são mais firmes, transferindo para o interior as irregularidades do solo. A versão tem de série ABS, que ajuda a tornar o sistema de freio ainda mais eficiente. O modelo tem como principais concorrentes o Chevrolet Zafira e p Citroën Grand Picasso, ambos também com capacidade para sete passageiros, mas sai na frente em um quesito de extrema importância: o preço

Leia mais sobre o Livina no box "Veja Também", no canto superior direito da tela

Você gostou do Nissan Livina?

Veículos

Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
04 de agosto de 2018
30 de julho de 2018

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação