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Estado de Minas

Chevrolet Agile LTZ 1.4 – Avaliação técnica

Veja como o novo hatch se sai no ponto a ponto


postado em 07/11/2009 10:18

(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
Chevrolet Agile LTZ 1.4 – Avaliação técnica

Positivo


Altura do solo
Tem chapa em aço para proteger o cárter e o câmbio. Não foram reveladas interferências com o solo no percurso misto de provas, numa utilização usual do automóvel.

Climatização
É por comando manual e tem display destacado no centro do painel. Os difusores de ar frontais do painel têm formato circular e o seu corpo gira 360 graus. A opção com somente recírculo interno de ar funcionou bem. A rumorosidade de funcionamento é aceitável mesmo na máxima velocidade. O sistema apresentou bom funcionamento, os comandos são fáceis de operar e o tempo gasto para climatizar o habitáculo com sensação de conforto foi satisfatório.

Freios
Apresentaram bom comportamento dinâmico no uso na cidade e na estrada. O pedal de freio tem boa sensibilidade e o ABS está bem calibrado. As reações foram uniformes nos dois eixos, sem alteração da trajetória, e a desaceleração eficiente em relação à velocidade imprimida.

Câmbio
As relações de marchas/diferencial atendem razoavelmente a massa do veículo de 1.065kg e rendimento do motor, proporcionando uma dirigibilidade segura. As marchas mais usadas no ciclo urbano e em rodovias, respeitando os limites de velocidade, operam numa boa faixa de torque (13,5kgfm a 3.200rpm – álcool) na maioria do tempo. A qualidade de engate é boa em precisão, maciez e curso da alavanca. O inibidor de marcha a ré é por meio de tecla instalada na frente do pomo. O trambulador apresentou baixo ruído de funcionamento.

Motor

A sua curva é muito boa para a cilindrada de 1.4 litros e arquitetura do cabeçote com 8V. As retomadas de velocidade e aceleração são normais e deve-se acelerar até o fundo para se ter uma dinâmica mais ágil numa topografia irregular (cidade/estrada). Com ar-condicionado ligado e o carro carregado (400kg de carga útil), a queda na performance é notória, com discreto rendimento no uso misto, mas ainda em nível aceitável. A rumorosidade de funcionamento é razoável. O sistema flex funcionou bem e rende um pouco melhor com somente álcool no tanque.

Vedação
Boa contra água e poeira.

Limpador do para-brisa
Os esguichos de água no para-brisa são do tipo spray em V, que tem boa vazão e abertura. As palhetas apresentam boa qualidade e varrem uma boa área. No vidro traseiro, o sistema de limpeza é também eficiente.

Ferramentas
Tem chave de fenda combinada com Phillips.

Volume para bagagens é de bons 327 litros sem rebatimento do banco
Volume para bagagens é de bons 327 litros sem rebatimento do banco


Volume do porta-malas
O declarado pela fábrica é de 327 litros, o mesmo encontrado na nossa medição com a tampa do bagagito fechada e o banco traseiro na posição normal.

Regular

Vão do motor

Mesmo para esta versão topo LTZ não existe isolamento acústico dentro do vão do motor e a transferência de ruído para o habitáculo é notória em rotação média/alta, causando desconforto auditivo. O acesso à manutenção é muito bom e o layout dos vários componentes é racional, deixando um aspecto organizado. Quando aberto, o capô é sustentado por vareta manual, com bom ângulo.

Suspensão
A estabilidade direcional e lateral na reta e em curvas é satisfatória, mas em curvas de raio curto e médio, feitas em velocidade, a inclinação da carroceria é um pouco acentuada. O conforto de marcha não tem o excelente acerto da picape Montana devido à grande transferência das imperfeições do solo para dentro, seja com somente condutor ou carregado.

Direção
A coluna de direção é descentralizada para a esquerda e tem ajuste manual em altura, com curso razoável. A precisão na reta e em curvas é boa, com reações equilibradas, sensibilidade e rapidez de resposta. O diâmetro de giro, com 11,03m, é um pouco limitado em manobras apertadas de garagem/estacionamento. A velocidade do efeito-retorno satisfaz e o conjunto apresentou baixo ruído em curvas sobre piso irregular, estando o veículo em velocidade.

Iluminação
O sistema tem sensor crepuscular. Os faróis de duplo refletor são eficientes no baixo e no alto e contam com auxílio de faróis de neblina embutidos no para-choque, mas não têm regulagem elétrica de altura para esta versão LTZ. Tem luz de cortesia somente e no porta-luvas e porta-malas. Na zona do teto tem plafonier junto ao retrovisor, com dupla lanterna integrada com dois spots fixos, sendo o resultado discreto em iluminação para toda área do habitáculo. O quadro de instrumentos e console central têm boa leitura noturna.

Estepe/macaco
O estepe tem a roda em aço e o pneu (175/65 R14 82T) diferentes dos de uso (185/60 R15 88H) em medidas, desenho, índice de carga e de velocidade. Está instalado no fundo do assoalho, dentro do porta-malas. Abaixo dele está o kit de troca. Os pneus de uso P-6.000 são do tipo reforçado e o estepe é um P4 normal. Ao ter que usar o estepe em viagem, ocorrera transtorno e insatisfação, pois o veículo terá o seu comportamento dinâmico totalmente alterado, obrigando ao reparo do pneu danificado o mais breve possível. A operação de troca é normal.

Alarme
O sistema é completo, com chave de ignição codificada, proteção perimétrica das partes móveis e volumétrica dentro do habitáculo. Ao dar comando para travar as portas, os vidros sobem automaticamente, e o sistema antiesmagamento atuou bem. É fácil o acesso e visualização da bateria por cima do capô, na base plástica inferior do para-brisa, que é simples e frágil, além de os cabos e – não serem fixados nos polos da bateria por meio de parafuso e porca, sendo por alavanca de pressão, o que facilita ainda mais a sua desconexão, inutilizando o alarme. Deveria ter um anteparo metálico bem fixado encobrindo toda a área da bateria.

Negativo

Acabamento da carroceria
A qualidade do acabamento final da pintura é satisfatória nas partes em aço, mas nas de plástico (para-choque dianteiro) foi malpreparada para receber a tinta, deixando rebarbas e imperfeições. Os frisos emborrachados de acabamento da união do teto têm fixação somente nas suas extremidades, deixando solto o restante, que é encaixado no vão sob baixa pressão, facilitando o furto. As bases inferiores da coluna A têm na sua união com os para-lamas a aplicação de fita adesiva preta aparente e deformada, além de o acabamento plástico na base do para-brisa no lado direito não estar bem fixado. As quatro portas apresentam pontos com desnivelamento entre si e a carroceria. O capô está descentralizado e a tampa traseira desnivelada e descentralizada.

Nível interno de ruídos

O habitáculo não é silencioso quando se roda sobre piso irregular. O efeito aerodinâmico é alto e incomoda, iniciando-se a 100km/h, sendo crescente com a velocidade.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan

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