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Estado de Minas

Fiat 500 - Para tirar onda

Marca italiana lança no Brasil o seu carrinho de design retrô, inspirado em modelo antigo, que tem motor 1.4 16V, de 100cv, duas versões e várias opções de combinação


postado em 09/11/2009 11:26

(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
Animada com o sucesso que modelos de nicho estão fazendo no Brasil, como o Smart ForTwo, o New Beetle e o Mini Cooper, a Fiat resolveu trazer o pequenino 500, que foi lançado no mercado europeu em julho de 2007. O carrinho, que é fabricado na Polônia, se destaca pelo design, com linhas que misturam a inspiração em modelo antigo (o 500, do fim da década de 1950) com a ousadia dos compactos modernos. O modelo chega com duas opções de câmbio (manual ou o automatizado Dualogic); e duas versões de acabamento, a Sport e a Lounge, que podem se desdobrar em diversos tipos de personalizações. Além do visual, a ampla lista de equipamentos de segurança é outro ponto positivo do carro.

Veja mais fotos do Fiat 500 1.4 16V!

A Fiat escolheu uma data bastante emblemática para o lançamento do 500 no mercado europeu: julho de 2007, quando completava 50 anos da estreia do modelo que serviu de inspiração para a sua criação, o Nuova Fiat 500. O carrinho vem conquistando o público na Europa e, em pouco mais de dois anos, já foram vendidas quase 400 mil unidades. O modelo ganhou mais de 40 prêmios, alguns que merecem destaque, como o Car of the Year 2008 na Europa e o 2009 Design Car of the Year em Nova York. Agora a marca italiana quer ampliar os horizontes do carrinho, que, embora seja importado da Polônia, chega com preço competitivo, se comparado com os dos principais concorrentes.

Design

Criadas pelo Centro Stilo Fiat, na Itália, as linhas do 500 são a principal atração do carrinho, pois conseguem equilibrar nostalgia —fica fácil perceber que o modelo foi inspirado no 500, do fim da década de 1950 —com a ousadia dos compactos modernos. Na frente, chama a atenção a combinação, em separado, de faróis redondos, posicionados na parte de cima, com as luzes de posição embaixo e os faróis de neblina no para-choque; e o capô curto e arredondado. Detalhe importante: a tomada de ar tem rela protetora para o radiador.




Mini


De perfil, destacam-se as rodas, posicionadas bem nas extremidades, para aproveitar ao máximo o reduzido espaço interno; as grandes portas, para facilitar a entrada de quem senta atrás; as faixas adesivas (que, na versão avaliada, eram da cor da bandeira italiana); os pneus de perfil baixo, que não são compatíveis com o péssimo estado de nossas estradas; e as maçanetas cromadas, bem ao estilo retrô. Além da silhueta, o Fiat 500 tem a traseira parecida com a Mini Cooper, em especial as lanternas. A maçaneta cromada da tampa traseira também remete ao antigo modelo. Saída de escape retangular e pequeno defletor no teto dão um toque de esportividade. Sensores de estacionamento traseiros ajudam bem nas manobras, pois o carrinho tem diâmetro de giro grande, exigindo mais manobras para sair e entrar em vagas mais apertadas, e a visibilidade não é das melhores.

Interior

Por dentro, o 500 segue a filosofia retrô, com painel em material plástico imitando metal da cor da carroceria; cromados na alavanca de marcha e maçanetas das portas; botões da função Sport (que muda a relação de direção e resposta do acelerador), do pisca-alerta e dos faróis e luzes de neblina; e painel circular, que abriga velocímetro e conta-giros analógicos e marcadores de temperatura e de nível de combustível digitais e o conjunto é um pouco confuso. O acabamento interno é todo na cor preta. Os bancos são revestidos em couro, assim como o volante, parte dos painéis de porta e coifa da alavanca de marchas. O espaço interno é reduzido e proporciona conforto apenas para dois adultos e duas crianças no banco traseiro, onde o encosto do banco é muito reto e atrapalha bastante. O joelho esquerdo do motorista encosta de vez em quando no console. O porta-malas é bem reduzido (apenas 185 litros), mas o banco traseiro rebate em 50%/50%. O nível interno de ruídos é alto.

O motor 1.4 16V de 100 cv não chega a imprimir um desempenho esportivo
O motor 1.4 16V de 100 cv não chega a imprimir um desempenho esportivo


Andando

O motor 1.4 16V, de 100cv, é suficiente para garantir um desempenho apenas razoável, sem nenhum arroubo de esportividade. Para fazer o carrinho andar, é preciso evitar que os giros caiam. O modelo avaliado tinha câmbio manual de seis velocidades, que ajuda bastante, pois tem relações de marcha bem escalonadas, engates macios e precisos e alavanca de marchas posicionada mais próxima do volante. O consumo é compatível com o de um compacto (a média na cidade registrada pelo computador de bordo foi de 10km/l), mas a capacidade reduzida do tanque (apenas 35 litros) limita bastante a autonomia. A suspensão garante boa estabilidade, em qualquer circunstância, mas não filtra bem as imperfeições do piso, transmitindo-as para o habitáculo, além de ser barulhenta. Além de equilibrado, o Fiat 500 tem um excelente pacote de segurança, com airbag para tudo quanto é lado, freios ABS, controle de tração, entre outros.

Veredito

O carrinho é uma verdadeira curtição. Além do design interessante, é gostoso de dirigir e muito seguro. Como se trata de um importado, o preço pode até ser competitivo frente aos concorrentes, mas é elevado para um compacto voltado mais para o trânsito urbano.

Leia mais sobre o teste do Fiat 500 1.4 16V no box "Veja Também", no canto superior da tela

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