Gol Titan - Aventureiro básico

De olho no sucesso que modelos como o Uno Mille Way vêm fazendo, Volkswagen lança versão do Gol G4 com suspensão mais elevada, pneus de uso misto e faixas decorativas

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postado em 16/11/2009 12:01 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Versão vem com rodas de aço aro 13 com pneus de uso-misto  - Versão vem com rodas de aço aro 13 com pneus de uso-misto
A Fiat percebeu rapidinho que o Uno também poderia servir para aquele público de menor poder aquisitivo que compra carro para usar no dia a dia, nos deslocamentos mais rotineiros (trabalho, casa, escola etc.) durante a semana e para aquelas pequenas aventuras que exigem um trecho de estrada de terra nem sempre em boas condições. A versão Way, com suspensão elevada, faixas decorativas, pneus com mais disposição para a terra e molduras nos para-lamas, caiu como uma luva para esse público. De olho nesse filão, a Volkswagen resolveu seguir a mesma fórmula e lançar a versão Titan do Gol, que usa a carroceria da geração quatro do modelo mais vendido da marca.

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Fôlego de desbravador

Até hoje ainda é uma cena bastante comum, ao rodar pelo interior do Brasil, encontrar Fuscas fazendo o duplo papel de carro para a cidade e para o deslocamento até fazendas ou pequenas aventuras e viagens de uma cidade a outra por estradas de terra nem sempre em boas condições. Se pensarmos que a maioria das estradas brasileiras ainda não é pavimentada, e guardadas as devidas proporções, a fórmula básica ainda é a mesma: um carro básico, com preço mais em conta, que sirva para rodar no conturbado trânsito das grandes cidades e que também dê conta de encarar estradas de terra, presentes na rotina de muita gente e nas escapadas no fim de semana de outros, com consumo de combustível e manutenção reduzidos. Assim, foi com o Mille Way e assim é com o seu mais novo rival, o Gol Titan.

Visual


Para não correr muitos riscos, a Volkswagen resolveu aplicar no Gol Titan quase a mesma fórmula de decoração que a Fiat usou no Mille Way, deixando o visual do carro um pouco mais “jovem”, o que é bem-vindo nos dois casos, já que se tratam de linhas bem ultrapassadas. Na frente, as alterações que chamam mais a atenção são os faróis (de refletor único), que têm máscara negra; e a grade, que forma um conjunto, na cor preta, com o para-choque. Por outro lado, os faróis de neblina não estão disponíveis nem como opcional e falta grade protetora para o radiador, fundamental num carro com a proposta de trafegar por estradas de terra.

Decoração

Nas laterais, o Titan é mais comedido do que o rival, pois as faixas decorativas, com o nome Titan em cinza, são mais discretas, assim como as molduras pretas dos para-lamas, que são mais finas. Maçanetas e retrovisores na cor preta completam o pacote do visual básico. Mas as rodas em aço, pintadas de prata, com aqueles copinhos no centro, que lembram bem as do falecido Fusca, e a soleira pintada de preto, numa tentativa de imitar uma saia lateral de plástico, quebram um pouco a aparência esportiva. Na traseira, a roupagem jovem inclui lanternas com lentes escurecidas e o adesivo com o nome Titan na tampa do porta-malas. A versão é vendida em quatro cores sólidas (branco, vermelho, preto e cinza) e duas metálicas (cinza e prata).

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Interior

O acabamento interno mistura as cores preta e cinza escuro. O tecido da forração dos bancos é de bom gosto e de toque agradável. O interior do Gol G4 é bastante pobre em porta-trecos, devido a espaços mal-aproveitados e não acomodam bem celulares, óculos e carteiras. O volante é desalinhado e torto em relação aos pedais, o painel não tem conta-giros e o marcador de temperatura do motor é pequeno e de difícil visualização. Mas o ponto mais crítico da economia no acabamento foi não disponibilizar, nem como opcionais, apoios de cabeça para o banco traseiro, tão importantes para evitar o chamado “efeito chicote”, que pode ser fatal em uma batida na traseira. O banco do motorista tem regulagem em altura de série. O espaço interno é suficiente para acomodar com conforto quatro adultos e suas bagagens, mas o banco traseiro somente rebate integralmente, e não em 1/3 e 2/3. A regulagem elétrica dos retrovisores bem que poderia ser trocada pelo comando elétrico dos vidros traseiros, que pode ser bem mais útil num carro de quatro portas.

Alto

A suspensão mais elevada possibilita atravessar, por exemplo, aqueles “facões” que fazem o fundo do carro raspar, e proporciona bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Os pneus de uso misto e perfil alto agarram mais no terra, cascalho ou areias chão, evitam que o barro grude demais e são menos sujeitos a danos; e o motor 1.0, conjugado com um câmbio curto e bem acertado, tem fôlego impressionante, com disposição para encarar aventuras e subidas, seja na terra ou no asfalto. É bom ressaltar que o carro avaliado não estava equipado com ar-condicionado, que, certamente, vai roubar alguns preciosos cavalos.

Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press


Veredicto

Considerando que se trata de um carro básico, que custa menos de R$ 30 mil, o Gol Titan tem um bom pacote para enfrentar estradas de terra e pequenas aventuras. Mas não ter apoio de cabeça no banco traseiro é uma aventura muito arriscada em termos de segurança.

Quanto custa?

A versão Titan do Gol G4 tem preço sugerido de R$ 28.158. Com todos os opcionais, o preço sobe para R$ 36.229. O Gol G4 também é vendido em outras opções, com preços a partir de R$ 25.728.

Notas (0 a 10)
Desempenho 8
Espaço interno 6
Porta-malas 6
Suspensão/direção 7
Conforto/ergonomia 6
Itens de série/opcionais 4
Segurança 3
Estilo 6
Consumo 7
Tecnologia 5
Acabamento 5

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