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Estado de Minas

Volkswagen Voyage 1.6 I-Motion - Pensa demais

De olho na concorrência e na redução de custos, Volkswagen equipa Gol e Voyage com câmbio automatizado, solução que fica no meio do caminho entre manual e automático


postado em 21/12/2009 11:35

(foto: Fotos Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)
Em um mercado tão competitivo como o brasileiro, não se pode ficar indiferente aos movimentos da concorrência, principalmente quando ocorrem nos segmentos de maior volume. Assim que a Fiat decidiu estender o seu câmbio automatizado (batizado de Dualogic), que já era vendido nas linhas Idea, Stilo e Linea, ao Palio e Siena com motor 1.8, a Volkswagen, principal concorrente da marca italiana na disputa pela liderança do nosso mercado, resolveu agir rápido e equipou também o Gol 1.6 e o Voyage 1.6 com o seu I-Motion, já disponibilizado na família Polo.

Veja mais fotos do Volkswagen Voyage 1.6 I-Motion!

Intermediária

Os câmbios automatizados surgiram como uma solução intermediária, já que, como se trata de uma transmissão manual gerenciada eletronicamente e acionada por um conjunto de atuadores eletro-hidráulicos, custa menos e tem manutenção mais barata do que a de uma automática e oferece a vantagem da possibilidade de trocas automáticas ou manuais, sem perda de potência ou aumento do consumo (o computador de bordo registrou a média de 7,2km/l com gasolina na cidade).

Os trancos da transmissão automatizada diminuíram, mas tem trocas lentas
Os trancos da transmissão automatizada diminuíram, mas tem trocas lentas


Trancos

Por outro lado, os trancos durante as trocas, que jogam o corpo dos ocupantes para a frente e para trás, é um problema que os fabricantes tentam minimizar. Quando a Volkswagen lançou o I-Motion no Polo, ressaltou exatamente essa principal evolução da sua transmissão em relação à da concorrência. Verdade seja dita, os trancos diminuíram muito e as trocas se tornaram bem mais suaves. Para conseguir isso, os engenheiros lançaram mão de várias soluções, incluindo a troca de vários componentes internos da caixa e encurtou as relações da segunda, terceira e quarta marchas. Mas a transmissão continua exigindo paciência quando se tentar andar rápido o conjunto pensa demais , mesmo usando o modo de troca esportiva (por meio da tecla S, no console).

Subidas

Outros problemas que persistem são a dificuldade de se dosar o acelerador, principalmente nas manobras em lugares apertados, quando o carro só reage, e de forma um pouco brusca, quando se aperta mais o acelerador; e a impossibilidade de se usar o câmbio no modo automático em subidas de piso escorregadio, onde a transmissão fica confusa entre a primeira e a segunda. Nessas situações, o único caminho é usar o modo manual e pressionar levemente o acelerador, para evitar o que ocorre no automático: a parada no meio da subida. Por outro lado, é preciso ressaltar a principal vantagem desse câmbio I-Motion, que aparece no congestionado trânsito dos grandes centros, onde o motorista não precisa ficar acionando a alavanca a todo momento. Outro ponto positivo é o sistema (opcional) que possibita as trocas manuais no volante, por meio de aletas, proporcionando uma tocada mais prazerosa. Também chamam a atenção o bom compromisso da suspensão entre conforto e estabilidade e a eficiência dos freios.

Interior

Se, por fora, a única coisa que distingue a versão Comfortline com câmbio automatizado daquela com câmbio normal é a inscrição I-Motion na tampa traseira, por dentro, as principais alterações, além da alavanca de marchas e da falta do pedal de embreagem, são o volante, herdado do Passat CC (com detalhes cromados na base), e a indicação das marchas engatadas na telinha do computador de bordo, no centro do painel de instrumentos. A versão avaliada (Comfortline) tem de série bancos com tecido de tear (de toque agradável), painel de instrumentos em duas cores (preta e cinza escuro), detalhes internos cromados (comandos do ar, base da alavanca de marchas etc.)e para-sóis com espelho e iluminação. Mas falta abertura interna do porta-malas e o principal: apoio de cabeça e cinto de três pontos para quem senta no meio, não disponíveis nem como opcionais.

Veredito

O Voyage Comfortline I-Motion é um carro que vai atender bem quem não quer ter o trabalho de ficar trocando de marcha a todo instante, seja na cidade ou na estrada; e a quem gosta de ter opções de troca manual ou automática sem gastar muita grana. Mas quem compra não pode ter a ilusão de estar levando um similar de automático, pois isso não é verdade.

Leia a avaliação técnica do Volkswagen Voyage 1.6 I-Motion!.

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