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Estado de Minas

Honda Civic LXL 1.8 16V flex - A irmã do meio

Fabricante lança versão intermediária do sedã médio equipada com alguns itens de aparência e conveniência a mais para tentar aumentar vendas do modelo. Leia o teste


postado em 12/03/2010 16:21

(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
O Civic perdeu participação de mercado com a chegada do sedã menor da marca, o City. Desenvolvido sobre a plataforma do monovolume Fit, o irmão caçula atrai justamente pelo ponto mais fraco do Civic, o porta-malas de capacidade semelhante a de um hatch médio. Isso pode ter sido um dos motivos da migração. Enquanto o City tem 506 litros disponíveis para bagagem, o Civic dispõe de apenas 340 litros.

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A versão LXL situa-se entre a LXS e a completa EXS. A diferença para a irmã mais despojada é o sinalizador de direção (seta) integrado ao retrovisor; a abertura do porta-malas por meio do controle remoto e aplique na cor prata no volante. Por esses itens, pagam-se a mais R$ 660. Se essas firulas vão incrementar as vendas do modelo, só o mercado dará o veredicto.

Linhas

O novo Civic virou febre quando foi lançado no mercado, em 2007, pelas formas ousadas e pouco convencionais em relação à geração anterior. Modelo causou sensação e transformou-se em um dos mais vendidos no Brasil. Mesmo com as vendas em queda, a legião de fãs do modelo não se dá por acaso. O Civic mantém suas qualidades, como a direção, com assistência elétrica, leve em manobras e com mais peso em velocidades elevadas. Os engates do câmbio são macios e precisos. O carro é gostoso de dirigir. Motorista fica bem posicionado e se a visibilidade lateral traseira é ruim, os retrovisores enormes compensam a deficiência característica dos sedãs.

Balanço

A suspensão tem boa calibragem e a transferência das imperfeições do solo para o habitáculo dá-se em níveis aceitáveis. Há muito conforto a bordo. Incomoda, em algumas situações, o reflexo da luz do painel de instrumentos, dividido em duas partes, no para-brisa. A luz azul e o velocímetro digital dividem opiniões pela dificuldade de visualização. O tacômetro (conta-giros) é analógico e fica na parte inferior.

Dentro


O espaço interno é bom, mas três adultos no banco traseiro sofrem um pouco por que o assento tem extremidades viradas para cima. Dois adultos e uma criança no banco de trás são mais adequados. A segurança básica é completa com cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes. O porta-malas bem menor do que a maioria dos concorrentes exige arrumação para levar a bagagem da família e a capacidade foi confirmada pela nossa medição (ver avaliação técnica).

Afora as rodas, retrovisores e emblema, a versão não difere muito externamente
Afora as rodas, retrovisores e emblema, a versão não difere muito externamente



Desempenho


É um dos pontos que mais agradam no Civic. O motor 1.8, com comando variável de válvulas, tem bom fôlego em baixa e potência em alta, proporcionando desempenho muito bom em diversas situações. As diferenças de potência e torque parecem pouco significativas, mas quando abastecido com álcool a força máxima se dá em rotação mais baixa. Basta acelerar para obter resposta imediata tanto em acelerações quanto em retomadas de velocidade.

O Civic tem conjunto harmônico e ainda desfruta de prestígio entre os consumidores desta faixa de preço. Qualidades superam pequenos deslizes.

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