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Estado de Minas

VW CrossFox 1.6 - Nem tanto ao céu nem tanto à terra

Com a reestilização, versão aventureira do hatch ganhou traje mais discreto, moderno e urbano. Por dentro, o destaque é o novo painel. Mas nível de ruídos continua alto


postado em 25/03/2010 16:50

(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
Quando a Volkswagen lançou o CrossFox, em 2005, não imaginava que penduricalhos aventureiros, incluindo o estepe do lado de fora, e suspensão elevada fizessem tanta diferença para o consumidor brasileiro. A versão tem sido um verdadeiro sucesso de vendas e levou outras marcas a tentar copiar a fórmula. Mas, verdade seja dita, no segmento dos hatches com apelo de aventura, a VW domina com folga. A versão passa pela primeira reestilização, seguindo a mesma filosofia de modernidade que marcou a mudança estética da linha Fox, e ficou com aspecto mais cosmopolita, embora não dispense os ingredientes aventureiros básicos.

Frente

As principais mudanças estilísticas do CrossFox ocorreram na frente, que ficou mais discreta perdendo aquela barra que imitava um quebra-mato, ganhando faróis de duplo refletor e máscara negra; nova grade na cor preta, que agora tem apenas uma barra horizontal e serve como elemento de ligação entre os faróis; enorme boca preta no para-choque, que engloba a tomada de ar (com grade protetora para o radiador) e onde estão incrustados os faróis de neblina, que são maiores em relação à versão anterior; e a nova cobertura plástica na parte de baixo, na cor cinza, que imita um protetor de metal de cárter que, infelizmente, está ausente e seria fundamental numa versão com pretensões aventureiras.

Veja mais fotos do Volkswagen Crossfox 1.6 Totalflex!

Perfil

De lado, o que mais chama a atenção no novo CrossFox são os repetidores de seta nos retrovisores; os adesivos pretos na parte de baixo das portas (com desenhos mais estilizados); coberturas plásticas um pouco mais largas nos para-lamas; as saias imitando estribos, que parecem as mesmas da versão anterior; o desenho mais esportivo das novas rodas de liga; as barras no teto, que, em vez de transversais, agora são longitudinais; e as maçanetas pintadas na cor da carroceria. Na traseira, o para-choque passa a ter a maior parte pintada na cor da carroceria; as lanternas ganharam lentes escurecidas; e o aerofólio de teto agora incorpora a terceira luz de freio.



Suporte

Mas a mudança mais importante está no suporte do estepe, que agora é fixado no para-choque (em vez de ser preso à coluna C) e ficou mais prático, podendo ser destravado na chave ou no painel. Basta acionar o comando, que o sistema faz o resto: empurra o suporte para o lado e destrava a tampa do porta-malas. Outra boa novidade é a opção do sensor de estacionamento traseiro, que pode ajudar bastante nas manobras em marcha a ré, já que, apesar de o CrossFox proporcionar boa visão para a frente, a visibilidade traseira é muito ruim, prejudicada pelo pequeno tamanho do vidro traseiro e por parte do estepe.

Por dentro

No interior, assim como nos outros Fox, a grande novidade é o painel, com instrumentos mais visíveis e acabamento melhor. A cor interna predominante é a preta, com pequenos detalhes cromados. Os bancos são exclusivos dessa versão e podem ser revestidos em tecido (de série) ou em couro (opcional), com a raposa bordada no alto. Os dianteiros apoiam bem o corpo e têm elásticos para prender pequenos objetos (celular, carteira etc.) nas laterais. A boa posição de dirigir é fácil de ser encontrada. O espaço interno é amplo na frente e, no banco traseiro, viajam com certo conforto dois adultos e uma criança. O porta-malas tem capacidade bem limitada, mas que pode ser ampliada com o rebatimento ou deslocamento longitudinal do banco traseiro. Pontos negativos: o nível interno de ruídos é muito alto e incomoda; e a buzina é difícil de ser acionada o que pode ser perigoso na hora de chamar a atenção de pedestre desatento.

O interior marca a evolução da linha Fox e ainda oferece bancos exclusivos, com textura ondulada
O interior marca a evolução da linha Fox e ainda oferece bancos exclusivos, com textura ondulada


Andando

O motor 1.6 flex dá conta do recado, em qualquer situação, e o câmbio ajuda bastante, com engates macios e precisos, curso curto da alavanca e relações de marcha bem acertadas, embora exista um pequeno buraco (queda de rotação) entre a 2ª e a 3ª marchas, que não chega a atrapalhar. O consumo é bem razoável, tanto na cidade quanto na estrada. A suspensão tem um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade, mas transfere um pouco das imperfeições do piso para o habitáculo. Na terra, a raposa aventureira mostra destreza, ajudada pela boa altura do solo e pelos pneus de uso misto, que são bem eficientes em pisos cascalhados e na lama.

Leia a avaliação técnica e as fichas técnicas e de equipamentos do VW CrossFox.

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