Jeep Wrangler Sport 3.8 V6 - Feito para a terra

Produzido nos Estados Unidos, modelo se destaca pela robustez no fora de estrada, encarando tranqueiras com facilidade. Mas é desconfortável e instável no asfalto

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postado em 12/04/2010 16:54 Enio Greco /Estado de Minas
Modelo mantém as formas semelhantes às do Willys da década de 1940, com estilo militar - Modelo mantém as formas semelhantes às do Willys da década de 1940, com estilo militar
O Jeep Wrangler Sport 3.8 V6 não tem medo de enfrentar dificuldades em terrenos irregulares e pistas escorregadias, pois foi projetado e devidamente equipado para aventuras no fora de estrada. Porém, o jipinho não é apropriado para trafegar no ambiente urbano, pois pula muito, tem espaço interno reduzido e ainda apresenta instabilidade direcional quando trafega no asfalto.

Pura diversão

Quem compra um Jeep Wrangler Sport certamente não está muito preocupado com conforto, desempenho ou a correria comum nos centros urbanos. É o tipo de veículo que deve ser visto como uma terapia antiestresse, pois exige paciência em alguns quesitos e leva o cidadão aos lugares mais difíceis, aproximando-o da natureza e de uma vida de aventuras. Foi feito para a terra, lama e tranqueiras, pois conta com eficiente motor e sistema de tração com reduzida. A eletrônica ajuda a manter o jipinho no rumo quando no mato, mas no asfalto ele se mostra um peixe fora da água.

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De guerra

Quando se fala em jipe, o Jeep Willys é a referência. E o Wrangler Sport foi inspirado nele, no modelo MB 1941, dos tempos de guerra. Tem as mesmas formas, com faróis redondos e grade dianteira com barras paralelas verticais. Porém, o pesado para-choque de ferro deu lugar a um de plástico, mais volumoso, que forma imponente conjunto com os para-lamas, feitos com o mesmo material. O capô robusto tem travas externas, que facilitam a abertura, mas deixam o motor sujeito à ação de bisbilhoteiros. A área envidraçada é generosa, facilitando a visibilidade, e na traseira existem duas tampas, sendo uma superior de vidro e outra inferior tipo porta, onde está fixado o estepe. Ambas facilitam o acesso ao porta-malas, que, na prática, não tem muita utilidade, pois está quase que totalmente ocupado pela parafernália da capota de lona.

Brinquedo

Em alguns aspectos, o Jeep Wrangler lembra um brinquedo de montar e desmontar. A capota rígida pode ser desmembrada em três partes. As duas da frente são retiradas, deixando uma abertura semelhante a de um teto solar. Removendo a parte traseira, vai junto todo o conjunto de vidro, transformando o jipinho em um autêntico conversível, com o moderno santantônio exposto. Mas, para fazer isso, o cidadão precisa de tempo e paciência, pois é necessário retirar algumas peças e parafusos, com ferramentas adequadas, disponíveis no modelo. É preciso também ter um local adequado para guardar a capota rígida. Feito isso, é só montar a capota de lona, usando algumas hastes de metal, e o visual muda. É como os carrinhos feitos com Lego. Vale lembrar que a capota rígida não tem isolamento térmico e, nos dias ensolarados, o jipinho se transforma em uma sauna, exigindo uso constante do ar-condicionado ou um banho refrescante na cachoeira ou riacho mais próximos.

Nas alturas

Quando se fala em aventura, o Jeep Wrangler Sport incorpora a expressão em todos os sentidos. A começar pelo acesso, que exige certo esforço. O modelo é alto e não tem estribos laterais, forçando motoristas e passageiros a uma escalada. Para quem vai no banco traseiro, o contorcionismo é ainda pior, pois é preciso reclinar o banco dianteiro e movimentá-lo para a frente. O espaço interno é reduzido, com bancos curtos e não muito confortáveis. Os assentos não apoiam as pernas totalmente, principalmente atrás. Banco do motorista e o volante têm ajuste de altura. A posição de dirigir é elevada, facilitando a visualização dos obstáculos externos.

Acabamento

Para um veículo de proposta mais rústica, o Jeep Wrangler Sport tem acabamento que supera as expectativas, com materiais de boa qualidade. O painel é recuado, dificultando o acesso aos comandos, mas tem instrumentos de fácil visualização e leitura. Detalhe que causa estranheza são os retrovisores externos ajustáveis na mão. Pelo preço do carro, caberia um ajuste elétrico. O volante de quatro raios tem aro fino, ou seja, é ruim de pega. Mas, em compensação, a direção tem excelente diâmetro de giro para um veículo dessa categoria, facilitando as manobras radicais no fora de estrada.

Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press


No front

Como um autêntico guerreiro, o jipinho conta com todos os aparatos necessários para enfrentar terrenos difíceis. Tem tração 4x4 e reduzida, que podem ser engatadas por meio de alavanca no console. O câmbio é automático de quatro velocidades, com marchas bem escalonadas e que trabalha em sintonia com o motor V6 de 3.8 litros. O propulsor tem bom torque e potência suficiente para a proposta do veículo, que não foi projetado para altas velocidades. No fora de estrada, dá conta do recado. O problema do jipinho é o comportamento no asfalto, onde demonstra instabilidade direcional, causando certa insegurança. Nem mesmo os controles de estabilidade e de tração resolvem o problema no piso liso. A eletrônica funciona melhor na terra.

Pulador

As suspensões transferem as irregularidades do solo para o interior, causando desconforto a motorista e passageiros. A segurança é garantida pelo sistema anticapotamento, airbags e freio ABS, que funciona com eficiência. Os pneus são largos e mais adequados ao off-road do que ao asfalto. O jipinho pula e não agarra, fazendo a alegria da galera que gosta de mato, poeira e lama. É só montar e se divertir.

Leia a segunda parte da avaliação no link do Box "Veja também", no canto superior direito da tela ou clique no link abaixo

Leia a segunda parte sobre a matéria, com a avaliação ponto a ponto do Wrangler.

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