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Estado de Minas

Chevrolet Classic LS - Reforma chinesa

Reestilização do sedã, que já teve mais de um milhão de unidades vendidas, foi inspirada em versão produzida na China e já fora de linha. Desempenho é o melhor desse compacto


postado em 10/05/2010 11:43

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press)
Lançado em 1995, o Chevrolet Classic perdeu a alcunha da linha Corsa em 2004 para não ser confundido com a nova família, que tem sedã de dimensões maiores. A relação custo/benefício é uma das melhores e prova do sucesso mercadológico do carro. Em 2009, foram comercializadas mais de 108 mil unidades. Em 15 anos, já foi vendido mais de um milhão de unidades do sedã compacto, que perde apenas em vendas para o VW Fusca e o Chevette.

Para o carro ser notícia na mídia, foram feitas alterações estéticas inspiradas em modelo chinês já fora de linha naquele país. Grade frontal, com destaque para a gravata dourada na barra cromada. Faróis maiores, capô com vinco. Sinalizadores de direção nos para-lamas dianteiros e frisos laterais, retrovisores e maçanetas de portas na cor da carroceria. Na traseira, lanternas maiores avançando sobre a tampa do porta-malas, entre outras. O resultado tanto provoca elogios quanto desagrado. O conjunto do modelo original com faróis e lanternas menores é mais harmônico.


Veja mais fotos do Chevrolet Classic LS 2011!

O trunfo do Classic, além do preço da versão básica sem ar-condicionado e direção hidráulica, é o porta-malas espaçoso e acabamento superior ao do irmão concorrente Prisma. Assim como no Renault Logan, o encosto do banco traseiro não é rebatível e impossibilita a colocação de objetos compridos. O espaço no habitáculo é apenas suficiente e três adultos se apertam no banco traseiro.

Foi-se o tempo em que o Classic era equipado com cintos traseiros laterais de três pontos com regulagem de altura, como os dianteiros, equipamento presente apenas em poucos carros do segmento superior, já que a maioria dos fabricantes não trata bem a turma de trás. Atualmente, na fixação dos cintos laterais traseiros, apenas parece que há regulagem em altura, que é fixa. A regulagem de altura incentiva o uso do cinto no banco traseiro porque a fita não causa incômodo, roçando o pescoço. Segundo pesquisa do Denatran, apenas dois entre 10 usuários atam o cinto no banco de trás. Se o cinto é eficaz na frente, por que seria diferente no banco traseiro?

O Classic tem poucos itens de conforto e conveniência de série, a maioria é opcional e outros tantos vendidos como acessórios na rede de concessionários.

ANDANDO
O desempenho é muito bom, considerando-se a motorização 1.0. As relações de transmissão (ver ficha técnica) bem definidas casam bem com o motor, aproveitando torque e potência. Mesmo com ar-condicionado ligado, o carro, com motorista e passageiro da frente vence aclives sem se arrastar desde que se pressione devidamente o acelerador. Consumo baixo é outro predicado desse Chevrolet, seja com álcool, seja com gasolina.

Tal como os faróis, as lanternas também foram transplantadas do antigo Sail chinês
Tal como os faróis, as lanternas também foram transplantadas do antigo Sail chinês


O comportamento dinâmico é satisfatório e não há sustos em curvas desde que não se aproxime do limite de aderência. O sistema de suspensão está bem calibrado e as imperfeições do piso são transferidas em níveis aceitáveis. Os ruídos internos incomodam e vêm principalmente do painel central, sistema de ar-condicionado, além de outros acabamentos plásticos. A visibilidade traseira é o mal da carroceria sedã, mas os retrovisores bem dimensionados compensam em parte a deficiência.

O Classic atende muito bem a demanda da família e a relação custo/benefício é um dos motivos de o carro ser um dos mais vendidos no mercado nacional. A lista de acessórios que podem ser instalados nas concessionárias é grande, como a roda de liga leve que equipa a unidade testada.

Leia a segunda parte do teste com a avaliação ponto a ponto.

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