Peugeot Hoggar XR 1.4 - Carga à francesa

Picape derivada do 207 tem motor valente e a maior caçamba do segmento em volume. Mas espaço na cabine é muito reduzido e não há disponibilidade de freios ABS e airbags

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postado em 08/07/2010 14:19 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press
Como todo mercado, o brasileiro tem suas peculiaridades. E uma delas é a demanda por picapes pequenas, derivadas de peruas que, por sua vez, foram criadas a partir de hatches compactos. De olho nessa fatia bem apetitosa, que equivaleu a 162 mil unidades em 2009, a Peugeot resolveu desenvolver a sua, mas não se baseando apenas na linha 207 (que, na verdade, é a 206 reestilizada e não tem nada a ver com a 207 europeia) mas também no utilitário Partner. Mas esse trabalho não levou em consideração algumas nuances desse mercado. Como assim? É que a Hoggar (pronuncia-se ô-gár) tem apenas cabine simples e as versões mais vendidas da Fiat Strada, líder do mercado, são a cabine estendida (45%) e a dupla (25%). De qualquer forma, a picapinha francesa tem outros atrativos, como a maior caçamba e o bom fôlego do motor 1.4, que equipa a versão XR.

Confira a galeria completa com as fotos do Peugeot Hoggar XR 1.4!

BOCÃO Como toda a linha 207, a Hoggar herdou o “bocão” (a grande tomada de ar), que incorpora o para-choque; a frente mais “nariguda”, onde fica estampado o símbolo do leão; e os faróis espichados de duplo refletor, que, na versão XR, têm fundo preto; faróis de neblina; e a inconfundível tomada de ar dupla no lado direito do capô (que vem desde o primeiro 206. Nas laterais, destacam-se as barras no teto, incorporadas ao santantônio e com duas lâminas, também na cor cinza; os frisos pretos; as fechaduras e os retrovisores na cor preta; as calotas imitando rodas de liga; o apoio para os pés, que facilita o acesso à caçamba; o para-lama traseiro saliente; e os pneus de uso misto, que permitem pequenas aventuras na terra, já que a altura do solo também ajuda. Mas, nesse caso, falta grade protetora para o radiador.

Emílio Camanzi dirigiu a picape em seu lançamento, como mostra o vídeo abaixo.



ESPAÇOSA A vantagem de ser a última — a Hoggar é o projeto mais recente do segmento das picapes pequenas — é ser possível estudar os adversários. E a Peugeot resolveu atacar na caçamba, criando, com alguns elementos herdados do furgão Partner (caixas de roda, piso da caçamba, longarinas, suspensão e eixo traseiro), a maior do segmento, tanto em capacidade de carga útil (742 quilos na versão X-Line, e de 660 quilos na XR) como em volume (1.151 litros). A versão XR avaliada tinha protetor de caçamba, 10 ganchos para fixação de carga e capota marítima, que ajuda a esconder a carga dos olhares dos amigos do alheio. Mas falta protetor de cabine, item importante para evitar a invasão do habitáculo pela carga. As lanternas traseiras, grandes e bem visíveis, foram herdadas do monovolume europeu 1007; a janela de trás é corrediça, o que ajuda a refrescar e arejar o habitáculo; o para-choque tem dois apoios para os pés, um de cada lado, para facilitar o acesso à caçamba; e a tampa traseira tem chave, que serve para impedir o acesso ao destravamento do estepe, que, infelizmente, fica debaixo da caçamba, o que torna a troca uma trabalho mais sujo e complicado.

POR DENTRO Se o espaço para carga na caçamba é amplo, por dentro não se pode dizer o mesmo. Assim como o hatch 207, o espaço na cabine não é dos melhores e atrás dos bancos cabem apenas bolsas e mochilas para uma viagem curta, embora existam três redes para pequenos objetos, muito úteis para evitar que eles fiquem rolando de um lado para o outro. O interior tem acabamento na cor preta, com detalhes em cinza-claro (na moldura dos comandos dos vidros, nos aros dos instrumentos do painel e no pomo da alavanca de marchas) e cinza-escuro (nos painéis de porta). Os bancos, que são revestidos em tecido de toque agradável e de bom gosto, prendem bem o corpo, mas são um pouco curtos e não apoiam bem as pernas. Como nas outras picapes pequenas, a visibilidade traseira também não é boa, pois o vidro traseiro é pequeno, a caçamba é alta e os retrovisores externos não são grandes. Os comandos os vidros estão mal posicionados, no console.

RODANDO O motor 1.4, de oito válvulas, tem bom fôlego e consegue, sem muito brilhantismo, agradar tanto àqueles jovens que gostam de picapes como veículos de passeio como àqueles que precisam colocar peso na caçamba, com boas arrancadas e retomadas, além de ser bem econômico. Mas é um pouco áspero acima das 3.500rpm. O câmbio tem engates precisos, mas o curso da alavanca é longo e existe um “buraco” (queda de rotação) entre a primeira e a segunda marcha. Embora barulhenta, a suspensão consegue um bom equilíbrio (dentro do possível para uma picape, que fica um pouco desconfortável quando descarregada) entre conforto e estabilidade. A direção hidráulica está bem calibrada, mas o diâmetro de giro grande não ajuda muito nas manobras.

Compacta da marca do leão tem somente opção de cabine simples e degrau lateral - Compacta da marca do leão tem somente opção de cabine simples e degrau lateral


VEREDITO A Hoggar é uma picape para quem realmente quer um veículo mais para o trabalho, porque tem muita disposição para isso, incluindo caçamba e motor. Mas, para quem quer um veículo de passeio, faltam alguns itens de conforto e uma cabine mais espaçosa. De qualquer forma, o ponto mais negativo é a falta de alguns itens de segurança, como freios ABS (não disponíveis em nenhuma versão), protetor de cabine (de série só na Escapade) e airbag (não disponível na versão XR).

Clique aqui e veja a avaliação ponto a ponto e a ficha técnica do Peugeot Hoggar XR 1.4!.

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