Audi R8 Spyder V10 5.2 FSI - Um bólido na metrópole

À vontade no território urbano, o Audi R8 Spyder mostrou que oferece praticidade para o dia a dia, mas prefere romper essas amarras. O motor V10 chega aos 525cv

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postado em 01/11/2010 20:42 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos: Marcello Oliveira/EM/D.A PRESS
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De São Paulo - As rodovias privatizadas de São Paulo são famosas tanto pelo estado impecável de conservação quanto pelos pedágios, que não desestimulam os proprietários de superesportivos, sedentos por bom asfalto. Mas, será que um desses carrões apresentados no Salão Internacional do Automóvel aguenta o tranco de uma metrópole como Sampa? Se você resistir aos impulsos do seu pé direito, sim. Foi o que mostrou o Audi R8 Spyder, lançado no motorshow e que arrebatou admiradores com atributos como estilo para matar e um belo V10 5.2 FSI de origem Lamborghini embaixo da tampa traseira estilizada, o que transforma este roadster em uma machinna. Um parentesco explicado pelo fato de a Audi ser a controladora da marca italiana, ambas são da Volkswagen.

Veja a galeria de fotos do Audi R8 Spyder!

A chance de um contato rápido, ainda que em circuito urbano, permitiu saber em parte se o R8 Spyder é utilizável no trânsito pesado ou não. Na fila do test drive havia a opção de esperar um pouco para dar uma volta com um urbano Audi A1, o novo compacto da marca, também apresentado no salão (Veja a avaliação do A1 feita pelo jornalista Marcello Oliveira). Mas a imagem sexy do R8 na cor azul sepang falou mais alto. Afinal, trata-se de um carro que acelera até 100km/h em 4,1 segundos e chega aos 313km/h. E custa singelos R$ 785 mil.

LARGADA Manobrando com cuidado nos arredores do Anhembi, foi possível se desvencilhar do tráfego que começava a se formar no acesso ao pavilhão e entrar em uma avenida livre. Logo depois da primeira esticada, um buraco figurava ao lado de um bueiro. Lothar Werninghaus, diretor de treinamento da Audi América Latina, avisa do buraco, mas o R8 Spyder copiou o piso, porém sem se abalar e sem nenhuma torção de carroceria - mérito da estrutura em monocoque de alumínio. Um comportamento que se assemelha a outros Audis de estirpe esportiva, notável pelas rodas 19 polegadas com pneus de perfil baixo, 235/35 na dianteira e 295/35 na traseira.

As reações às imperfeições mostram que o R8 foi criado como um esportivo para uso cotidiano, a despeito do seu poderio, nos moldes do modelo que é o alvo da classe, o Porsche 911. "Você pode usá-lo até para ir de casa para o supermercado", afirma Lothar, em uma expressão já popular entre os fabricantes de superesportivos. Mas o porta-malas dianteiro de 100 litros não recomenda compras do mês.

Em maio, o jornalista Emílio Camanzi foi a França e testou o R8 Spyder pelas estradas do sul do país. Veja no vídeo abaixo:



AO SOL A capota de lona pode ser acionada em apenas 19 segundos, sem precisar parar. Ainda que torne o superesportivo mais atraente, o ambiente esfumaçado e engarrafado não é um convite a um passeio a céu aberto. A turbulência diminui consideravelmente com o defletor entre os bancos e janelas fechadas. Com o teto no lugar, boa parte do barulho fica lá fora, como em um sedã. O cockpit agrada pelo conforto proporcionado pelo ar-condicionado com duas zonas, bancos de couro envolventes com amplas regulagens elétricas e sistema de som de alta fidelidade. As manobras, ponto crítico em bólidos de motor central, são facilitadas por uma câmera de ré com gráficos que mostram a trajetória.

No para e anda em torno do Anhembi, foi necessária alguma paciência. Para não forçar a embreagem, o câmbio manual automatizado de seis marchas vai para o neutro automaticamente. Sem que tal fato fosse percebido, o acelerador foi pressionado com vontade e o carro não saiu do lugar, mas o motor urrou ao ultrapassar a faixa dos 5 mil giros, deixando aos que estavam em volta a impressão de estar diante de um animal enjaulado.

Por sua vez, o Audi R8 Spyder na cidade mostra-se dócil, permitindo o uso em baixas rotações, sem dar sinal de desconforto com a situação. Ao embicar em uma avenida vazia, foi só provocar o acelerador para presenciar o salto do ponteiro do conta-giros, ansioso para ir além das 8 mil rpm. O V10, de 525cv a 8.000rpm e 54kgfm a 6.500rpm, teve que se contentar com algo em torno de 5 mil ou 6 mil giros, vigiado pelos olhos atentos de fiscais e radares de velocidade.

A direção direta mantém uma comunicação rica com o volante de base achatada e pega natural. Mais um espaço livre encoraja para uma esticada inocente, sem ultrapassar o limite. Mas o suficiente para conferir a prontidão do 10 cilindros, que não parece ter limites. E também para perder o ponto de retorno, que se aproximou rápido demais. Foi necessário alongar o caminho. Uma lástima...

Com a pista mais livre é possível acelerar e sentir a força da máquina - Com a pista mais livre é possível acelerar e sentir a força da máquina


O jornalista viajou a convite da Anfavea

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