TAC Stark 2.3 Turbodiesel - Deitando e rolando na lama

Jipe com design moderno, produzido em Santa Catarina, tem visual atraente e eficientes motor e sistema de tração com reduzida, mas peca em detalhes importantes. Leia o teste

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postado em 21/11/2010 17:32 Enio Greco /Estado de Minas
Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS
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Quando se fala em jipe, normalmente as pessoas associam a imagem do velho e bom Willys dos tempos de guerra, com suas formas mais retilíneas, grade tipo grelha e para-lamas volumosos. Pois bem! Não é que a Tecnologia Automotiva Catarinense (TAC) resolveu subverter essa fórmula e lançou no mercado um modelo que se recusa a ser cover do Willys, pelo menos no visual. À primeira vista, o TAC Stark faz aquele estilo de utilitário bonitinho, que geralmente roda mais no asfalto do que na terra. Mas, na prática, é na trilha que o jipinho mostra que tem poder, superando obstáculos com a desenvoltura de um cabrito montanhês. Já na cidade

Veja a galeria completa de fotos do TAC Stark

VISUAL A ousadia é marca registrada no desenho do Stark. A frente robusta tem os tradicionais faróis e lanternas redondos, mas as referências do passado param por aí. A estrutura tubular é encoberta por uma carroceria feita com plástico e fibra de vidro que tem formas arredondadas e aerodinâmicas. O capô tem saliências nas laterais e a grade é do tipo colmeia. A placa dianteira esconde o sistema de guincho, mas basta levantá-la para dar passagem ao cabo de aço com o gancho. Os para-lamas e o para-choque pintados em preto compõem um interessante conjunto com o snorkel e a entrada de ar no capô. Uma moldura de plástico preto atravessa o carro de uma lateral à outra, como se fosse um santantônio.

Na base das portas, estribos tubulares com piso de borracha antiderrapante. A estrutura tubular fica aparente nas laterais dianteiras, sob o capô. O estepe fica fixado na porta traseira, que proporciona praticidade com a abertura lateral. As rodas de liga leve aro 16 polegadas ajudam a compor o estilo robusto e deixam à mostra os pares de amortecedores que equipam as suspensões. As lanternas traseiras são pequenas e redondas e parecem moldadas na própria carroceria. Abaixo do para-choque, o engate com ganchos para amarração, em caso de necessidade.

O jipe também foi testado pelo jornalista Emílio Camanzi. Veja no vídeo abaixo



POR DENTRO O espaço interno não é ponto forte do jipe da TAC. Tanto na frente quanto atrás, os ocupantes vão bem apertados. O motorista sofre para encontrar uma boa posição de dirigir, já que o banco não tem regulagem de altura. O volante, que é fino, pode ser ajustado em altura, mas não resolve. Para complicar ainda mais, o pedal de embreagem é duro e depois de todo o dia na trilha a perna esquerda certamente vai doer. O banco traseiro tem capacidade apenas para duas pessoas, com conforto limitado, pois é baixo e apertado. Conta com apoios de cabeça fixos e cintos de segurança retráteis. A visibilidade traseira é ruim. O painel tem os comandos à mão e instrumentos de fácil visualização. O acabamento é típico de um jipe sem luxos, com plástico duro e algumas rebarbas. Já os bancos são revestidos em couro.

FORÇA O motor que equipa do jipe é um FPT de 2.3 litros, de 16V, Turbodiesel Intercooler. Seu destaque é o torque, que garante muita força, principalmente em empreitadas no fora de estrada. O motor não é dos mais silenciosos, mas mostrou-se econômico e eficiente. Acoplado ao câmbio de cinco marchas, garante bom desempenho em baixas e altas rotações. O jipinho anda bem no asfalto, mas não é recomendável abusar nesse piso, pois em curvas a carroceria exagera nas inclinações. Os engates do câmbio não são dos mais macios e precisos, mas nada muito grave.

TRAÇÃO O ponto forte do Stark é o sistema de tração 4x4 com reduzida e diferenciais com bloqueio na traseira, que garantem total desenvoltura na lama, cascalho, barrancos ou outros tipos de tranqueiras. Com bons ângulos de entrada e de saída, o jipinho encara qualquer obstáculo e é difícil deixá-lo agarrado. O único porém é que o modelo conta com o antigo sistema de roda livre, que tem chaves nos cubos das rodas dianteiras, que mudam de 4x2 para 4x4. Nos jipes mais modernos esse sistema é eletrônico. Ou seja, para engatar o 4x4 não basta movimentar a alavanca ao lado do câmbio. É preciso descer do carro e virar as duas chaves nas rodas.

ESPARTANO Além disso, o jipinho merecia pneus mais apropriados para as festas na lama. Com oito amortecedores, as suspensões garantem melhores resultados nas trilhas, mas no asfalto já não transmitem tanta segurança e conforto. A direção tem bom diâmetro de giro e os freios funcionaram bem, embora o jipe não tenha ABS nem como opcional. Aliás, a lista de equipamentos do Stark é bem espartana, pois o modelo não dispõe de muita tecnologia ou itens que otimizem a segurança e o conforto.

Leia o teste ponto a ponto do TAC Stark.

Estilo ousado é um dos atrativos do jipinho, que tem bons ângulos de entrada e saída - Estilo ousado é um dos atrativos do jipinho, que tem bons ângulos de entrada e saída

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