Renault Clio Campus 1.0 - O melhor da categoria?

Hatch compacto só é produzido em uma versão de acabamento e com motor 1.0. É o único do segmento com garantia de três anos, mas derrapa em segurança básica. Leia o teste

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postado em 24/11/2010 17:06 Paulo Eduardo /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press
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A geração do Clio vendida no Brasil continua sendo produzida também na França e convive com a atual, que infelizmente não é fabricada no país. Para reduzir o preço do carro e torná-lo mais competitivo no segmento dos compactos com motorização 1.0, alguns itens de série de segurança básica, como os apoios de cabeça no banco traseiro, agora são opcionais e outros nem tanto. E logo a Renault, que equipava o Clio com airbags frontais (motorista e passageiro) de série, quem diria? Mesmo assim, o pequeno agrada na maioria dos quesitos, como o bom desempenho e a calibragem da suspensão.

Agilidade em alta
Pode parecer exagero afirmar que carro equipado com motor 1.0 tenha desempenho considerado acima da média. E tem. Deve-se levar em consideração que se trata de motor de cilindrada pequena. Por isso, o compacto não decepciona nem nos aclives de Belo Horizonte desde que o motor esteja sempre em rotações elevadas. O trunfo da Renault é o baixo peso do carro (ver quadro de concorrentes), bem inferior aos dos adversários, sendo 200kg mais leve do que o Fiesta. Além disso, o Clio consome pouco etanol e gasolina. E a capacidade de carga (ver ficha técnica) surpreende e é até superior à de carros maiores.

Conforto Se o desempenho agrada, o conjunto das suspensões ainda mais por transferir pouco as imperfeições do piso para o habitáculo e gerar confiança ao motorista nas curvas, feitas sem sustos e sempre previsíveis. O acerto é incrível e não é por acaso que o carro ainda supera a concorrência neste quesito. O espaço interno é razoável e a capacidade do porta-malas é maior — pela nossa medição —do que a divulgada pelo fabricante.

O Clio pode não ser o carro dos sonhos e a unidade cedida para testes estava com quilometragem alta, o que possibilita perceber alguns problemas pouco comuns em carros novos, como os ruídos internos vindos das partes plásticas, principalmente do painel central. Outro senão é a visibilidade lateral traseira, limitada por causa da largura excessiva da coluna C. Os engates do câmbio são precisos, mas, às vezes, tornam-se muxibentos. E o curso da alavanca é longo. Mas as relações de transmissão, bem escalonadas, tiram proveito da potência e do torque do motor.

Segurança Aí, a Renault derrapa ao colocar na lista de itens opcionais dois apoios de cabeça laterais traseiros. Além disso, o airbag, que um dia foi de série, não está disponível nem como opcional. O ABS também não tem vez no Clio. Uma pena que o discurso vanguardista tenha sido substituído pela falta de zelo com a segurança. A maioria dos clientes pode não comprar esses itens —o brasileiro tem o péssimo hábito de preterir segurança por itens de conforto e aparência, como rodas de liga, forração em couro, etc. —, mas o fabricante tem a obrigação de disponibilizá-los para os que se preocupam em manter a integridade física dos ocupantes.

Nem a ausência de equipamentos de segurança tira o brilho do Clio, que tem linhas harmônicas, atuais e preço competitivo. A garantia de três anos também é importante. Apesar das mancadas, o Clio está sempre no topo do pódio entre os compactos 1.0.

NOTAS (0 a 10)
Desempenho 9
Espaço interno 7
Porta-malas 8
Suspensão/direção 9
Conforto/ergonomia 7
Itens de série/opcionais 7
Segurança 4
Estilo 8
Consumo 9
Tecnologia 7
Acabamento 7
Custo/benefício 8

Leia o teste ponto a ponto do Renault Clio Campus 1.0 16V.

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