Chevrolet Montana 1.4 Sport - O peso do fôlego

Picape da GM tem a melhor capacidade de carga, o motor mais eficiente do segmento e é bem equipada. Mas suspensão e acabamento pioraram em relação à geração anterior

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postado em 07/12/2010 18:04 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press
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Com a mesma frente alta do Agile, a picape Montana ficou com estilo imponente e mais espaço na cabine. Na caçamba cabem 758 quilos de peso ou 1.100 litros de volume, até a altura da tampa. Voltada para o público jovem, a versão Sport tem roupagem esportiva, que inclui rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis com máscara negra e lanternas escurecidas. O motor 1.4 EconoFlex tem fôlego de sobra para aventuras e para o trabalho. A suspensão ficou menos confortável, absorvendo menos as imperfeições do piso.

Traje esporte no trabalho
A Montana é o primeiro modelo derivado do hatch Agile e o segundo da família Viva, um projeto criado com o objetivo de renovação da marca no Brasil. Assim como outros veículos da GM (Vectra, por exemplo), por uma questão de redução de custos, o desenvolvimento da picape também recebeu elementos de outros modelos, como do Corsa primeira geração e do Prisma, e deixou de lado o subchassi, um avanço introduzido pelo Corsa de segunda geração. Como é o modelo mais recente do segmento, o projeto da Montana pode contemplar qualidades muito apreciadas entre as picapes compactas: ter a caçamba com a maior capacidade de carga e espaço suficiente para levar uma moto.



DESIGN A frente é praticamente a mesma do Agile, que incorpora a nova filosofia de estilo da Chevrolet, com a grade em V, cortada por uma barra horizontal, que leva a gravatinha dourada; os faróis espichados, entrando pelas laterais, e máscara negra na versão Sport; faróis de neblina com moldura preta; e capô com dois vincos bem acentuados nas laterais, que fazem uma espécie de ligação com a coluna A. De perfil, chamam a atenção as rodas de liga leve bem esportivas, de cinco raios vazados; o já tradicional (em modelos da marca) adesivo Sport nas laterais; o apoio lateral para os pés, que ajudam bastante o acesso à caçamba; a barra de proteção no teto, para o transporte de cargas comprimidas; e minissaias laterais.

CAÇAMBA Na traseira, os destaques são: para-choque com apoio para os pés, um recurso bastante útil para acessar a caçamba, para colocar uma carga, por exemplo; tampa da caçamba com chave, que, junto com a capota marítima (de fácil manuseio), é bastante útil para evitar furto da carga e do estepe, já que o parafuso que solta o conjunto fica sob a tampa; a terceira luz de freio no alto da cabine, importante para alertar o motorista que vem atrás; protetor de cabine, para evitar que objetos entrem no habitáculo em caso de batida ou frenagem forte; protetor de caçamba, que evita riscos na pintura e danos na lataria; 10 ganchos para amarração da carga; e janela traseira corrediça, que ajuda a refrescar a cabine.

POR DENTRO O painel é o mesmo do Agile, com atrações como o visor de fundo azul dos instrumentos, que facilita bastante a visualização (exceto o da temperatura do motor, que é digital e um pouco confuso), mesmo de dia; e da tela do sistema de ar-condicionado, que facilita o manuseio. O interior tem acabamento todo na cor preta, com detalhes imitando metal. Bancos prendem bem o corpo e são revestidos em tecido de toque agradável. Espaço na habitáculo é razoável e, atrás dos bancos, cabem 168 litros, que fica na média do segmento das cabines estendidas. A coluna de direção somente regula em altura, e o volante tem boa pega. O extintor de incêndio fica numa posição que incomoda bastante o passageiro. Pacote de equipamentos de segurança e conforto é bem completo, com ar, direção, airbag e ABS de série, mas falta regulagem elétrica de altura dos fachos dos faróis, item muito importante num veículo de carga.

RODANDO O motor 1.4 é um dos principais atrativos do carro e, devido à sua eficiência, pode-se dizer que ele bebe como um 1.0 e anda como um 1.6, combinando com a aparência esportiva. Os engates do câmbio são macios e precisos, mas há um pequeno buraco (queda de rotação) entre a primeira e segunda marchas. A suspensão, que era um item de destaque na Montana anterior, perdeu o bom acerto e absorve bem menos as imperfeições do piso, embora mantenha a boa estabilidade. Diâmetro de giro grande dificulta as manobras em locais apertados.

VEREDICTO A mistura de motor eficiente com caçamba espaçosa e de boa capacidade de carga faz da Montana uma boa opção para quem gosta de picape para trabalhar, passear com a namorada e levar a moto numa viagem. No entanto, o acabamento e o desconforto da suspensão podem deixar o pretendente insatisfeito.

Clique aqui e veja o teste ponto a ponto da Montana Sport.

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