Ford Edge Limited - Itens para que te quero

Crossover canadense mostra em teste que é um bom companheiro de estrada. O conforto para cinco é ampliado pelos gadgets da versão Limited

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postado em 11/12/2010 14:30 Julio Cabral /Estado de Minas
Reginaldo Manente/Ford/Divulgação
As comodidades estilo ianque estão por toda a parte. Algumas simples, como os porta-copos de tamanhos diferenciados na base do console central, na medida para acomodar os enormes copos de café e soda. Sem medo de engordar demais e não consegui se aboletar com facilidade no carro, já que quando o motor é desligado, o banco do motorista recua eletricamente, para dar liberdade de movimento aos mais rechonchudos. Não há necessidade de girar a chave para se entrar no carro ou dar a partida. Aliás, a chave ainda permite ligar o Edge a distância, como o Captiva, com a vantagem da chave ser estilizada, e não um chaveiro separado como no Chevrolet.

Outros recursos são mais complexos. É o caso da abertura e fechamento elétricos da tampa do porta-malas, operada por um braço hidráulico. Ou dos botões para o rebatimento elétrico dos bancos traseiros bipartidos (proporção 60/40), colocados próximos a abertura do compartimento de bagagem. São facilidades elétricas que acabam contrastando com freio de serviço acionado por um simples pedal, à maneira dos utilitários.

CLIMA O acabamento interno da cabine é marcado pelos encaixes precisos, indicadores de uma boa qualidade de montagem. Em materiais, a parte superior do painel e a porção inferior do lado do passageiro são em material almofadado, que não se repete em outras seções, como nas portas. O couro reveste volante, bancos e apoios de braço na cor Light Stone, um tom cinza bem claro. Com preço em torno de US$ 34 mil nos EUA - o equivalente a R$ 58 mil -, o crossover abdica de detalhes nobres comuns entre os concorrentes europeus, bem mais caros. Como a faixa de madeira do painel que, na verdade, não é exatamente madeira. Da mesma forma, as partes metalizadas do painel, volante e portas são em plástico, nada de alumínio ou aço escovado. Ainda assim, é marcante a evolução face ao Edge original, que não era referência em desenho interno ou materiais.

A ambientação faz a sua parte na tentativa de emprestar mais requinte. O teto solar duplo opcional com persianas elétricas se encarrega de deixar a luz do dia entrar. Enquanto de noite a atmosfera ganha ar de cabine de avião graças aos pontos de iluminação instalados junto aos porta-objetos e maçanetas das portas e na região dos pés dos passageiros. Pode ir de um tom roxo a um laranja, além de plácidos tons de azul e verde, para aqueles que curtem cromoterapia.  

APPLE A Microsoft aperfeiçoou o sistema SYNC do Edge. Curiosamente, os ícones suaves em muito lembram o sistema produzidos pela rival Apple. A aproximação com os gadgets da Apple não é de todo impensada. A Ford afirma que o seu público, composto por indivíduos da classe A, tem na companhia de eletrônicos uma das marcas prediletas, junto com outros objetos de grife, como roupas da Armani Exchange.

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A interface da tela de 8 polegadas representa um upgrade face aos antigos consoles centrais. É como comparar o Windows com o MS-DOS. Os ícones podem ser manipulados com o toque de um dedo, o que permite ir de um menu para outro em um salto - do configurador da climatização, que inclui o grau de aquecimento dos bancos dianteiros, ou seletor da iluminação interna, feita por esferas coloridas tridimensionais, dispostas em carrossel. No modo áudio, as bandas são até divididas em estilo, com direitos a selos específicos. Tudo bem high tech.

Da mesma forma, as duas telas LCD 4.2 que ladeiam o velocímetro permitem visualizar informações variadas, graças aos botões estilo controle de videogame no volante. Enquanto a tela esquerda pode ser configurada para exibir dados referentes ao sistema de repartição da força nas quatro rodas, computador de bordo, autonomia e até um conta-giros digital, o quadro direito enfoca mais nos sistemas de bordo, como entretenimento, replicando o que está no console central, só que mais a vista do motorista. Para dar um toque de requinte, as escalas do velocímetro analógico são iluminadas por LEDs brancos como cristais, um toque de arquitetura art déco, tão comum quanto apreciada nos grandes centros norte-americanos.

Falando em arquitetura, a Ford afirma que a linha sinuosa do console central flutuante foi inspirada na famosa Casa da Cascata, residência do estado da Pensilvânia projetada pelo arquiteto Frank Lloyd Wright. Contudo, a inspiração mais próxima mesmo não está na casa de 1936, ícone da arquitetura moderna norte-americana, e sim na Escandinávia, mais especificamente os modelos da Volvo, como o C30 e o rival XC60.

UNDERSTAND? Como em outros modelos top da Ford, o som é produzido especialmente pela Sony. Do tipo 5.1, com efeito surround, a sistema esbanja 390W e é fidedigno na reprodução de músicas de variados estilos, tudo orquestrado por controles personalizáveis de graves, médios e agudos. É possível comandar alguns sistemas via voz. Mas não em português, uma inabilidade linguística que custou a adaptção dos mapas do GPS, que continua inoperante (o sistema ainda está em adaptação, segundo a Ford). Então é melhor caprichar na pronúncia em inglês, espanhol ou francês na hora de ditar o comando. Senão há o risco do sistema confundir Led Zeppelin com Psychedelic Furs, como ocorrido no teste. Não que seja culpa da eletrônica, claro. Um ponto negativo é a perda do HD interno de 10 GB, ainda presente no Fusion V6 AWD e Hybrid. Algo compensado em parte pela oferta de duas entradas USB, complementadas ainda por entradas áudio e vídeo - que só podem ser utilizadas com o carro parado - e para cartão MiniSD.

O habitáculo é um mostruário tecnológico: telas LCD, sistema touch screen e iluminação ambiente - Ford/Divulgação O habitáculo é um mostruário tecnológico: telas LCD, sistema touch screen e iluminação ambiente


Com tanta coisa, será que falta algo ao Edge? Por incrível que pareça, sim. Não há faróis de xenônio, uma ausência sentida na prática ao se circular por vias muito escuras - talvez pela ausência de limpadores exigidos pela legislação brasileira. Ao menos a iluminação auxiliar em LEDs no para-choque dão uma mão - o New Fiesta, por exemplo, deixou esse equipamento no México. Além disso, o GPS, que está se tornando comum em veículos que custam menos da metade do Edge também faz falta, em especial diante da sofisticação do sistema SYNC. No mercado, o que deve falar mais alto é a estética, que ficou bem chamativa e agressiva, a alta tecnologia embarcada e o reposicionamento da gama, que vai dos R$ 122.100 aos R$ 142.610 do modelo testado.  A julgar pelo reforço nos itens de série e nos preços mais convidativos, o objetivo de ganhar corpo no segmento e pelo menos dobrar os resultados em vendas não parece distante.   

Ficha técnica

Ford Edge Limited 2011


Motor:
Seis cilindros em V, transversal, aspirado, injeção multiponto, movido a gasolina. 3.496 cm³, 24 válvulas, comando duplo no cabeçote com variação de fase na abertura e fechamento das válvulas
Potência: 289 cv a 6.500 rpm
Torque: 35 kgfm a 4 mil rpm
Transmissão: automática de seis velocidades com opção de trocas sequenciais na manopla. Tração integral sob demanda
Suspensão: independente na dianteira, esquema McPherson com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora; Independente por braços múltiplos na traseira,
molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora; conta com controle eletrônico de estabilidade e de tração e sensores anti-capotamento de série
Freios: discos sólidos nas quatro rodas; conta com freios ABS com EBD e assistente de frenagem de pânico de série
Dimensões: 4,68 metros de comprimento; 1,93 m de largura; 1,71 m de altura e 2,82 m de entre-eixos
Porta-malas
: 909 litros (a Ford informa apenas a capacidade até o teto)
Tanque: 66 litros

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