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Estado de Minas TESTE

VW Voyage Comfortline - A cara do irmão maior

Para encarar a acirrada concorrência, o sedã compacto passou por uma pequena mudança no visual e ficou parecido com o Jetta. A lista de equipamentos também foi alterada


postado em 22/09/2012 14:08

O Voyage tem mais tecnologia na linha 2013 e há até gráfico no painel para mostrar a distância do carro que está atrás(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
O Voyage tem mais tecnologia na linha 2013 e há até gráfico no painel para mostrar a distância do carro que está atrás (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
 

 

O Voyage tem mais tecnologia na linha 2013 e há até gráfico no painel para mostrar a distância do carro que está atrás
O segmento dos sedãs compactos no Brasil vem passando por algumas transformações e ganhando concorrentes de peso. Na onda dos modelos de linhas mais simples e espaço interno ampliado, que pode-se dizer que foi inaugurada com o Renault Logan, surgiram Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Fiat Grand Siena. A Volkswagen, por enquanto, assim como a Ford, resolveu apenas dar um tapa no visual do Voyage, sem alterar espaço interno, mas deixando-o com a mesma identidade visual do Fox, Jetta, Passat, Polo etc. A mudança estética veio acompanhada de pequenas alterações nas listas de equipamentos de série e opcionais. Na parte mecânica, o motor 1.6 passou apenas por pequenos aprimoramentos.

Facilitando as manobras

O Voyage tem mais tecnologia na linha 2013 e há até gráfico no painel para mostrar a distância do carro que está atrás. O motor mantém eficiência em desempenho e consumo

Novas lanternas no estilo Jetta e friso cromado na parte inferior das portas(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
Novas lanternas no estilo Jetta e friso cromado na parte inferior das portas (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)


O Voyage agora tem a mesma linguagem visual dos outros modelos da marca. Os faróis de duplo refletor ganharam com máscara negra e estão mais integrados à nova grade, que tem barras horizontais nas cores preta e prata. Os para-choques foram redesenhados, sendo que a tomada de ar também tem um filete cromado na parte de baixo, e os faróis de neblina ganharam formato retangular. Também se destaca na frente os dois vincos acentuados nas laterais do capô.

PERFIL Se o sedã for apreciado apenas de lado, parece o modelo anterior. Os destaques ficam por conta dos repetidores de seta integrados aos retrovisores, que aumentam a segurança quando se muda de faixa ou se realizam manobras de conversão; do friso cromado na parte de baixo das portas, que dá um ar mais elegante ao carro; e das rodas de liga, cujo desenho mais esportivo quebra um pouco a sobriedade das linhas. Na traseira, chamam a atenção as novas lanternas (parecidas com as do Jetta), que invadem a tampa traseira; o friso cromado na base da tampa (exclusivo dessa versão) e o sensor de aproximação de obstáculos (opcional), que, em conjunto com o novo Tilt Down (sistema que regula o espelho do lado direito), ajuda bastante nas manobras em marcha a ré, pois além do sinal sonoro ele mostra a distância em relação ao carro que está atrás em um gráfico na tela do novo sistema de som.

INTERIOR
Por dentro, as mudanças também são mínimas e se limitam a novos detalhes de acabamento, como as saídas de ar, também giratórias; e o revestimento dos bancos (nas versões mais sofisticadas, como a Comfortline) com novo tipo de tecido, de toque agradável, feito com material derivado de garrafas PET. O sistema de som presente no pacote de opcionais i-Trend também é novo. O kit inclui comandos no volante de áudio, da tecnologia bluetooth (de telefonia celular) e do computador de bordo, que facilitam bastante a vida do motorista. Os bancos dianteiros prendem bem os corpos dos ocupantes. Para encontrar uma boa posição de dirigir, o motorista pode elevar ou abaixar seu banco e ajustar em altura e distância a coluna de direção. Os comandos elétricos dos vidros dianteiros estão posicionados correntamente (no descanso de braço da portas), mas os de trás ficam numa posição ruim (no painel central).

ESPAÇO
Como não houve alteração no entre-eixos, o espaço interno continua o mesmo, ou seja, proporciona um conforto razoável para quatro adultos e uma criança. O porta-malas tem boa capacidade (de 480 litros) e bom acesso, mas o opcional que eleva o assoalho (presente na versão avaliada) acaba reduzindo esse espaço criando um fundo que certamente não terá muita utilidade. Seria melhor oferecer redes para pequenos objetos, que são mais práticas e não atrapalham. O pacote de segurança da Comfortline é razoável (incluindo freios ABS, airbag duplo e três apoios de cabeça atrás), mas deixa de fora o cinto de três pontos para o passageiro do meio do banco traseiro.

RODANDO As alterações do motor 1.6 são muito pequenas e tiveram como objetivo a redução de atrito nas válvulas de admissão e escapamento, nas suas molas e nos retentores. Na prática, o motor 1.6 de oito válvulas continua eficiente, tanto em termos de consumo quanto em desempenho, seja na cidade ou na estrada. Destaque para o abundante torque em baixas rotações, o que proporciona muita agilidade no trânsito urbano e ultrapassagens seguras nas rodovias. Também chama a atenção o bom acerto do câmbio, que tem relações de marchas bem escalonadas e engates macios e precisos. A suspensão tem um bom compromisso entre conforto e estabilidade, mas poderia absorver melhor as irregularidades do piso, já que o sedã tem uma proposta mais voltada para o conforto. A direção e os freios estão muito bem calibrados.

Comandos de áudio e do computador de bordo no volante(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
Comandos de áudio e do computador de bordo no volante (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)


AVALIAÇÃO TÉCNICA
ACABAMENTO DA CARROCERIA

A qualidade da pintura é boa. A montagem das partes móveis (portas, capô e tampa do porta-malas) é satisfatória, assim como a dos para-choques, faróis, lanternas e pestanas dos vidros. POSITIVO

VÃO DO MOTOR
Existe isolamento acústico somente no painel de fogo, com resultado razoável em relação ao habitáculo com o motor em altas rotações. A tampa do cabeçote e os coletores de admissão e descarga não são cobertos por acabamento plástico. A sistematização dos vários componentes é racional. O acesso à manutenção em geral é boa. POSITIVO

ALTURA DO SOLO

Não tem (de série) chapa em aço protetora para a zona inferior do conjunto motopropulsor. Não ocorreram interferências com o solo em nosso percurso misto de provas, numa utilização normal do automóvel. POSITIVO

CLIMATIZAÇÃO

Sistema tem comando manual. Os quatro difusores de ar do painel têm formato circular e o corpo interno das aletas direcionais giram 360°. A vazão de ar é boa e o nível de ruídos de funcionamento, aceitável. Está bem vedado. Os comandos de temperatura, velocidade e direção do fluxo têm boa dimensão e pega. As teclas do ar-condicionado e recírculo têm boa identificação quando o sistema está ligado. POSITIVO

FREIOS

O conjunto apresentou bom comportamento dinâmico no uso misto. O pedal de freio tem boa sensibilidade e o ABS mostrou-se eficiente. As suas reações são homogêneas nos dois eixos e a desaceleração foi balanceada. O freio de estacionamento atuou normalmente. REGULAR

CÂMBIO
A qualidade de engate é ótima em precisão, maciez e curso da alavanca. O nível de ruídos de funcionamento do trambulador é baixo. As relações de marchas/diferencial estão muito bem definidas em função da curva do motor e do peso do veículo. POSITIVO

MOTOR
O sistema flex funcionou bem, com boa partida a frio usando etanol no tanque. Mesmo com o motor pouco aquecido, a marcha lenta foi linear e a aceleração, progressiva. A performance agrada bem no uso urbano e em rodovias, levando-se em conta a cilindrada e o peso em ordem de marcha. A aceleração e retomadas de velocidade são satisfatórias. A curva deste motor, que tem o torque máximo em baixa rotação (15,6kgfm a 2.500rpm, com etanol), contribui bastante na condução urbana e em rodovias com velocidade limitada. POSITIVO

VEDAÇÃO

Boa contra água e poeira. POSITIVO

NÍVEL INTERNO DE RUÍDOS
O efeito aerodinâmico começa aos 100km/h e é crescente com a velocidade. Ao trafegar sobre piso de calçamento, terra com costelas e asfalto mal conservado, surgem poucos ruídos no habitáculo. REGULAR

SUSPENSÃO

Trata-se de um automóvel muito estável, que contorna curvas de raios variados em velocidade elevada com excelente precisão e inclinação mínima da carroceria. O conforto de marcha é razoável, com pequena perda com carga máxima. POSITIVO

DIREÇÃO
A coluna de direção tem ajuste manual em altura e distância. A assistência hidráulica tem ótima calibragem e o sistema apresenta reações com excelente resposta e sensibilidade. O diâmetro de giro é bom, assim como a velocidade do efeito-retorno. Em curvas sobre piso irregular de terra e paralelepípedo, o nível de ruídos do conjunto é baixo. A precisão na reta e em curvas é muito boa. POSITIVO

ILUMINAÇÃO

Não há sensor crepuscular. Existe luz de cortesia nos para-sóis e porta-malas. Todos os ponteiros do quadro de instrumentos têm iluminação permanente. O grupo óptico dianteiro tem duplo refletor e apresentou boa eficiência no baixo e no alto e conta com auxiliares de neblina. Falta regulagem elétrica de altura em função da carga transportada. Quadro de instrumentos, console central e interruptores dos painéis de porta têm fácil identificação noturna. Na parte da frente do teto há um plafonier, com duplo spot fixo integrado à lanterna; e para os passageiros de trás existe uma lanterna dupla no teto, com bom resultado em iluminação. REGULAR

LIMPADOR DO PARA-BRISA
Não tem sensor de chuva. Os esguichos são do tipo spray em V e têm boa vazão e abertura de água, atingindo todo o para-brisa. As palhetas apresentam boa qualidade e varrem uma boa área. O reservatório d’água está instalado dentro do vão do motor e tem fácil acesso. POSITIVO

ESTEPE/MACACO
O estepe tem a roda em aço, mas o pneu (aro 14) é diferente dos de uso (aro 16) com velocidade máxima de 80km/h e está dentro do porta-malas. A operação de troca é normal. Os pontos de apoio do macaco estão indicados nas soleiras. Falta porca autoadaptadora antifurto. Ao utilizar o estepe em uma viagem, ela será prejudicada no seu ritmo, pois ele afeta de forma negativa o comportamento dinâmico do veículo. Quando danificado, o conjunto (roda e pneu) de uso cabe perfeitamente no local específico. REGULAR

ALARME
O sistema é completo (com chave de ignição codificada) e tem proteção perimétrica das partes móveis contra abertura forçada e volumétrica dentro do habitáculo e invasão com a quebra dos vidros. Ao dar comando para travar as portas por meio de controle remoto inserido na própria chave, os vidros sobem automaticamente. O sistema antiesmagamento funcionou bem. POSITIVO

VOLUME DO PORTA-MALAS
O declarado pela fábrica é 480 litros e o encontrado, 440 litros.

(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

www.danieltecnodan.wordpress.com

Palavra de especialista
A tradição continua...
DANIEL RIBEIRO FILHO
ENGENHEIRO

O novo Voyage é o melhor do seu segmento devido à dirigibilidade proporcionada, mecânica de alta confiabilidade e durabilidade, espaço interno razoável, bom porta-malas, estilo interno do habitáculo adequado e design da carroceria atual. É muito agradável de dirigi-lo, tanto na cidade quanto em rodovias. O conjunto mecânico está muito bem definido, sendo que o motor (1.6) e o câmbio fazem um belo par, além de um sistema de direção confortável e seguro, freios bem dimensionados e calibrados e suspensões que proporcionam um belo handling. As novas alterações de estilo são bem-vindas. O nome Voyage é forte e tem tradição da marca VW no mercado nacional.


VW fica devendo cinto de três pontos para ocupante do meio(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
VW fica devendo cinto de três pontos para ocupante do meio (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)


FICHA TÉCNICA
MOTOR

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.598cm³ de cilindrada, oito válvulas, que desenvolve potências máximas de 101cv (gasolina) e 104cv (etanol) a 5.250rpm e torques máximos de 15,4kgfm (gasolina) e de 15,6kgfm (etanol) a 2.500rpm

TRANSMISSÃO

Tração dianteira, com câmbio manual de cinco velocidades

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais e barra estabilizadora; e traseira, interdependente, com braços longitudinais / rodas em liga leve de 15 polegadas / 195/55 R15

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

FREIOS
Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira, com sistema ABS (opcional)

CAPACIDADES
Tanque, 55 litros; de carga útil, 440kg

EQUIPAMENTOS
DE SÉRIE

Conforto/conveniência: Vidros dianteiros com acionamento elétrico, travamento central, destravamento interno da tampa do porta-malas, limpador do para-brisa com temporizador, desembaçador, lavador e limpador do vidro traseiro com temporizador, banco do motorista com regulagem de altura, porta-copos no console central, para-sóis com espelho e porta-revista.

Segurança: Cintos de segurança traseiros laterais retráteis e para-choque traseiro com retrorrefletores.

Aparência: Palhetas aerowischer e revestimento dos painéis de porta em tecido.

OPCIONAIS
Freios ABS, airbag duplo, direção hidráulica, ar-condicionado, revestimento em tear, frisos laterais, capa dos retrovisores e maçanetas na cor da carroceria, chave canivete com ou sem controle remoto, rádio CD Player com MP3, entrada USB, bluetooth e interface para iPod, volante multifuncional, vidros elétricos nas quatro portas, trava central, alarme, elevação do assoalho do porta-malas, faróis e lanternas de neblina, sensor de aproximação de obstáculos traseiros e rodas de liga de 15 ou 16 polegadas.

Notas (0 a 10)
Desempenho 9
Espaço interno 7
Suspensão/direção 8
Conforto/ergonomia 7
Itens de série/opcionais 7
Segurança 7
Estilo 8
Consumo 8
Tecnologia 7
Acabamento 8
Custo-benefício 7

Quanto custa
O novo Voyage 1.6 Comfortline tem preço básico sugerido de R$ 40.890. Com todos os opcionais, incluindo pintura metálica, sobe para R$ 50.855.

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