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Honda Civic 2.0 LXR - Acabou o sorriso amarelo

Depois de passar por uma atualização recente no visual, faltava ganhar um pouco mais de fôlego para encarar a concorrência cada vez mais acirrada entre os sedãs médios

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postado em 25/05/2013 20:01 Eduardo Aquino /Estado de Minas

No início do ano passado, o Honda Civic passou por uma atualização no visual, que não mexeu muito nas linhas do carro, já que elas agradavam bastante e davam um ar mais esportivo ao sedã. Mas, como a concorrência andou turbinando alguns motores e o desempenho passou a pesar na balança na hora da escolha, a marca japonesa resolveu pegar o motor 2.0 do CR-V, adaptá-lo para flex e eliminar o malfadado tanquinho de partida a frio, que era mais um item de manutenção para o motorista se preocupar. Acoplado a um câmbio automático bem acertado e com opções de troca no volante, o novo propulsor melhorou sensivelmente o fôlego e o prazer de dirigir do Civic. Por outro lado, a suspensão com certeza não vai agradar a quem procura conforto, pois privilegia claramente a estabilidade.

 

Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press
 

 

De tanquinho, só a barriga

Uma das novidades do novo Honda Civic 2.0 é a eliminação do reservatório de partida a frio, que foi substituído por um conjunto de aquecedores na linha de combustível

O novo motor do sedã da marca japonesa chega mudando também as siglas das versões: a LXL e EXS saem de cena para dar lugar a LXR e EXR, respectivamente, ambas equipadas com câmbio automático de cinco velocidades. Mas a Honda não aposentou o propulsor 1.8, que continua equipando a opção de entrada, a LXS, que ganhou o novo câmbio manual de seis velocidades, com relações mais curtas. Avaliamos a versão LXR 2.0, com transmissão automática, que é a opção mais barata com o novo motor.

 

O painel continua digital em dois andares e o volante de três raios abriga vários comandos - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press O painel continua digital em dois andares e o volante de três raios abriga vários comandos
 

 

FÔLEGO Rodando no trânsito urbano, o motorista provavelmente não vai notar muita diferença de desempenho em relação ao motor 1.8. Os dois são ágeis e econômicos, tanto com gasolina quanto com etanol, especialmente quando se usa o botão ECON (no painel). Mas basta entrar numa estrada e ter um pouco mais de espaço para acelerar para sentir toda a saúde do 2.0, que tem 15cv de potência e quase 2,0kgfm de torque a mais quando abastecido com o combustível derivado da cana. Com ele, o Civic se mostrou bem mais esperto, principalmente nas retomadas de velocidade, fundamental para fazer uma ultrapassagem segura. Com o fim do tanquinho, o motorista não precisa mais se preocupar em enchê-lo com gasolina nos dias mais frios nem com a validade do combustível colocado ali.

SÓ NA BORBOLETA
Além do bom fôlego do novo motor, o Civic tem um câmbio automático de cinco velocidades muito bem acertado. As relações estão bem escalonadas e a possibilidade de mudança por meio das alavancas junto ao volante (também chamadas de “borboletas”) possibilita mudanças rápidas, confortáveis, prazerosas e sem trancos. Para quem aprecia uma tocada mais esportiva, o sedã vai agradar muito, pois a suspensão acompanha bem esse ritmo, garantindo um bom equilíbrio mesmo nas curvas mais fechadas e com piso irregular. Mas, para aqueles que procuram um pouco mais de conforto, a suspensão do Civic vai receber nota baixa, pois não absorve bem as irregularidades do piso.

 

Na traseira, as lanternas são integradas aos para-lamas e invadem a tampa do porta-malas - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Na traseira, as lanternas são integradas aos para-lamas e invadem a tampa do porta-malas
 

 

DESIGN As linhas são exatamente as mesmas que estrearam na última reestilização, no fim de 2011, e que conservaram o ar esportivo do design anterior. Na frente, os faróis têm duplo refletor e máscara negra; a grade frontal incorpora uma barra horizontal cromada e duas na cor preta, o para-choque agrega um spoiler do tipo “limpa trilho” e faróis de neblina de desenho ovalado e moldura cromada. De perfil, destaque para os retrovisores externos com repetidores de seta integrados; as rodas de liga com desenho mais sóbrio do que esportivo, maçanetas na cor da carroceria e coluna central e moldura dos vidros na cor preta. Na traseira, as lanternas são mais integradas ao para-lama e “avançam” sobre a tampa do porta-malas.

POR DENTRO
O habitáculo continua o mesmo: painel digital em dois andares (o primeiro abriga o conta-giros, o mostrador de marcha engatada e as luzes de advertência; e o segundo, o velocímetro, o marcador do nível de combustível e o econômetro, que mostra o consumo instantâneo), que deixa de fora o marcador de temperatura do motor; bancos revestidos em couro que prendem bem os corpos dos ocupantes, sendo que o do motorista tem regulagem manual de altura; e volante de três raios com boa pega e que abriga os comandos do som, do computador de bordo, do controle automático de velocidade e do sistema Bluetooth (uma novidade na linha 2014), que possibilita ao motorista atender ao celular sem retirar as mãos do volante; entre outros.

CONFORTO O espaço interno é bem razoável e acomoda três adultos no banco traseiro com certo conforto. O porta-malas não é dos mais amplos, mas não faz feio com 449 litros de capacidade. Ele tem alavanca interna para rebatimento do banco traseiro em 1/3 e 2/3 e ganhou revestimento na parte interna da tampa, mas faltam ganchos para amarrar a carga e rede para prender pequenos objetos.

 

De perfil, as mudanças são quase imperceptíveis - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press De perfil, as mudanças são quase imperceptíveis
 

 

SEGURANÇA A versão LXR tem uma lista muito boa de equipamentos de série de segurança, com airbags, freios ABS, estrutura de deformação progressiva ACE (Advanced Compatibility Enginnering) de última geração etc., mas a da EXR, topo de linha, inclui airbags laterais, sistema de assistência a frenagem de emergência e controles de tração e estabilidade. Mas o que credencia mesmo o Civic nesse quesito são as notas máximas que ele conquistou recentemente em provas de crash test do National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) e do Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), dois respeitados institutos norte-americanos.

 

AVALIAÇÃO TÉCNICA
ACABAMENTO DA CARROCERIA

O acabamento da pintura é bom. As quatro portas têm montagem razoável. A tampa do porta-malas está descentralizada e desnivelada. O capô tem montagem satisfatória. REGULAR

VÃO DO MOTOR
Os itens de verificação constante têm fácil acesso (menos a vareta do nível de óleo do câmbio) e identificação. Esse novo motor dispensa o uso do reservatório de gasolina para a partida a frio. O resultado do isolamento acústico em relação ao habitáculo é discreto e a fixação do isolamento acústico na parte interna do capô está malfeita. O motor preenche todo o vão, que é pequeno, e devido ao projeto da carroceria, ele invade a parte superior do painel de fogo, limitando bastante o acesso à manutenção de vários componentes. Quando aberto, o capô é sustentado por meio de vareta manual e tem ângulo de abertura satisfatório. REGULAR

ALTURA DO SOLO
Existe chapa protetora em aço para o cárter e caixa de marchas. Mesmo com o veículo carregado com carga útil máxima, não foram observadas interferências significativas com o solo numa utilização normal e atenta, quando se trafega sobre piso de terra batida, calçamento, asfalto com quebra-molas normais e saídas de garagem com desnível. REGULAR

CLIMATIZAÇÃO
É automático e digital. O sistema tem sete velocidades na caixa de ar e quatro de direcionamento do fluxo. Apresentou ótimo funcionamento, com nível baixo de ruídos e está bem vedado. Não há opção de temperatura diferenciada para condutor e passageiro nem difusores de ar específicos ajustáveis para os passageiros de trás. POSITIVO

FREIOS
Apresentaram bom comportamento dinâmico no uso misto. O pedal de freio tem boa sensibilidade. Numa utilização bem esportiva, apresentou boa desaceleração, com espaço percorrido até a imobilização coerente com a velocidade, além de manter a trajetória imposta. O ABS tem boa calibração. POSITIVO

CÂMBIO
As relações de marchas/diferencial atendem a dinâmica proposta para a nova motorização, proporcionando uma dirigibilidade agradável na cidade e segura na estrada. Existe a opção “S”, uma reprogramação eletrônica para uso mais esportivo. POSITIVO

 

Pacote de segurança é completo no banco traseiro - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Pacote de segurança é completo no banco traseiro
 

 

MOTOR
A sua curva teve ganhos em potência e torque significativos em relação ao motor 1.8. A dirigibilidade é prazerosa e muito superior, com retomadas de velocidade e aceleração bem eficientes. O nível de ruídos de funcionamento é aceitável e ele tem boa elasticidade. A partida a frio foi imediata com etanol no tanque. Numa condução bem esportiva, o motor satisfaz plenamente. POSITIVO

VEDAÇÃO
Boa contra água. POSITIVO

NÍVEL INTERNO DE RUÍDOS
Quando o carro trafega sobre piso de paralelepípedo, terra e asfalto malconservados surgem alguns ruídos no habitáculo, principalmente no painel. O efeito aerodinâmico é contido, mesmo em velocidade mais alta. REGULAR


SUSPENSÃO
O conforto de marcha é bem limitado para um sedã com motor de 155cv e incomoda a baixa qualidade da leitura das imperfeições do solo, gerando desconforto a bordo, que piora ainda mais com o veículo carregado. Já a estabilidade é excelente, com notável precisão, rapidez e manutenção da velocidade em curvas de raios variados. Essa versão não tem controles eletrônicos de estabilidade e tração. REGULAR

DIREÇÃO

A precisão na reta e em curvas é muito boa. O nível de ruídos do conjunto em curvas sobre o piso de terra e paralelepípedo é baixo. A assistência é elétrica tem cargas bem definidas para o uso urbano, com leveza e conforto, sendo firme, segura e com boa sensibilidade na estrada. A coluna de direção tem ajuste em altura e distância, com bom curso. O diâmetro de giro é bom em manobras de estacionamento, assim como a velocidade do efeito retorno. POSITIVO

ILUMINAÇÃO
O grupo óptico dianteiro tem duplo refletor e é eficiente no baixo e no alto, mas não tem regulagem elétrica de altura em função da carga transportada. Os faróis auxiliares de neblina estão embutidos no para-choque. A iluminação do habitáculo é composta por duplo spot fixo na frente e uma lanterna na parte central, com resultado satisfatório. Existe sensor crepuscular e luzes de cortesia no porta-malas, porta-luvas e para-sóis. O quadro de instrumentos e display superior têm iluminação permanente dia/noite. REGULAR

 

Porta-malas tem boa capacidade e é bem forrado - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Porta-malas tem boa capacidade e é bem forrado
 

 

LIMPADOR DE PARA-BRISA
As palhetas trabalham cruzadas, são eficientes e varrem uma boa área. O acesso para reposição de água no reservatório dentro do vão motor é fácil. Os dois esguichos são do tipo spray em “V” e têm boa vazão e abertura. Não tem
sensor de chuva. REGULAR

ESTEPE/MACACO
O estepe está instalado dentro do porta-malas sob o assoalho. A roda é de aço e o pneu é do tipo temporário (solução não é prática nem funcional para o Brasil), para pequenos percursos e com velocidade limitada. O macaco está acondicionado no painel traseiro e a chave de rodas/extensão de acionamento estão encaixadas em base de isopor sobre o aro do estepe. A operação de troca é normal e conta com auxílio de cinco prisioneiros fixos por cubo para o melhor apoio e centralização da roda. NEGATIVO

FERRAMENTAS

Há uma chave de fenda conjugada com Philips. POSITIVO

ALARME
A chave de ignição tem ótimo acabamento, é codificada e com controle remoto integrado muito bem distribuído
nela com as funções de destravar/travar as portas e abertura do porta-malas. Ao dar comando para travar as portas, os vidros sobem automaticamente com a tecla pressionada. As quatro portas têm a opção de fechamento/abertura dos vidros por um toque. O sistema antiesmagamento funcionou bem. Existe proteção perimétrica das partes móveis, mas não tem proteção volumétrica contra invasão do habitáculo pela quebra de vidros. REGULAR

VOLUME DO PORTA-MALAS
O declarado pela fabrica é de 449 litros, o que foi confirmado pela nossa medição.

FICHA TÉCNICA
» MOTOR

Dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha, 1.997cm³ de cilindrada, 16 válvulas, que desenvolve potências máximas de 150cv (gasolina) e 155cv (etanol) e torques máximos de 19,3kgfm (gasolina) e 19,5kgfm (etanol)

 

Motor 2.0 melhorou o fôlego e o consumo do sedã - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Motor 2.0 melhorou o fôlego e o consumo do sedã
 

 

» TRANSMISSÃO
Tração dianteira, câmbio automático de cinco velocidades

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS

Dianteira, independente, do tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira, do tipo multilink / 6,5 x 16 polegadas, em liga leve/205/55 R16

» DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

» FREIOS
A disco nas quatro rodas, sendo ventilados na dianteira e sólido na traseira, com ABS e EBD

» CAPACIDADES
Do tanque, 57 litros; de carga (passageiros e bagagem), 396 quilos

EQUIPAMENTOS DE SÉRIE

Sensor crepuscular, ar-condicionado automático e digital, câmera de ré, banco do motorista com regulagem de altura, sistema Bluetooth, coluna de direção com ajuste de altura e distância, controle automático de velocidade, bancos revestidos em couro, sistema de áudio com rádio e CD player com MP3 e entradas auxiliar e USB, airbag frontal, freios ABS com EBD, estrutura de deformação progressiva, sistema de fixação de cadeiras infantis e travamento automático das portas a 15 km/h.

» OPCIONAL
Não tem.

QUANTO CUSTA
O Honda Civic com o novo motor 2.0 16V e câmbio automático de cinco marchas é vendido nas versões LXR (R$ 74.290) e EXR (R$ 83.890).

Notas (0 a 10)
Desempenho 9
Espaço interno 8
Porta-malas 8
Suspensão/direção 7
Conforto/ergonomia 8
Itens de série/opcionais 7
Segurança 9
Estilo 8
Consumo 9
Tecnologia 9
Acabamento 8
Custo/benefício 8

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