Uniforme de passeio

Ford Ranger Sport 2.5 Flex veste visual esportivo, mas exagera no consumo

No rastro do sucesso da geração anterior, Ford lança a opção esportiva da nova picape, que tem muitas qualidades para o trabalho e aventura, visual jovem e consumo elevado

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postado em 21/05/2014 09:00 / atualizado em 21/05/2014 09:50 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press

De tanto ver jovens dirigindo e usando picapes como o primeiro veículo no conturbado trânsito das grandes cidades, fabricantes como GM e Ford acabaram criando uma versão que agrada tanto no visual mais jovem quanto na capacidade de encarar trabalhos mais pesados. E deu certo. Nas gerações passadas, a versão Sport fez sucesso (foram mais de 10 mil unidades vendidas) e a marca resolveu repetir a dose no novo modelo, seguindo a mesma fórmula: carroceria com cabine simples, adesivos que dão um toque esportivo no visual e motor que consegue equilibrar o trabalho no dia a dia com aquela voltinha de fim de semana com a namorada.

VEJA FOTOS DA RANGER SPORT!

APARÊNCIA O visual esportivo da Ranger inclui aplique no para-choque dianteiro, santantônio mais estilizado, faixas laterais nas portas e na caçamba com a inscrição Sport, moldura dos faróis de neblina na cor preta, adesivo e soleiras exclusivas, rodas de liga de 17 polegadas, cobertura plástica do tanque do sistema de partida a frio na cor preta (com o nome Ranger) no para-lama dianteiro esquerdo, maçanetas e retrovisores na cor preta, lanternas traseiras com desenhos em forma de cubo e para-choque traseiro na cor preta com estribo, que ajuda bem para subir na caçamba. A picape tem o nome Ranger e o da versão (a Sport é baseada na XLS) em destaque na tampa traseira. São cinco opções de cor, sendo duas sólidas (branco e vermelho), uma metálica (prata) e duas perolizadas (preto e azul).

Volante tem boa pega e incorpora comandos do áudio, mas a coluna de direção regula apenas em altura - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press Volante tem boa pega e incorpora comandos do áudio, mas a coluna de direção regula apenas em altura


NA CABINE Por dentro, o acabamento é de boa qualidade e mistura a cor preta com cinza escuro. Os bancos são revestidos em tecido de bonito desenho, toque agradável e próprio para um país de clima tropical como o Brasil. Na cor cinza imitando metal, quadro de instrumentos e painel central se destacam. Os instrumentos são analógico e de fácil visualização, com tela do computador de bordo no centro (onde se veem informações sobre consumo médio, temperatura externa, autonomia etc.). O sistema de áudio é de boa qualidade, com CD player, Bluetooth, entradas USB e auxiliar e tela de LCD de 4,2 polegadas no painel central, que, com certeza, vai agradar ao público jovem. O painel tem duas tomadas de força, que podem ser bem úteis numa picape de trabalho. Os dois ocupantes desfrutam de muito conforto, mas o espaço para a bagagem (atrás dos bancos) é bem limitado

NO TRABALHO Um dos grandes trunfos da Ranger Sport é a sua enorme caçamba, que tem capacidade para 1.800 litros e 1.455 quilos de carga. Com isso, o dono pode transportar diversos tipos de cargas e volumes no trabalho durante a semana e levar motos, pranchas de surf, equipamentos para voo livre ou qualquer outro tipo de esporte ou aventura nos fins de semana. O santantônio é bastante útil para proteger em caso de capotagem e para amarrar cargas mais compridas, como uma escada, objeto muito usado por vários prestadores de serviço. Para amarrar bem os objetos, existem oito ganchos. Mas faltam protetor de caçamba (para evitar arranhões e amassados) e de cabine (que evita a entrada de objetos pelo vidro traseiro em caso de uma freada muito brusca ou acidente). O estepe fica embaixo, do lado de for a, e a versão avaliada tinha uma corrente para evitar o furto.

A lateral é decorada com adesivos e o nome Ranger é estampado em letras garrafais na tampa traseira - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press A lateral é decorada com adesivos e o nome Ranger é estampado em letras garrafais na tampa traseira



APTIDÕES Nas pesquisas realizadas pelos fabricantes, quase sempre aparece que uma das razões da compra de uma picape é a posição de dirigir mais elevada, que transmite uma sensação de segurança. No caso da Ranger Sport, encontrar uma boa posição não é muito fácil, já que a coluna de direção não regula em distância e o banco do motorista não tem ajuste de altura. Por outro lado, retrovisores externos de bom tamanho melhoram bastante a visibilidade traseira. Para facilitar o trabalho do motorista, o volante incorpora os comandos do sistema de áudio e do controle automático de velocidade. Para o fora de estrada, a Ranger Sport tem as seguintes aptidões: altura elevada em relação ao solo, pneus de uso misto, capacidade de imersão de 80cm e bom torque em baixas rotações. Mas pesam contra ela nessa tarefa a falta de tração 4x4 e de tela de proteção para o radiador na grade dianteira.

RODANDO O motor 2.5 Flex é o mesmo que equipa o sedã Fusion e é o mais potente da categoria. Ele agrada tanto a quem tem peso para levar quanto ao motorista que quer dar uma pequena esticada na estrada quando a caçamba está vazia. O ponto mais negativo é o consumo. Com etanol na cidade, o computador de bordo chegou a registrar 3,0km/l. Com gasolina na estrada (de pista dupla e com pouco tráfego), apenas o motorista, sem peso na caçamba e sem ligar o ar, registrou 7,8km/l. O câmbio tem relações de marcha mais curtas e engates duros, que chegam a cansar quando se roda no trânsito urbano. A suspensão padece do mesmo mal de qualquer picape quando está vazia, pulando muito e sacrificando o conforto, que melhora bastante quando se coloca peso na caçamba. As dimensões generosas da Ranger Sport favorecem o conforto dos dois ocupantes e a capacidade de carga, mas, por outro lado, são um pesadelo no trânsito urbano, onde fica difícil arrumar vaga de estacionamento, manobrar, ser ágil etc.

Espaço disponível para bagagens atrás dos bancos dianteiros é bastante limitado - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press Espaço disponível para bagagens atrás dos bancos dianteiros é bastante limitado


PRESSIONANDO A PICAPE
Conheça todos os detalhes da versão esportiva da Ranger e como ela se saiu em nossos testes


AVALIAÇÃO TÉCNICA
ACABAMENTO DA CARROCERIA
Não tem de série proteção plástica para caçamba/tampa traseira, grade protetora para o vidro traseiro, estribos e capota marítima. Existem oito ganchos para fixar cargas apenas na parte inferior da caçamba, mas faltam alguns na parte superior. A tampa traseira está descentralizada e o tirante de sustentação do lado direito está maior do que o do outro lado. As portas estão desniveladas e têm folga fixa diferente entre os dois lados. O capô tem montagem satisfatória. A pintura contém vários pontos com impurezas. NEGATIVO

VÃO DO MOTOR
O acesso à manutenção é bom. A sistematização dos vários componentes é razoável. Não há isolamento acústico na parte interna do capô e no painel de fogo. Por isso, o resultado em insonorização em relação ao habitáculo é discreto quando o motor está em alta rotação. Quando aberto, o capô, que não é leve, é sustentado por vareta manual e tem ângulo de abertura satisfatório. REGULAR

ALTURA DO SOLO
Existe proteção inferior em aço para o agregado da suspensão dianteira. O cárter do motor e a caixa de marchas estão numa altura segura. Não ocorreram interferências com o solo em nosso percurso misto de provas, mesmo quando a picape estava com 650kg de carga útil. POSITIVO

CLIMATIZAÇÃO
A caixa de ar tem quatro velocidades e cinco opções de direcionamento do fluxo. O sistema apresentou bom funcionamento, com boa vazão e angulação pelos quatro difusores de ar do painel. A caixa de ar está bem vedada contra admissão de gases/fumaça vindos de fora. Como a área interna do habitáculo é pequena, o tempo gasto para dar a sensação de conforto foi muito bom. POSITIVO

Motor 2.5 tem bom rendimento mas bebe na mesma proporção - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press Motor 2.5 tem bom rendimento mas bebe na mesma proporção


FREIOS
O pedal tem boa sensibilidade e relação. O sistema ABS apresentou calibração correta. O freio de estacionamento é por comando manual e atuou bem. A resistência térmica foi boa após uso mais contínuo em longa descida sinuosa. POSITIVO

CÂMBIO
As relações de marchas/diferencial atendem bem ao uso misto (cidade/estrada). A qualidade de engate é razoável para o tipo de automóvel em precisão, mas os engates são secos e eventualmente pesados. Não tem opção de tração 4x4 e a transmissão é manual de cinco marchas. POSITIVO

MOTOR
A curva de potência e torque em função da rotação é boa. Apesar de ter cabeçote multiválvulas com torque máximo em 4.250rpm (etanol), a sua dirigibilidade é boa no uso misto (cidade/estrada). Apresentou boas retomadas de velocidade e aceleração. Com 650 quilos de carga útil e ar-condicionado ligado ainda satisfaz na condução para a proposta desta versão. Com somente etanol no tanque, a performance é melhor e a partida a frio, boa. O nível de ruídos de funcionamento é baixo. POSITIVO

A capacidade é de quase 1.500 quilos mas faltam protetores de cabine e caçamba - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press A capacidade é de quase 1.500 quilos mas faltam protetores de cabine e caçamba


VEDAÇÃO
Boa contra água e poeira. POSITIVO

NÍVEL INTERNO DE RUÍDOS
Mesmo quando roda sobre piso de paralelepípedo, asfalto ruim e terra, o nível de ruídos no habitáculo é muito baixo, mas o efeito aerodinâmico inicia-se a 90km/h, sendo crescente com a velocidade, trazendo desconforto auditivo. REGULAR

SUSPENSÃO
O conforto de marcha é muito limitado rodando somente com o condutor e deixa a desejar pelo desconforto a bordo, mas há um pequeno ganho com o veículo carregado. A estabilidade é limitada, devido à forte alteração da trajetória no eixo traseiro em curvas com algumas imperfeições usuais no solo (asfalto/terra), sendo satisfatória sobre piso conservado e numa condução normal. Numa condução bem esportiva, é preciso atenção em curvas de raio curto e médio feitas no limite de aderência lateral. NEGATIVO

Rodas de 17 polegadas têm desenho esportivo e calçam pneus de uso misto - Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press Rodas de 17 polegadas têm desenho esportivo e calçam pneus de uso misto


DIREÇÃO
A coluna de direção tem regulagem em altura, com curso razoável. O diâmetro de giro é bem limitado em manobras apertadas de garagem e estacionamento, sendo a velocidade do efeito retorno aceitável. A precisão na reta e em curvas é boa quando passa sobre asfalto liso e terra batida, mas tem perdas quando o piso é irregular. As cargas do sistema assistido são satisfatórias para uma utilização no uso misto, ficando mais sensível e leve com o veículo carregado e em velocidade elevada. REGULAR

ILUMINAÇÃO
Não tem sensor crepuscular. Existe luz de cortesia somente no porta-luvas. Na zona do teto, há uma lanterna com iluminação satisfatória para a pequena área interna do habitáculo. O grupo óptico dianteiro com refletor simples apresentou eficiência normal no alto e no baixo, mas peca por não ter regulagem elétrica de altura em função da carga transportada. REGULAR

ESTEPE/MACACO
O estepe tem roda em aço, mas o pneu é igual aos de uso. Ele está instalado sob o vão de carga em suporte basculável (ruim de operar numa troca noturna) junto ao para-choque traseiro. A operação de troca não é simples nem limpa. Os pontos de apoio do macaco estão no chassi, em locais pré-estabelecidos. O kit de troca está instalado atrás do encosto do banco do passageiro. Os cubos de roda têm sistema de prisioneiros fixos, o que ajuda bastante no apoio e centralização do estepe, que não é leve. NEGATIVO

LIMPADOR DO PARA-BRISA
Não tem sensor de chuva. A área de varredura é boa, assim como a qualidade (vazão e abertura) dos jatos dos esguichos. O reservatório de água instalado dentro do vão do motor tem fácil identificação e acesso. REGULAR

Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press


ALARME
A chave de ignição é codificada e tem proteção perimétrica das partes móveis e volumétrica dentro do habitáculo. A porta do condutor tem função um toque para descer e subir o vidro. O sistema anti-esmagamento atuou com precisão. REGULAR


(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.
www.danieltecnodan.com.br


FICHA TÉCNICA
» MOTOR
Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 2.488cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 168cv (gasolina) e de 173cv (etanol) a 5.500rpm e torques máximos de 24,1kgfm (gasolina) a 3.750rpm e de 24,8kgfm (etanol) a 4.250rpm

» TRANSMISSÃO
Tração traseira, com câmbio manual de cinco velocidades

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, com braços articulados; e traseira com feixe de molas semielípticas / 8,0 x 17 polegadas, em liga leve / 265/65 R17



» DIREÇÃO
Do tipo rosca sem fim e rolete, com assistência hidráulica

» FREIOS
A discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS nas quatro rodas e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem)

» CAPACIDADES
Tanque de combustível, 80 litros; e capacidade de carga (passageiro e carga), 1.455 quilos

 

EQUIPAMENTOS
» DE SÉRIE Alarme anti-furto volumétrico, ar-condicionado, controles de áudio no volante, faixas laterais exclusivas e adesivos “Sport”, diferencial traseiro deslizante, direção hidráulica, faróis de neblina, controle automático de velocidade, retrovisores externos com ajuste elétrico, rodas de liga leve de 17 polegadas, santantônio tubular, sistema de som com rádio AM/FM, CD player MP3, USB/iPod, Bluetooth, tela de LCD multifuncional no painel central de 4.2 polegadas, dois alto-falantes e dois tweets e travas e vidros com comando elétrico do tipo “um toque”.

» OPCIONAIS
Não tem.



QUANTO CUSTA?
A Ford Ranger Sport 2.5 Flex é vendida em um pacote fechado, com preço sugerido de 67.990.

NOTAS (0 A 10)
Desempenho 8
Espaço interno 8
Caçamba 9
Suspensão/direção 7
Conforto/ergonomia 7
Itens de série/opcionais 7
Segurança 7
Estilo 8
Consumo 6
Tecnologia 7
Acabamento 8
Custo/benefício 8


Paulo Henrique Vivas/Esp.EM/D.A Press

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