Mais bumbum, menos festa

Ford Ka+ apresenta melhor acabamento e preço competitivo

Derivado do novo hatch, que usa a plataforma do New Fiesta, o Ka sedã aposenta o Fiesta Rocam e chega com mais espaço e equipamentos. Confira teste do Vrum

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postado em 01/10/2014 10:00 / atualizado em 01/10/2014 15:06 Eduardo Aquino /Estado de Minas

Derivado do novo hatch, que usa a plataforma do New Fiesta, o sedã aposenta o Fiesta Rocam e chega com mais espaço e equipamentos - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Derivado do novo hatch, que usa a plataforma do New Fiesta, o sedã aposenta o Fiesta Rocam e chega com mais espaço e equipamentos

Com o lançamento da nova linha Ka, a Ford conseguiu modernizar seus compactos no Brasil, tirando de cena de uma vez só o “Kazinho” e os Fiestas Rocam hatch e sedã. Desenvolvidos aqui, os novos modelos fazem parte da estratégia global da marca do oval azul e o três-volumes, batizado de Ka+, também deverá ser produzido e comercializado em breve em outros mercados. Mas, assim como o hatch, o sedã não vai ter vida fácil pela frente, pois vai encarar concorrentes do porte de Chevrolet Prisma, Hyundai HB20S, Toyota Etios e VW Voyage. Por outro lado, ele tem bons argumentos, como amplo espaço interno, bom acabamento e alguns equipamentos de segmento superior, como controle de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa.


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DESIGN

A frente é focinhuda e mantém a mesma “boca” (leia-se grade frontal) ao estilo Aston Martin, que já caracteriza vários modelos da Ford. A grade tem barras horizontais e moldura cromadas. Também chamam a atenção os faróis de refletor único e que “entram” pelos para-lamas, a tomada de ar inferior na cor da carroceria, o capô com quatro vincos acentuados e os faróis de neblina com molduras circulares na cor prata. A pouca altura do solo acaba fazendo a frente raspar em algumas entradas e saídas de rampa. De perfil, destacam-se a linha bem inclinada do para-brisa, as capas dos retrovisores e as maçanetas na cor da carroceria, a coluna B pintada de preto, a linha de cintura alta e as rodas de liga com desenho que misturam elegância e esportividade. Na traseira, as linhas são simples, as lanternas têm desenho recortado e a tampa traseira tem um pequeno ressalto (um defletor disfarçado).

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press


POR DENTRO

O interior tem acabamento simples, mas com materiais de boa qualidade. Mas o aspecto rugoso da parte de cima do painel não combina com o restante do conjunto, que tem black piano no centro, no volante, nos puxadores e maçanetas das portas e no pomo da alavanca de marchas. Os instrumentos analógicos são pequenos, têm fundo preto e são de fácil visualização, tanto de dia quanto à noite. Falta termômetro de temperatura do motor. No centro ficam as informações do computador de bordo. Os bancos têm revestimento em tecido de toque agradável e que combina com o nosso clima tropical e os dianteiros contam com apoios laterais que prendem bem os corpos dos ocupantes. O do motorista tem regulagem de altura. O volante tem boa pega e abriga os comandos do áudio e do sistema Bluetooth. Mas a coluna de direção regula somente em altura.


Painel tem instrumentos  analógicos de fundo preto e fácil visualização - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Painel tem instrumentos analógicos de fundo preto e fácil visualização


CONFORTO

O espaço interno não chega a ser o melhor da categoria, mas supera em muito o do falecido Fiesta Rocam Sedan. Banco traseiro acomoda com conforto dois adultos (mesmo os de maior estatura) e uma criança e falta cinto de três pontos e apoio de cabeça para quem senta no meio. O espaço para bagagens também é um dos menores entre os concorrentes, mas oferece capacidade para acomodar com tranquilidade a bagagem de uma pequena família em férias. Além disso, o porta-malas manteve a tampa com abertura pantográfica (com molas a gás), que não rouba espaço. Por outro lado, faltam ganchos e rede para prender objetos e um melhor acabamento da parte interna da tampa, que te MS, download automático de agenda de telefones, entre outros.

EQUIPAMENTOS

Um dos pontos positivos do Ka é a oferta de alguns equipamentos presentes apenas em modelos de segmento superior, como controles de tração e estabilidade, que é um verdadeiro anjo da guarda quando o motorista abusa naquela curvinha bem fechada, mantendo o carro no trajeto com eficiência; a assistência de partida em rampa, que segura o veículo por alguns segundos quando o motorista tira o pé do pedal de freio em uma subida; e a assistência de emergência, que faz uma chamada automática para o Samu, em caso de acidente com acionamento dos airbags ou com corte de combustível. O interior é bem servido de porta-trecos, até nas laterais dos bancos, que acomodam garrafas, celulares, carteiras etc. Por outro lado, faltam equipamentos simples, como sensores de estacionamento traseiro, já que a visibilidade nesse sentido não é das melhores; e controle elétrico dos retrovisores, só disponível como acessório nas concessionárias.

RODANDO
O motor 1.5 garante bom desempenho ao Ka em qualquer situação, proporcionando boas acelerações e retomadas de velocidade, garantindo ultrapassagens seguras e agilidade no trânsito urbano. Tudo isso sem gastar muito. Rodando na cidade com apenas o motorista, abastecido somente com gasolina e ar-condicionado ligado, em um trânsito bastante engarrafado, o computador de bordo registrou 10,5km/l. Também merece elogios o câmbio, que tem relações de marcha bem escalonadas, alavanca bem posicionada e engates macios e precisos. A suspensão privilegia mais a estabilidade que o conforto, não evitando a transferência de algumas irregularidades de piso para a cabine, mas garantindo bom controle do carro nas curvas mais fechadas. Mas é um pouco barulhenta. A direção poderia ter um pouco mais de peso em velocidades mais altas, mas está bem calibrada para manobras de estacionamento.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press


DESCONSTRUINDO O SEDÃ
Conheça todos os detalhes do novo três volumes compacto da Ford, que é derivado do Ka, e saiba quais são os concorrentes mais diretos e como ele se saiu em nossos testes

AVALIAÇÃO TÉCNICA


ACABAMENTO DA CARROCERIA

Ao fechar, a tampa do porta-malas raspa no para-choque traseiro, sendo que as duas peças já apresentam desgaste. O capô está desalinhado na união com os prolongamentos dos para-lamas. As quatro portas têm pontos com desnivelamento entre si e a carroceria, além de folga fixa diferente entre os dois lados. A tampa do porta-malas está descentralizada. A pintura contém imperfeições e impurezas.

VÃO DO MOTOR

O motor preenche bem o vão, limitando o acesso à manutenção de alguns componentes. Os itens de verificação constante têm fácil visualização e manuseio, sendo um pouco menos o reservatório de fluido de freio. O resultado do isolamento acústico é razoável. Aberto, o capô é sustentado por vareta manual.

ALTURA DO SOLO
Independentemente do peso transportado, o veículo toca com freqüência o saliente defletor da base inferior do para-choque dianteiro, em saídas de garagem com desnível e na transposição de quebra-molas mais altos e curtos. Com carga máxima e trafegando com prudência sobre piso misto com irregularidades normais, não ocorreram interferências com o solo. O cárter do motor e a caixa de marchas têm boa distância do solo e não têm proteção preventiva por chapa em aço.

Faltam apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro do meio - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Faltam apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro do meio


CLIMATIZAÇÃO
É por comando manual. A vazão de ar é satisfatória pelos quatro difusores de ar instalados no painel. O nível de ruídos de funcionamento é razoável na velocidade máxima. Não tem difusor de ar específico para os passageiros de trás. Os comandos são fáceis de operar e o sistema está bem vedado.

FREIOS
Apresentaram bom comportamento dinâmico em geral. O pedal de freio e o ABS têm boa sensibilidade. A desaceleração foi eficiente e linear, mesmo em alta velocidade. O sistema não apresentou perda de eficiência frenante, depois de uso mais frequente em longa descida sinuosa, estando o veículo carregado e em velocidade elevada.  


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CLIMA
A qualidade de engate é boa. As relações de marchas/diferencial proporcionam uma dirigibilidade satisfatória no uso urbano e em rodovias. A embreagem atuou normalmente e tem curso e progressividade satisfatórios.

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MOTOR
A sua curva de potência e torque é satisfatória. Ele rende melhor com apenas etanol no tanque, com ganho de 5cv na potência e de 0,4kgfm no torque. O sistema flex funcionou bem, com boa partida frio e quente quando abastecido com somente etanol. As retomadas de velocidades são boas, a aceleração satisfaz e o nível de ruídos de funcionamento é aceitável para um multiválvulas. POSITIVO

VEDAÇÃO
Boa contra água e poeira. POSITIVO

NÍVEL INTERNO DE RUÍDOS
Os ruídos no habitáculo são generalizados, com destaque para a parte posterior no recobrimento da ossatura superior do porta-malas instalada acima do banco traseiro, incomodando bastante. O efeito aerodinâmico é contido até 110km/h, quando tem início um leve crescimento, mas em nível aceitável.

SUSPENSÃO
A estabilidade é muito boa pela precisão, rapidez e manutenção da velocidade em curvas de raios variados, além da pouca inclinação da carroceria. A suspensão traseira não é silenciosa e provoca ruídos em algumas situações de imperfeições no piso, no curso de extensão e compressão. O conforto de marcha perde bem com os pneus da série 55 e a calibração dos componentes das suspensões, que não têm um bom acerto neste quesito, principalmente no eixo traseiro.

DIREÇÃO
Tem assistência elétrica com cargas bem definidas e a coluna de direção tem ajuste em altura, com bom curso. A precisão na reta e em curvas é muito boa e as suas reações são homogêneas e balanceadas, inclusive quando o veículo está com carga útil máxima. O diâmetro de giro e a velocidade do efeito retorno agradam. O conjunto apresentou nível baixo de ruído em curvas, sobre piso de terra, paralelepípedo e asfalto ruim.

ILUMINAÇÃO
Não tem sensor crepuscular. O grupo óptico dianteiro tem parábola simples e apresentou eficiência normal no baixo/alto. Falta regulagem elétrica de altura do facho em função da carga transportada. Existe luz de cortesia somente no porta-malas para esta versão SEL (topo de linha). O quadro de instrumentos, o console central e os interruptores elétricos instalados nos painéis de porta têm fácil visualização e manuseio. No teto tem somente uma lanterna com dois spots fixos integrados, que só atendem o condutor e o passageiro da frente.

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ESTEPE/MACACO
A roda é em aço e o pneu (Pirelli P1 175/65 R14) diferente dos de uso (Pirelli P7 195/55 R15) em medidas e modelo. O conjunto está instalado dentro do porta-malas e, abaixo do aro, fica o kit de troca. A operação de troca é normal. A solução do pneu não ser igual aos de uso não é prática nem funcional no Brasil.

LIMPADOR DE PARA-BRISA
Não tem sensor de chuva. As palhetas têm boa qualidade e varrem uma área satisfatória no
para-brisa. Os esguichos são eficientes,
com boa abertura, pressão e vazão. O acesso ao reservatório de reposição de água dentro do vão motor é fácil.

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ALARME
A chave de ignição é codificada, tem ótimo acabamento e abriga as teclas de travar/destravar as portas, pânico e abertura da tampa traseira. Existe proteção perimétrica das partes móveis e a volumétrica dentro do habitáculo. Somente o vidro do condutor tem função um toque para descer/subir. O sistema antiesmagamento atuou com precisão.

VOLUME DO PORTA-MALAS
O declarado é de 445 litros, o mesmo encontrado em nossa medição, favorecido pelo sistema pantográfico de abertura da tampa por meio de molas a gás, que não invadem o vão de carga.

(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

WWW.danieltecnodan.com.br

Motor 1.5 proporciona um bom desempenho sem sacrificar o consumo  - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Motor 1.5 proporciona um bom desempenho sem sacrificar o consumo


FICHA TÉCNICA

» MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.498cm³ de cilindrada, 16 válvulas, que desenvolve potências de 105cv (gasolina) a 6.500rpm e 110cv (etanol) a 5.500rpm e torques de 14,6kgfm (gasolina) e 14,9kgfm (etanol) a 4.250rpm

» TRANSMISSÃO
Tração dianteira com câmbio manual de cinco velocidades

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira com eixo de torção e barra estabilizadora/em liga leve de 16 polegadas/ 195/55 R15

» DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

» FREIOS
A disco ventilado na dianteira e tambor na traseira, com ABS e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem)

» CAPACIDADES
Do tanque, 51,6 litros; e de carga útil (passageiros mais bagagem), 412 quilos

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press


EQUIPAMENTOS

» DE SÉRIE
Ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas com comando elétrico, sistema de som My Connection Gen.3 com rádio AM/FM, USB, Bluetooth e My Ford Dock, desembaçador traseiro, abertura elétrica do porta-malas, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema de conectividade Sync, rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina, computador de bordo, alarme volumétrico, sistema de assistência em emergência, banco do motorista com ajuste de altura, grade dianteira com aplique cromado e lanternas traseiras escurecidas.

» OPCIONAL
Não tem.

QUANTO CUSTA

Além da versão avaliada, a SEL 1.5 (topo de linha), que custa R$ 47.490, o Ford Ka+ (o modelo sedã) é vendido em mais três opções: 1.0 SE, R$ 37.890; 1.0 SEL, R$ 42.490; e 1.5 SE, R$ 42.890

 

 

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