Chevrolet Prisma Advantage 1.0 - Cordeiro em pele de lobo

Com enfoque publicitário no visual esportivo, sedã derivado do Onix tem série especial que está longe de traduzir em velocidade a aparência, mas que agrada pelo preço

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postado em 31/10/2014 15:00 / atualizado em 31/10/2014 17:34 Marcus Celestino

Um dos atrativos do Prisma são as linhas bonitas e harmônicas da carroceria -  Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Um dos atrativos do Prisma são as linhas bonitas e harmônicas da carroceria

Chamar o Prisma de sedã esportivo é um sacrilégio. Tudo bem, o três-volumes da Chevrolet tem visual bacana e a nova série Advantage exalta ainda mais as qualidades “agressivas” do modelo derivado do Onix. O aerofólio na tampa traseira, as rodas de liga leve de 15 polegadas e os faróis de máscara negra aliados aos de neblina são os principais responsáveis por tornar o modelo mais invocadinho. No entanto, o motor 1.0 é bem modesto. Em suma, por R$ 46.380 você leva um cordeiro em pele de lobo. É amá-lo ou deixá-lo.

MUDANÇAS?


Além dos já citados componentes que dão o tom de esportividade ao Prisma, o Advantage conta com gama interessante de itens de série. Mas, se você acha que alguma coisa mudou de fato, está redondamente enganado. Externamente, o sedã ainda tem retrovisores e colunas das portas pintados de preto e molduras laterais. Destaque, contudo, para o interior mais aprumado e que aparenta até ser de um veículo de melhor estirpe. O volante, que é revestido em couro e abriga os comandos de áudio e Bluetooth, tem boa pega. Porém, a coluna de direção conta apenas com ajuste de altura, não contemplando a de distância.


VEJA FOTOS DO PRISMA ADVANTAGE


Os bancos têm revestimento agradável, discreto e o do motorista conta com regulagem manual de altura. Só faltou o encosto de cabeça para o terceiro ocupante do banco traseiro. Além disso, os tapetes em carpete dão charme especial ao interior, assim como os emborrachados no console e nos porta-objetos embelezam o habitáculo – o problema é que eles caem ao ser puxados, pois estão apenas encaixados nos respectivos locais.

Traseira do Prisma é envolvente -  Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Traseira do Prisma é envolvente


Oferece também o MyLink, que conquista a cada utilização. De simples manuseio, o sistema de informação e entretenimento cai feito uma luva para um automóvel nessa faixa de preço. O GPS é um pouquinho chato, pois o usuário tem que baixar um aplicativo específico em seu celular – que tem de estar pareado com o equipamento – para poder utilizá-lo. Mesmo assim, tirando esse detalhe, ponto positivo.

DIRIGIBILIDADE

A direção é bem calibrada, o escalonamento das marchas da transmissão manual (única opção do Advantage) aproveita bem a força do motor, os freios são eficientes e a suspensão (do tipo McPherson na dianteira e semi-independente na traseira), idem. No entanto, o motor anestesia um pouco todos os componentes. Do alto de seus portentosos dados técnicos, o bloco é incapaz de propiciar a tão sonhada esportividade. Na topografia acidentada de Belo Horizonte, o três-volumes sofreu, mas até que encarou as ladeiras com bravura. Já na estrada…

 Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press


Dirigimos o sedã por quase 1.200 quilômetros, numa viagem de ida e volta da Cidade Jardim até Macaé, no litoral do Rio de Janeiro. E não foi legal. Como o propulsor funciona a “pleno vapor” somente a 6.400rpm, é necessário engatar a terceira e fazê-lo gritar alto a fim de fazer ultrapassagens (desligar o ar-condicionado também ajuda). Os ruídos internos na cabine devido a esse incômodo são altos, mas pelo menos deu para curtir um sonzinho no MyLink durante a jornada. Tirando esse “mero” detalhe, os outros componentes mecânicos funcionam, como dito anteriormente, de modo satisfatório e o Prisma demonstra segurança o tempo todo, mesmo em alta velocidade.

O consumo combinado ficou na média de 10,1km/l (gasolina) e 7,2km/l (etanol). Ah, para finalizar, vale dizer que o generoso porta-malas de 520 litros (aferido pelo caderno Vrum) do derivado do Onix serviu para acomodar muito bem toda a bagagem.

Chamar o Prisma de sedã esportivo é um sacrilégio. Tudo bem, o três-volumes da Chevrolet tem visual bacana e a nova série Advantage exalta ainda mais as qualidades “agressivas” do modelo derivado do Onix. O aerofólio na tampa traseira, as rodas de liga leve de 15 polegadas e os faróis de máscara negra aliados aos de neblina são os principais responsáveis por tornar o modelo mais invocadinho. No entanto, o motor 1.0 é bem modesto. Em suma, por R$ 46.380 você leva um cordeiro em pele de lobo. É amá-lo ou deixá-lo.

No banco traseiro, faltam apoio de cabeça e cinto de três pontos no assento central -  Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press No banco traseiro, faltam apoio de cabeça e cinto de três pontos no assento central


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BATENDO O MARTELO Se você quiser um carro com visual atraente, o Prisma Advantage é uma ótima opção. No entanto, com a quantia necessária para comprar o três-volumes da Chevrolet nesta configuração pode-se arrematar o rival Volkswagen Voyage com motor 1.6 e equipado ou com a transmissão manual ou com a automatizada I-Motion. Apesar de ter cara de lobo, o Prisma é, de fato, tranquilo feito um cordeiro. Agradável, mas muito doce.


VEJA FOTOS DO PRISMA ADVANTAGE
 

FICHA TÉCNICA

MOTOR Dianteiro, transversal, 999cm³ de cilindrada, quatro cilindros em linha, que desenvolve potências de 78cv (gasolina) e 80cv (etanol) a 6.400rpm e torques de 9,5kgfm (gasolina) e 9,8kgfm a 5200rpm

TRANSMISSÃO Tração dianteira e câmbio manual de cinco velocidades

DIREÇÃO Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
SUSPENSÃO Dianteira, McPherson; e
traseira semi-independente, com eixo torção, sem barra estabilizadora

DIMENSÕES 4,27m de comprimento, 1,71m de largura, 1,49m de altura e 2,58m de entre-eixos

PORTA-MALAS 520 litros (aferido pelo caderno Vrum)

TANQUE 54 litros

 

Se você quiser um carro com visual atraente, o Prisma Advantage é uma ótima opção. No entanto, com a quantia necessária para comprar o três-volumes da Chevrolet nesta configuração pode-se arrematar o rival Volkswagen Voyage com motor 1.6 e equipado ou com a transmissão manual ou com a automatizada I-Motion. Apesar de ter cara de lobo, o Prisma é, de fato, tranquilo feito um cordeiro. Agradável, mas muito doce.

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