Chevrolet S10 2.5 Ecotec - Fugindo dos pôneis malditos

Principal novidade da linha 2015 da S10 é o novo motor flex, que, quando abastecido com etanol, dá à caminhonete o título de a mais potente no segmento das picapes médias

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postado em 08/11/2014 15:25 / atualizado em 08/11/2014 16:00 Eduardo Aquino /Estado de Minas
GM/DIVULGAÇÃO
Primeiro foi a Nissan com a Frontier, que ficou famosa com a publicidade dos “pôneis malditos”. A marca tripudiava em cima da falta de fôlego da concorrência, pois tinha naquele momento a picape média com o motor mais potente do segmento. O título durou até junho de 2012, quando ocorreu o lançamento da nova geração da Ford Ranger, que chegou com um motor a diesel de 200cv. A General Motors respondeu em setembro do ano passado, igualando a disputa ao equipar a Chevrolet S10 com um novo propulsor a diesel que tem a mesma cavalaria disponível na Ranger. Há dois meses, a marca arrebatou o primeiro lugar na disputa pela maior potência ao lançar o novo motor flex 2.5, que desenvolve 206cv (com etanol), na linha 2015 da picape média. As outras novidades são a opção do câmbio manual de seis velocidades e melhorias nas suspensões dianteira e traseira.

A principal mudança na linha 2015 da picape S10 está mesmo debaixo do capô: o novo motor 2.5 Ecotec Flex, que gera potências de 197cv (gasolina) e de 206cv (etanol). Ele entra no lugar do 2.4 nas versões intermediária (LT) e topo de linha (LTZ). O 2.4 permanece apenas na versão de entrada (LS), nas opções com cabine simples ou dupla. O novo propulsor é produzido nos EUA em bloco de alumínio e camisas em ferro fundido. As versões que ele equipa são identificadas na tampa traseira pela sigla SIDI, que significa injeção direta em português, que é a sua principal tecnologia. Ela possibilita trabalhar com uma maior eficiência volumétrica, pois o combustível (gasolina, etanol ou a mistura dos dois em qualquer proporção) é injetado diretamente na câmara de combustão. Na prática, isso se traduz em melhores arrancadas e retomadas de velocidade.
 
SEM TANQUINHO
O sistema de injeção direta também possibilitou aos engenheiros da GM eliminar o famigerado tanquinho do sistema auxiliar de partida a frio. A própria injeção com altíssima pressão e a compressão da mistura aquecem o etanol, possibilitando partidas com até 10 graus negativos. A modernidade do novo motor inclui também o duplo comando de válvulas continuamente variável, que, ao mudar o tempo de abertura e fechamento das válvulas, aumenta o torque e a potência conforme a necessidade do motorista, otimizando o consumo de combustível e reduzindo as emissões de poluentes. Embora não tenha engates macios e precisos, o novo câmbio de seis velocidades ajuda na tarefa de pão duro. Numa estrada de pista dupla, com pouco movimento, motorista e um passageiro, tanque abastecido apenas com gasolina, ar ligado e sexta marcha engatada, mantendo 100km/h, o computador de bordo registrou 9,6km/l, o que chega a ser razoável para uma picape que pesa quase duas toneladas (1.979 quilos).

INOVAÇÕES
As outras inovações do 2.5 Ecotec estão no eixo balanceador (para anular as vibrações), os pistãos em alumínio com pino flutuante e a bomba de óleo de vazão variável com dois estágios (que têm a função de reduzir o atrito) e o controle eletrônico da válvula de arrefecimento do motor (que possibilita melhor controle da temperatura no sentido de otimizar a eficiência energética). O propulsor, que está disponível nas versões LT e LTZ, só tem a opção do novo câmbio manual de seis marchas, que é uma evolução do câmbio de cinco marchas que continua equipando as opções LS com motor 2.4. As versões equipadas com o novo motor 2.5 e câmbio manual de seis velocidades podem ser equipadas com tração 4x2 ou 4x4, que tem acionamento por meio de seletor eletrônico no console central. Mas só vêm na configuração cabine dupla.

BALANÇO Se existe uma coisa desconfortável é uma picape média com a caçamba vazia rodando sobre piso irregular. Para tentar reduzir um pouco esse desconforto e deixar a picape mais estável em trechos urbanos, os engenheiros da GM promoveram uma recalibragem (que incluiu buchas mais rígidas) das suspensões dianteira e traseira e uma alteração na relação de direção, que ficou mais direta. Mas, na prática, o resultado não chegou a ser muito significativo em termos de conforto nos trechos de asfalto ruim e estrada de terra pelas quais rodamos. Por outro lado, o novo pacote de isolamento acústico deixou a cabine um pouco mais silenciosa. Outra novidade interna é a nova textura do painel e o revestimento na cor preta brilhante na moldura central do painel e nos painéis de porta. No mais, o interior continua o mesmo, com acabamento de boa qualidade, painel funcional, instrumentos de boa visualização, com destaque para o sistema multimídia My Link.

EQUIPAMENTOS As listas continuam as mesmas, mas a versão LTZ (a topo de linha) ganhou assistente de partida em rampa, que impede que o veículo recue por alguns segundos quando o motorista tira o pé do pedal de freio em subidas para arrancar; e assistente de descida, que controla a velocidade em ladeiras íngremes sem a necessidade de intervenção do motorista. Também são bastante úteis a câmera de ré, que ajuda nas manobras, pois a visibilidade traseira é ruim; tampa traseira com chave (embora não evite o furto do estepe, que fica embaixo e precisa de corrente e cadeado); os controles de tração e estabilidade, que atuam como anjos da guarda em um tipo de veículo que não prima pelo equilíbrio em curvas de piso irregular; e regulagem interna de altura dos fachos dos faróis, fundamental em um veículo de passeio e carga. Mas faltam apoio de cabeça para quem senta no meio do banco de trás e protetor do vidro traseiro, para evitar que algum objeto possa invadir a cabine em caso de frenagem forte ou batida.

Tags: teste

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