Honda City 1.5 EXL é bonito e espaçoso, mas tem preço surreal

Versão topo de linha agrada com acabamento e estilo, mas por R$ 69 mil é possível subir de categoria e comprar um sedã-médio, inclusive o Honda Civic

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postado em 20/03/2015 12:12 / atualizado em 23/03/2015 11:22 Thiago Ventura /Portal Vrum

 

O Honda City disputa vendas num interessante segmento: os sedãs compactos premium, carros espaçosos, com pacote recheado de equipamentos e mais acessíveis que os médios. Na segunda geração (sexta no mundo), o modelo japonês mantém os pontos fortes e ainda oferece um visual mais moderno a partir de R$ 53,9 mil. No entanto, o preço cobrado na versão topo de linha coloca em dúvida o custo benefício e pode fazer potenciais clientes migrarem para a categoria acima.

VEJA FOTOS DO HONDA CITY 1.5 EXL


O Honda City EXL CVT é vendido sem opcionais por R$ 69.000 e possui motor 1.5l 16V SOHC i-VTEC FlexOne. O câmbio é automático do tipo CVT e há opção de trocas manuais por aletas no volante que simulam sete marchas. O motor rende até 116 cavalos com etanol, com torque de 14,3 kgfm.

Assista vídeo-teste com o City:


Na lista de equipamentos, pacote completo. O City EXL oferece trava, vidros e retrovisores elétricos, bancos de couro, cruise control, direção elétrica progressiva, som com bluetooth, quatro airbags e belas rodas de liga-leve de 16 polegadas. O grande destaque é o ar-condicionado automático digital touchscreen, item de veículos de categoria superior.


CONFIRA NO FINAL DA MATÉRIA Lista de sedãs-médios mais em conta que o CITY EXL

Estilo
As mudanças no design da carroreria e na cabine deixaram o Honda City mais bonito e atual. Se comparado ao irmão mais velho, podemos afirmar que tem apelo de “novidade” em relação ao Civic, que tem belas, mas já bastante conhecidas linhas.

O sedã foi projetado no centro de pesquisa e desenvolvimento da Honda em Tochigi, no Japão. O City exibe a nova linguagem de estilo da marca sob o conceito “Exciting H Design”, que se destaca pelo perfil mais atlético e esportivo.

Tabela de preços Honda City
Honda City DX manual - R$ 53.900
Honda City LX CVT - R$ 62.900
Honda City EX CVT - R$ 66.700
Honda City EXL CVT- R$ 69.000

 

 

A dianteira é semelhante à do Fit, com uma grade cromada que parece “flutuar” entre os dois faróis. Vincos na lateral dão um ar mais dinâmico e esportivo ao modelo. Na traseira, lanternas que invadem tampa do porta-malas e laterais e são divididas por um filete cromado. As rodas são diamantadas e possuem 16 polegadas.

Vida a bordo


No interior, o painel está mais voltado para o motorista, com estilo também mais esportivo, fruto da nova linguagem da Honda. São três instrumentos com iluminação azulada, sendo um destinado ao display do computador de bordo.

Os plásticos são de boa qualidade e os encaixes bem feitos. Nada de exemplar, mas está bem acima da média dos sedãs-compactos. O console central tem acabamento em black piano e na parte superior fica o sistema de som com tela de 5,5 polegadas e abaixo o ar-condicionado digital. Aí começa um dos problemas: enquanto a Honda está de parabéns em oferecer ajustes do ar com comandos sensíveis ao toque, o sistema de som não é, uma incoerência para um modelo de quase R$ 70 mil.

 

 

Todos os vidros são elétricos, mas apenas o do motorista tem sistema one-touch anti-esmagamento. Além disso, o modelo oferece abertura elétrica do porta-malas pela chave-canivete, mas não há comando interno que faça o mesmo serviço. Também não há módulo para fechamento automático dos vidros ao acionar o alarme. A economia não para por aí e há somente um porta-revistas, atrás do banco do passageiro.

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Um dos pontos positivos é o ótimo espaço interno. Nos dois bancos dianteiros, aumentou-se as medidas para ombros e cabeça. E chega a impressionar o espaço para as pernas no banco traseiro, graças aos 2.600 mm de distância entre-eixos. Três pessoas viajam com conforto e o City oferece sistema Isofix com ancoragem Top Tether para duas cadeirinhas de bebê.

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No porta-malas, outro bom predicado: são 485 litros para bagagens e outros 51 litros sob o carpete, ao lado o estepe (do tipo fino de emergência). Ou seja, 536 litros disponíveis. O volume é inclusive bem maior que o Civic, que tem 449 litros. Mas há uma pegadinha: como a carga útil é de apenas 380 quilos, com cinco passageiros de peso médio 70 kg, sobram apenas 30 kg para a bagagem.

 

 

O motorista encontra boa posição de dirigir, pois há regulagem de altura do banco e na coluna de direção. Os comandos estão à mão e o volante oferece controles do sistema de som, telefone e do computador de bordo, além das borboletas do câmbio. A exceção é o computador de bordo, que é operado por um botão no painel e exige esforço para acioná-lo. Qualquer carro popular com computador é operado com um botão na seta, muito mais funcional...

Outro detalhe, o carro oferece câmera de ré, inclusive com três posições de visão externa. No entanto, não há sensor de estacionamento traseiro de série.

Motor e câmbio


O City é oferecido somente com o motor 1.5l 16V SOHC i-VTEC FlexOne, que dispensa o famigerado tanquinho de combustível. Com etanol, a potência é de 116 cavalos, mas visível somente com elevadas 6.000 rpm, enquanto o torque máximo chega aos 15,3 kgfm a 4.800 rpm. O propulsor tem tecnologia de abertura variável das válvulas, que controla a sincronização e oferece respostas mais eficientes. Mas, na prática, não observamos o mesmo desempenho.

O bloco está condizente para pacato um sedã familiar, mas o desempenho não é empolgante. E para um veículo de R$ 69 mil, existem opções com motores mais fortes com preço equivalente, inclusive o bloco 1.8 de 140 cavalos do Civic.

 

 

O câmbio é do tipo CVT (transmissão continuamente variável) e existem ilimitadas relações de transmissão de acordo com as respostas à aceleração do motor. Para ter mais argumento de venda, a Honda criou sete marchas virtuais, que aparecem ao movimentar as aletas atás do volante. Mas como não há modo M na alavanca de câmbio, poucos instantes após escolher determinada marcha, o City volta ao modo automático, frustrando quem deseja um mínimo controle do câmbio. O recurso serve para reduzir engatar uma marcha mais forte numa ultrapassagem, ao invés de pisar fundo no acelerador, por exemplo.

Por outro lado, esse tipo de câmbio melhora o consumo de combustível. Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o City EXL CVT 2015 registra consumo de 8,5 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números são de 12,3 km/l e 14,5 km/l, respectivamente. Números excelentes.

 

 

Porém, em nossos testes o carro registrou consumo médio de apenas 8 km/l na cidade com gasolina, inclusive com tráfego tranquilo em vias expressas, de acordo com o computador de bordo. O máximo de economia chegou a 10 km/l em trechos curtos. Fica a impressão de o que o carro tem o consumo de um modelo 2.0, mas com desempenho de apenas um 1.5.

Inclusive, na própria avaliação do Inmetro (disponível no site da Honda), dá para perceber que o Civic 1.8 é proporcionalmente mais eficiente na relação consumo/desempenho. O sedã-médio registra 6,8 (e) / 10,5 (g) km/l no ciclo urbano e 9,8 (e) / 14.4 (g) na rodovia.

Suspensão e segurança


Tradição da Honda, o City possui suspensão firme, que transmite segurança nas curvas. Porém, devido às condições de ruas e estradas brasileiras, o conjunto transmite muito as imperfeições para os ocupantes, principalmente no banco traseiro.

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O EXL tem airbags frontais e laterais para os bancos dianteiros. Atrás, ponto positivo em oferecer encosto de cabeça e cinto de segurança de três pontos para todos os passageiros. Carro voltado para família, também merece elogio os dois pontos de fixação Isofix com top tether.

 

 

Custo/Benefício

O calcanhar de Aquiles na versão topo de linha é o custo. Por R$ 69.000, o modelo chega a custar mais caro que veículos de categoria superior, inclusive com caixa automática. É mais caro que a versão de entrada do Civic (R$ 68.400 - modelo 2015). E em com um pouco a mais, dá para levar o Civic Automático, por R$ 71.500.

Concorrente direto, a Ford cobra R$ 66.490 pelo New Fiesta Titanium 1.6 PowerShift, que oferece muito mais (7 airbags, controles de tração e estabilidade, sensores de chuva e crepuscular entre outros). No andar de cima, Toyota Corolla GLi automático (R$ 69.990) e Nissan Sentra manual (R$ 67.090) têm preço semelhante.

O City é espaçoso e tem visual moderno, uma boa opção para famílias. Com mecânica confiável e a boa imagem da montadora, agrada em cheio quem procura um sedã-compacto premium. No entanto, as versões intermediárias LX CVT (R$ 62.900) e EX (R$ 66.700) têm custo/benefício melhor.

 

 

Notas

Desempenho - 7
Consumo - 7
Segurança - 9
Estabilidade - 9
Acabamento - 8
Espaço interno - 10
Porta-malas - 10
Estilo - 8
Equipamentos - 7
Custo/benefício - 4

 

FICHA TÉCNICA

Motor - Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.497cm³ de cilindrada, que desenvolve 115cv (gasolina) e 116cv (etanol) de potências máximas a 6.000rpm e torques máximos de 15,2kgfm (g) e 15,3(e) a 4.800rpm

Transmissão - Tração dianteira, com câmbio CVT de infinitas relações de transmissão e conversor de torque

Suspensão/roda/pneus - Dianteira, independente, do tipo McPherson; e traseira, com barra de torção/6 x 16 polegadas (de liga leve) / 185/55 R16

Direção - Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica regressiva

Freios - Disco na dianteira e tambor na traseira, com ABS e EBD (distribuição eletrônica de frenagem)

Peso - 1.137 quilos

Capacidades
- Tanque, 46 litros; de carga (passageiros e bagagem), 383kg


Lanternas traseiras invadem a lateral e têm belo design - Thiago Ventura/EM/D.A Press Lanternas traseiras invadem a lateral e têm belo design

 

Equipamentos

 

De série - Airbag duplo frontal e laterais nos bancos dianteiros, ar-condicionado digital com comando sensível ao toque, câmera de ré, sistema multimídia com monitor de 5 polegadas e oito alto-falantes, coluna de direção ajustável em altura e distância, banco traseiro bipartido, rádio CD MP3/WMA com SVC e conexão P2 integrado no painel, Bluetooth, retrovisores elétricos com sinalizador de direção, acabamento do volante em couro com controles de áudio, revestimento dos bancos em couro, controle automático de velocidade, entre outros.
Opcionais - Não há

Cores: Branco Taffetá sólido, (R$ 0,00), prata Global metálico, (R$ 990,00), cinza Iridium metálico, (R$ 990,00), cinza Barium metálico, (R$ 990,00), preto Cristal perolizado, (R$ 990,00), marrom Júpiter metálico, (R$ 990,00)

Quanto custa -  Honda City 1.5 EXL tem preço sugerido de R$ 69 mil.

LISTA DE SEDÃS-MÉDIOS COM PREÇO DO CITY EXL CVT


Chevrolet Cruze LT mecânico - R$69.990
Citroën C4 Lounge Tendance 2.0 16V Automático - R$ 68.500
Fiat Linea Absolute 1.8 16V Dualogic Flex - R$ 69.630
Honda Civic LXS 1.8 16V 2015 manual R$ 68.400
Honda Civic LXS 1.8 16V 2015 automático R$ 71.500
Mitsubishi Lancer 2.0 manual R$ 66.490
Mitsubishi Lancer 2.0 CVT - R$ 72.490
Nissan Sentra 2.0 manual - R$ 67.090
Renault Fluence Dynamique 2.0 16V manual - R$ 68.290
Toyota Corolla GLi automático - R$ 69.990
Volkswagen Jetta 2.0 2015 manual - R$ 70.190
Honda Civic LXS 1.8 16V 2016 manual - R$ 70.900
Honda Civic LXS 1.8 16V 2016 automático - R$ 73.900

 

 

Sedãs-compactos
Hyundai HB20S 1.6 Premium Automático - R$55.750
New Fiesta Titanium 1.6 PowerShift - R$ 66.490

Atualização: Os preços citados sobre o Civic referem-se ao modelo 2015. A marca já lançou a linha 2016, com reajuste. Na lista foram incluídos aos novos preços.

 

Tags: teste

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