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Fiat Toro Freedom 1.8 flex apresenta baixo rendimento e consumo elevado; confira o teste!

Versão flex com câmbio automático da picape Fiat Toro não tem desempenho dos melhores, e para ser bem equipada seu preço esbarra nos R$ 100 mil

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postado em 17/08/2016 14:28 / atualizado em 17/08/2016 15:15 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Jair Amaral/EM/D.A Press
Depois de testar as versões movidas a diesel, chegou a vez de avaliar a Fiat Toro 1.8 Flex, disponível apenas com câmbio automático. Trata-se da versão de entrada da picape intermediária da Fiat. E, como era de se imaginar, o desempenho do modelo ficou muito aquém do que se espera de um veículo com linhas tão invocadas, e que já ultrapassou a casa dos R$ 80 mil. Ainda que esta versão seja mais leve que as demais a diesel, ela ainda é pesada: 1.619 quilos.

O resultado? Em uma cidade como Belo Horizonte, com relevo acidentado e trânsito travado, o câmbio automático acaba “levando” o veículo em segunda marcha em grande parte do trajeto, o que eleva muito o consumo de combustível. Nesta situação o motor é ruidoso. Já na estrada, o câmbio de seis marchas procura manter os giros mais baixos, quando o consumo é aliviado. Fora as relações de marcha, o câmbio até que é esperto, tomando logo a decisão de reduzir quando o motorista procura uma resposta. Porém, o motor não tem muito para entregar, comprometendo as retomadas de velocidade do veículo.

Como opcional, é possível trocar marchas manualmente por meio das aletas localizadas próximo ao volante, ou pela alavanca de câmbio (esta de série). A Toro flex não oferece tração 4x4, sendo mais voltada para o uso na cidade mesmo. Assim como nas demais versões, a suspensão traseira multilink se destaca pelo conforto de rodagem e estabilidade nas curvas, mesmo em velocidades mais elevadas. A Toro flex tem direção com diâmetro de giro (que é a distância necessária para fazer um retorno na via sem precisar de manobras) menor que a das versões a diesel, mas ainda não chega a ser um veículo ágil.

Tampa traseira se abre em duas partes, facilitando o carregamento da caçamba - Jair Amaral/EM/D.A Press Tampa traseira se abre em duas partes, facilitando o carregamento da caçamba
Os pontos fortes da picape são a abertura da tampa da caçamba bipartida, que a torna bastante leve, o estilo e o bom espaço no banco traseiro. A picape fica devendo em visibilidade traseira, devido à caçamba alta, falta de bons porta-objetos e o acesso ruim ao interior, causado pela combinação do assoalho elevado e teto baixo. O acabamento combina muito plástico (mais do que deveria) com couro (opcional) ou tecido. Os detalhes em preto brilhante nas molduras dos difusores de ar e na tela da central multimídia têm melhor aspecto que o acabamento acobreado da versão topo de linha Volcano.

VALE? Todos os que perguntam pelo modelo se assustam com seu preço inicial, de R$ 81.700. De fato, seu preço é elevado e, desde o lançamento, há seis meses, foram acrescidos R$ 5.200 a essa versão de entrada. Em relação à sua concorrente direta, a Renault Duster Oroch 2.0 com câmbio automático, a Toro é cerca de R$ 5 mil mais cara, tendo a seu favor um câmbio mais sofisticado (o da Oroch é de quatro marchas) e um projeto mais refinado. Como a Toro pertence a um segmento intermediário, também é difícil não compará-la às compactas e às médias.

Painel tem central multimídia simples e funcional - Jair Amaral/EM/D.A Press Painel tem central multimídia simples e funcional
O preço da Toro de entrada não é muito diferente de uma compacta topo de linha, como a Fiat Strada Adventure, que custa a partir de R$ 73.710. Já uma Toro bem equipada, como a unidade testada, que beira os R$ 100 mil, pode ser comparada às picapes médias flex de entrada, porém o perfil do comprador não parece ser o mesmo, já que essas são pouco enfeitadas e não contam com câmbio automático. A Toro mais equipada também se espelha nos SUVs compactos premium em suas versões de topo.

Jair Amaral/EM/D.A Press
CONECTIVIDADE

Comandado a partir da tela tátil de cinco polegadas, o sistema traz o “arroz com feijão” do que se espera de um multimídia. O navegador tem fácil manuseio e lembra o motorista dos radares. Já a telefonia oferece leitor de SMS, cada vez mais fora de uso. Como mídias, o sistema Uconnect Touch Nav cinco polegadas (que é um opcional disponível dentro de um pacote) tem rádio, entradas USB e auxiliar, e Bluetooth, que reproduz conteúdo de áudio em streaming.

FICHA TÉCNICA

» MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, 1.747cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 135cv (gasolina) e 139cv (etanol) a 5.750rpm e torques máximos de 18,8kgfm (g) e 19,3kgfm (e) a 3.750rpm

» TRANSMISSÃO
Tração dianteira; e câmbio automático de seis velocidades

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, McPherson, com braços oscilantes fixados ao subchassi e barra estabilizadora; e traseira independente, Multilink e barra estabilizadora / 16 polegadas (aço) / 215/65 R16

» DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

» FREIOS
Com discos ventilados na dianteira e tambor na traseira, com ABS e EBD

» CAPACIDADES
Tanque, 60 litros; capacidade de carga (passageiro e carga), 650 quilos

Motor gera 139cv com etanol, mas é pouco para o peso da picape - Jair Amaral/EM/D.A Press Motor gera 139cv com etanol, mas é pouco para o peso da picape
EQUIPAMENTOS

» DE SÉRIE
Controle de tração e estabilidade, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, chave-canivete, computador de bordo, direção elétrica, Isofix, airbag duplo frontal, freios ABS com EBD, Hill Holder, lanternas com LEDs, santantônio, sistema multimídia (rádio, entrada USB/AUX, Bluetooth), revestimento de caçamba, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros e traseiros, volante com regulagem de altura e profundidade, lanterna de neblina.

» OPCIONAL
Bancos e volante revestidos com couro, airbags laterais dianteiros, de cortina e de joelho para o motorista, sensor de pressão dos pneus, apoios de braço dianteiro e traseiro, iluminação de caçamba, sensores de chuva e crepuscular, rodas de liga leve de 16 polegadas, ar-condicionado digital de dupla zona, sistema multimídia com navegador, câmera de ré, aletas de troca de marchas tipo borboleta, barras longitudinais no teto, faróis de neblina, retrovisores externos elétricos com tilt down e rebatimento, e capota marítima.

Quanto custa?


A Fiat Toro Freedom 1.8 Flex automática tem preço inicial de R$ 81.700. Com os opcionais listados, a unidade testada custa R$ 98.824.

Jair Amaral/EM/D.A Press
Notas (0 a 10)

» Desempenho - 6
» Espaço interno - 8
» Suspensão/direção - 8
» Conforto/ergonomia - 8
» Itens de série/opcionais - 7
» Segurança - 8
» Estilo - 9
» Consumo - 7
» Tecnologia -  7
» Acabamento - 8
» Custo/benefício  -7

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