Cheio de estilo

Testamos o Kicks, SUV da Nissan que estreou no mercado brasileiro há pouco mais de um mês

Nissan Kicks se destaca pelo design, espaço interno e conteúdo. Confira se o motor 1.6 dá conta do recado e como o modelo se posiciona frente aos principais concorrentes

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postado em 17/09/2016 14:24 / atualizado em 26/09/2016 17:51 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
O design do Kicks mescla linhas retas e vincos pronunciados - Jair Amaral/EM/D.A Press O design do Kicks mescla linhas retas e vincos pronunciados
Lançado há pouco mais de um mês, ainda é cedo para especular sobre o desempenho de vendas do Nissan Kicks no segmento dos SUVs compactos. O que dá para falar é que o novo modelo foi recebido pelo público com entusiasmo e tem levado possíveis compradores às concessionárias da marca. Por outro lado, existe a possibilidade de a capacidade produtiva (de 2 mil a 2.500 unidades) não dar conta da demanda num segmento que está em alta, com o líder vendendo perto das 5 mil unidades mensais. É que o modelo ainda não é feito no Brasil, e até que a planta de Resende (RJ) esteja pronta para produzir o utilitário, nosso mercado será abastecido via México.

Por essa razão, a estratégia inicial da Nissan foi disponibilizar apenas a versão topo de linha SL. Também não existe outra opção para o conjunto mecânico a não ser o motor 1.6 trabalhando em conjunto como o câmbio automático CVT, o mesmo usado no March testado na última semana. Por trazer um motor tão “pequeno” para um carro do seu porte, o principal mérito do Kicks é o baixo peso. Outro acerto é o câmbio CVT, que simula trocas de marchas, que abrevia a evolução do desempenho e contribui para reduzir o consumo de combustível.

Na cidade, o Kicks se desloca com agilidade, mas na estrada ele sente suas limitações nas ultrapassagens e retomadas. É a hora certa para acionar o modo Sport do câmbio, que eleva a rotação e melhora um pouco as respostas. O câmbio também tem a posição Low, que limita as trocas apenas às primeiras velocidades, fazendo a função de freio motor nas descidas e evitando o sobe e desce de marchas nas subidas mais íngremes. A suspensão alia conforto e estabilidade. A direção tem assistência elétrica variável, proporcionando o peso adequado para cada situação. Um ponto fraco do modelo é o isolamento acústico da carroceria, que deixa “entrar” no habitáculo muito do mundo lá fora.

Destaque da traseira são as lanternas e o spoiler da tampa - Jair Amaral/EM/D.A Press Destaque da traseira são as lanternas e o spoiler da tampa
DENTRO Por dentro, o acabamento do Kicks é esperto. Apesar de usar muito plástico (com boa aparência e toque, justiça seja feita) o aplique em couro em toda a região central do painel resulta em um interior sofisticado. E isso se potencializa muito quando se opta pelo couro na cor bege ou marrom. O material também está nos bancos e painéis de portas. Os tapetes são acarpetados. Valia caprichar mais no tecido que forra o teto. O espaço interno é satisfatório para todos, mas, como sempre, o passageiro central é incomodado pelo túnel do assoalho. O porta-malas tem bom volume. O bagagito tem uma parte que bascula para dar acesso ao compartimento de carga a partir do interior.

Aplique em couro é o que dá requinte ao painel, que tem muito plástico - Jair Amaral/EM/D.A Press Aplique em couro é o que dá requinte ao painel, que tem muito plástico
O quadro de instrumentos traz à direita o velocímetro analógico e à esquerda uma tela configurável, onde é possível optar pelo conta-giros, além de informações de consumo, velocímetro digital, mídias e bússola. Apenas o assento do motorista tem regulagem em altura. Já a coluna de direção tem ajustes em altura e distância. Apesar de o modelo trazer bons porta-trecos, faz falta num veículo desse segmento um apoio de braço entre os bancos, daqueles que se abrem para guardar objetos. A visibilidade traseira fica comprometida pelas largas colunas C.

A BRIGA O Kicks tem dois concorrentes principais. O Honda HR-V é o mais parecido, já que ambos fazem mais o estilo crossover. O desempenho de ambos é muito semelhante, sendo que o Kicks ganha em acabamento e preço. Já o Jeep Renegade tem estilo de fora de estrada e acabamento refinado, mas seu desempenho é claramente inferior. O consumo de combustível e o espaço do porta-malas também não são pontos fortes do jipinho. Um dos apelos do Kicks é o custo/benefício de sua versão de topo em relação aos principais concorrentes.

Banco traseiro oferece bom espaço e segurança para todos os ocupantes - Jair Amaral/EM/D.A Press Banco traseiro oferece bom espaço e segurança para todos os ocupantes
Os itens que se destacam são as quatro câmeras que criam na tela central o efeito de uma imagem de 360 graus ao redor do veículo – que facilita as manobras e vai bem além das tradicionais câmeras traseiras, atuando junto com um sensor que detecta movimentos e emite um alerta –, além de acesso ao veículo e partida tendo a chave no bolso. Porém, fazem falta a opção de teto solar, ar-condicionado de dupla zona, piloto automático, freio de estacionamento com acionamento elétrico e trocas de marchas manuais por aletas atrás do volante.

As quatro câmeras criam a ilusão de uma imagem aérea do veículo - Jair Amaral/EM/D.A Press As quatro câmeras criam a ilusão de uma imagem aérea do veículo
CONECTIVIDADE

Moderno e funcional
O sistema multimídia do Nissan Kicks funciona a partir da tela tátil de sete polegadas, que, como é tendência em veículos sofisticados, fica destacada do painel. Sem um menu central, suas funções são acessadas por meio dos botões que cercam o monitor. Um deles fornece a imagem de 360 graus que já foi apresentada. As mídias disponíveis são CD, cartão SD (que é usado para o mapa de navegação), rádio, Bluetooth com função streaming, entradas auxiliar e USB. O sistema traz dois aplicativos, Facebook e o buscador Google Online Search, usados a partir da conexão com o smartphone (é preciso instalar o aplicativo NissanConnect). Para completar, conta com as funções de telefonia e navegação por satélite.

Porta-malas tem bom volume para levar bagagens, e ainda guarda o estepe - Jair Amaral/EM/D.A Press Porta-malas tem bom volume para levar bagagens, e ainda guarda o estepe


Com banco traseiro rebatido é possível levar cargas mais volumosas, mas assoalho não fica plano  - Jair Amaral/EM/D.A Press Com banco traseiro rebatido é possível levar cargas mais volumosas, mas assoalho não fica plano
FICHA TÉCNICA

» MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.598cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potência máxima de 114cv (gasolina e etanol) a 5.600rpm e torque máximo de 15,5kgfm (g/e) a 4.000rpm

» TRANSMISSÃO
Tração dianteira; e câmbio automático CVT

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira tipo eixo de torção/ 17 polegadas (liga leve) / 205/55 R17

» DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica variável

» FREIOS
Discos ventilados na frente e tambores na traseira, com ABS e EBD

» CAPACIDADES
Tanque, 41 litros; capacidade de carga (passageiro e carga), 427 quilos.

Colunas pretas criam a ilusão de que o teto laranja está flutuando  - Jair Amaral/EM/D.A Press Colunas pretas criam a ilusão de que o teto laranja está flutuando
EQUIPAMENTOS

» DE SÉRIE
Airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS com EBD e assistência de frenagem, Isofix, controles eletrônicos de tração e estabilidade, controle dinâmico de chassi, controle dinâmico em curvas, controle dinâmico de freio motor, detector de objetos em movimento, sistema de auxílio de partida, estabilizador ativo da carroceria, câmera 360 graus, sensor traseiro de estacionamento, alarme, bancos revestidos em couro, manopla de câmbio e volante revestidos em couro, volante com regulagem de altura e distância, banco do motorista com ajuste manual de altura, ar-condicionado digital, acesso e partida do veículo com chave presencial, direção elétrica, sistema multimídia com navegação e tela de sete polegadas, vidros elétricos tipo “um toque”, rodas de liga leve de 17 polegadas, aerofólio integrado, rack de teto, acendimento automático dos faróis, faróis dianteiros com assinatura em LED, faróis de neblina, limpador e desembaçador do vidro traseiro.

» OPCIONAIS
Não tem.

QUANTO CUSTA?


Por enquanto, o Nissan Kicks é vendido apenas na versão SL, com preço sugerido de R$ 89.990. O preço pode variar de acordo com a cor da carroceria e do revestimento dos bancos. A versão testada, na combinação das cores cinza-grafite com teto Sunset Orange, que tem disponível apenas o revestimento em couro preto, acrescenta R$ 3.850 ao valor inicial, subindo para R$ 93.840.

NOTAS

» Desempenho    7
» Espaço interno    8
» Porta-malas    8
» Suspensão/direção    8
» Conforto/ergonomia    8
» Itens de série/opcionais    8
» Segurança    9
» Estilo    9
» Consumo    8
» Tecnologia    8
» Acabamento    8
» Custo/benefício    8

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