Não é turbo, mas agrada

Câmbio CVT mantém desempenho do motor 2.0 no Honda Civic EXL; confira o teste!

Equipado com motor aspirado, Honda Civic 2.0 EXL traz como novidade o câmbio CVT, e ambos proporcionam bom desempenho ao sedã médio, que se destaca ainda pelo amplo porta-malas

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postado em 19/10/2016 12:16 / atualizado em 24/10/2016 15:21 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Jair Amaral/EM/D.A Press
Da 10ª geração do Honda Civic, as versões EX e EXL foram pensadas justamente para os clientes fiéis do modelo, enquanto a pretensão do Touring é concorrer com modelos premium, e a Sport tem uma pegada mais jovem. Desta vez, testamos a versão EXL, equipada com o mesmo motor 2.0 da geração anterior, porém com evoluções para reduzir atrito e peso, sempre visando melhorar o consumo de combustível e se adequar à legislação de emissões. A novidade mecânica fica por conta da adoção do câmbio automático tipo CVT.

A grande curiosidade é saber se a transmissão continuamente variável fez o modelo perder desempenho ou ganhá-lo de forma lenta e progressiva. E a resposta é não. Aliás, é bom enterrar de uma vez por todas esse conceito do câmbio CVT para os modelos atuais. O comportamento do Civic não foi prejudicado pelo câmbio CVT, que simula sete marchas e apresenta ganho de desempenho normal. A principal vantagem desse câmbio é o menor consumo de combustível e, por consequência, as emissões. Existe opção de fazer trocas de marcha manualmente, por aletas próximas ao volante.

O câmbio também conta com modo esportivo, que faz “mudanças de marchas” em rotações mais elevadas e permite ganhar desempenho mais rapidamente. Agora, se quem está ditando o ritmo é o para e anda da cidade, existe a função Econ, que enfatiza a economia de combustível em função do desempenho. A direção tem assistência elétrica com relações variáveis, o que dá o peso adequado para cada situação e mais agilidade. Outra grande evolução é a suspensão traseira multilink, que proporciona bom acerto entre conforto e estabilidade.

O motor 2.0 é antigo, mas foi modificado para reduzir peso, atrito e consumo - Jair Amaral/EM/D.A Press O motor 2.0 é antigo, mas foi modificado para reduzir peso, atrito e consumo
CONTEÚDO O interior dessa versão EXL é bem semelhante ao da Touring, perdendo principalmente o teto solar e ajustes elétricos do banco do motorista. O acabamento conta com couro nos bancos, volante, painéis de porta e painel. O plástico usado tem bom aspecto e os tapetes são acarpetados. Os bancos dianteiros são muito rentes ao assoalho e apenas o do motorista conta com ajuste manual de altura. Faltou pensar na ergonomia para posicionar as tomadas de 12V, USB e HDMI, que exigem contorcionismo para serem usadas. O banco traseiro tem bom espaço para as pernas, mas o passageiro central é prejudicado pelo túnel do assoalho. Já o teto arqueado pode comprometer o conforto de passageiros de estatura elevada. Faltam saídas de ar para climatizar essa área. O porta-malas é bem espaçoso.

Acabamento interno em couro proporciona aspecto sofisticado - Jair Amaral/EM/D.A Press Acabamento interno em couro proporciona aspecto sofisticado


Sedã tem bom espaço até no banco traseiro, menos para quem senta no meio - Jair Amaral/EM/D.A Press Sedã tem bom espaço até no banco traseiro, menos para quem senta no meio
O pacote de conteúdo é o que se espera mesmo para um veículo dessa faixa de preço – rodas de liga leve de 17 polegadas, lanternas com LEDs, freio de estacionamento eletrônico, ar-condicionado digital de dupla zona e sistema multimídia –, mas o destaque do Civic é a boa oferta de itens de segurança de série: airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS com EBD, controle de tração e estabilidade, sistema de vetorização de torque, Isofix para fixação de assentos infantis e câmera de ré que fornece três imagens para auxiliar nas manobras (uma mais aberta, uma mais fechada e uma de cima para baixo).

CONCORRENTES Entre os concorrentes, o Civic EXL vai duelar com os demais sedãs médios aspirados em suas versões de topo. É aqui que ele se encontra com o arquirrival Toyota Corolla na versão Altis, com preços bem parecidos (e bastante salgados). Do ponto de vista de conteúdo, o Corolla leva vantagem por disponibilizar acesso ao veículo e partida sem o uso da chave (presencial), mas peca por não ter controle de tração e estabilidade. O concorrente mais barato é o Nissan Sentra SL, que se destaca pela boa oferta de itens, como faróis com LEDs, teto solar e itens de segurança como alerta de tráfego cruzado traseiro, monitoramento de ponto cego e alerta de colisão frontal.

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Já o mais caro é o Ford Focus Titanium Plus, que tem melhores números de desempenho entre todos, além de muitos equipamentos para justificar o preço: sistema de estacionamento automático, assistente de emergência, teto solar e banco do motorista com ajustes elétricos. Mas como o nosso foco é o Civic, vale abrir um parêntese para refletir sobre a escolha da Honda de oferecer o motor 1.5 turbo apenas para a versão de topo, o que pode abrir terreno para concorrentes como o Chevrolet Cruze, que oferece seu bom motor 1.4 turbo para toda a linha, já na casa dos R$ 90 mil.

CONECTIVIDADE
Todos os detalhes do sedã

A versão EXL conta com a central multimídia mais completa para o Civic, funcionando a partir de uma tela tátil de sete polegadas. O diferencial desse sistema é a interação com os smartphones (disponível para Apple CarPlay e Android Auto), reproduzindo mídias em streaming e aplicativos, além dos próprios apps já disponíveis (um browser e um buscador do Google). As mídias são rádio, USB, HDMI e Bluetooth. Ainda estão disponíveis telefonia e navegação, sendo que o GPS fornece informações de trânsito. Os poréns do manuseio dessa central são a ausência de atalhos para acessar cada função, o que obriga o usuário a ter que voltar sempre ao menu inicial, e a baixa velocidade de processamento.

FICHA TÉCNICA

»  MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.997cm³ de cilindrada, 16 válvulas, flex, que desenvolve potências de 150cv (com gasolina) e 155cv (com etanol) a 6.300rpm e torques de 19,3kgfm (g) a 4.700rpm e 19,5kgfm a 4.800rpm

»  TRANSMISSÃO
Tração dianteira, com câmbio automático CVT com sete velocidades pré-programadas

»  SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, do tipo McPherson, com buchas hidráulicas; e traseira independente, tipo
multibraços / de liga leve de 7x17 polegadas / 215/50 R17

»  DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica com relação variável

»  FREIOS
A discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e distribuição eletrônica de frenagem (EBD)

»  CAPACIDADES
Do tanque, 56 litros; e de carga útil (passageiros mais bagagem), 404 quilos


Rodas de liga leve de 17 polegadas dão um toque de esportividade - Jair Amaral/EM/D.A Press Rodas de liga leve de 17 polegadas dão um toque de esportividade
EQUIPAMENTOS
»  DE SÉRIE
Alarme, freios ABS com EBD, controle eletrônico de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, assistente de vetorização de torque, luzes de frenagem de emergência, airbags frontais, laterais e de cortina, luzes de rodagem diurna, Isofix, câmera de ré com multivisão, rodas de liga leve de 17 polegadas com acabamento diamantado, lanternas com LEDs, faróis de neblina, retrovisores com ajuste e rebatimento elétricos, freio de estacionamento eletrônico, controle de cruzeiro, vidros e travas elétricos, coluna de direção com regulagem de altura e distância, ar-condicionado digital de dupla zona, banco traseiro rebatível 60/40, bancos revestidos com
couro, sistema multimídia
e comandos no volante.

»  OPCIONAL: Não tem.

QUANTO CUSTA?
O Honda Civic 2.0 EXL tem preço sugerido de R$ 105.900.

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NOTAS

» Desempenho 8
» Espaço interno 8
» Porta-malas 8
» Suspensão/direção 9
» Conforto/ergonomia 7
» Itens de série/opcionais 8
» Segurança 9
» Estilo 9
» Consumo 7
» Tecnologia 8 
» Acabamento 8
» Custo/benefício 8

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