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Para ter consumo de carro compacto, Fusion Hybrid precisa da colaboração do motorista

Avaliação do Ford Fusion Hybrid mostra que, para alcançar o objetivo de reduzir o consumo e a emissão, a 'peça' que fica entre o banco e o volante precisa estar no compasso do veículo

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postado em 24/12/2016 12:00 / atualizado em 26/12/2016 19:23 Pedro Cerqueira /Estado de Minas

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Entre gerações e reestilizações, o Ford Fusion Hybrid já esteve na nossa redação algumas vezes. A cada uma delas vamos refinando nossa experiência ao volante desse modelo que traz dois motores: um a combustão interna e outro elétrico. Como não se trata de um híbrido plug-in, que recarrega as baterias por meio de uma tomada, este serviço é feito a partir do próprio motor a combustão ou por um sistema que recupera parte da força de frenagem para armazená-la. Uma curiosidade sobre o motor a 2.0 a combustão é que ele simula o ciclo Atkinson, no lugar do tradicional ciclo Otto, que tem maior eficiência energética. Os motores podem funcionar juntos ou sozinhos, dependendo da demanda do veículo, e tudo é orquestrado por um software.


Mas o papel mais importante é o do motorista, que, se souber dosar a aceleração, vai minimizar o uso do motor a combustão. E, para isso, deve ficar de olho no painel de instrumento, que tem um marcador que informa quando o motor a combustão será ligado. Basta tentar não ultrapassar o limite que o objetivo de reduzir emissões será alcançado. Em um deslocamento de 5,7 quilômetros foi feito o possível para não usar o motor a combustão, nos submetendo aos limites do veículo.

Com arrancadas lentas, evolução progressiva, velocidade baixa e ar-condicionado desligado, chegamos ao consumo de 30,1km/l, sendo que o motor elétrico funcionou em 4,6 quilômetros do trajeto. O motor a combustão só entrou em funcionamento em três subidas prolongadas. Para que as baterias estejam carregadas, é preciso aproveitar também as descidas. Para alcançar um bom percentual de regeneração da energia, as frenagens devem ser antecipadas e progressivas.

Mas, vale ressaltar que esse bom resultado foi alcançado quando nos submetemos ao ritmo do carro, o que nem sempre pode ser feito quando o transito está pesado, ou quando você está com pressa. Quando não é o carro que dita as regras, o motor a combustão acaba sendo mais usado e o consumo de um deslocamento chegou a 8,7km/l, em um trajeto mais curto e com o ar-condicionado ligado.

Pedro Cerqueira/EM/D.A Press

Nossa média de consumo na cidade foi de 11,5km/l, com grande uso de ar-condicionado (que é uma variável importante para o uso do motor a combustão), trânsito caótico e relevo acidentado. Ou seja, se você costuma rodar em condições mais favoráveis que essa, o consumo tende a melhorar. De qualquer forma, esta é uma boa média de consumo para um carro desse porte. Já na estrada, como o uso do motor elétrico é quase nulo, não se vê muita vantagem no consumo. Mas é nesse cenário que é possível ver em que condições o motor elétrico pode funcionar sozinho em velocidades próximas aos 100km/h, basicamente em declives mais longos, embalado pela força gravitacional.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

MANUTENÇÃO Se a compra de um carro híbrido novo pode deixar uma pessoa intrigada, com dúvidas sobre seu custo de manutenção, imagine quem vai comprar esse modelo usado, já carecendo de uma revisão mais pesada? E é um aspecto importante a se pensar mesmo. Para substituir as baterias, por exemplo, é necessário gastar R$ 36.800. A Ford não informou qual é a vida útil das baterias, mas revelou que elas têm garantia de oito anos.

Pedro Cerqueira/EM/D.A Press

REESTILIZADO Quando foi lançada em 2013, a segunda geração do Ford Fusion se destacava como um dos mais belos modelos disponíveis no mercado. No meio deste ano, o modelo passou por discreta reestilização, mostrando que não havia muito a ser feito. A grade hexagonal ficou mais estreita, os faróis mais esguios, os faróis auxiliares ganharam novo formato e as lanternas foram unidas por uma barra cromada. No interior, destaque para o novo seletor do câmbio giratório, deixando para trás a tradicional alavanca, e a central multimídia Sync 3.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

MERCADO Apesar da acentuada diferença entre os preços, o Toyota Prius é o concorrente mais próximo do Fusion Hybrid. Talvez o que possa justificar os R$ 37.100 pagos a mais pelo modelo da Ford seja a oferta de diversos recursos autônomos de segurança e conveniência, como o assistente de detecção de pedestres, sistema de permanência em faixa, estacionamento automático e controle de cruzeiro adaptativo.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

CONECTIVIDADE


O Ford Fusion 2017 já vem equipado com o Sync 3, que agora tem modo de espelhamento do smartphones usando as plataformas Apple CarPlay e Android Auto. O sistema multimídia da Ford funciona a partir de uma tela tátil de oito polegadas e ainda tem os comandos por voz como um dos seus principais predicados, bastando acionar a tecla para encontrar uma estação de rádio ou um endereço para o navegador, ou o nome de um contato telefônico. As mídias disponíveis são CD, rádio, USB e Bluetooth.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

FICHA TÉCNICA

MOTOR
Híbrido, com um propulsor de combustão interna, dianteiro, transversal, a gasolina, ciclo Atkinson, com quatro cilindros em linha, 1.999cm³ de cilindrada, potência máxima de 143cv a 6.000rpm e torque máximo de 17,8kgfm a 4.000rpm; e outro elétrico, dianteiro, potência máxima de 120cv e torque máximo de 24,5kgfm.

TRANSMISSÃO
Tração dianteira e câmbio automático CVT

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, do tipo McPherson; e traseira independente, do tipo multi-link / liga leve, de 8x18 polegadas / 235/45 R18

DIREÇÃO

Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

FREIOS
A disco nas quatro rodas, com ABS e distribuição eletrônica de frenagem e sistema de regeneração para recarga da bateria

CAPACIDADES
Peso, 1.670 quilos; tanque, 52,7 litros; de carga (passageiros e bagagem), 386kg

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

EQUIPAMENTOS
DE SÉRIE
Teto solar elétrico, ajuste do banco do motorista elétrico com 10 posições, bancos dianteiros com aquecimento e refrigerados, revestimento interno em couro, tapetes de carpete, sistema de personalização da luz ambiente, vidros e travas elétricos, retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, conjunto ótico de LED, vidros acústicos, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis; ar-condicionado digital, tomada de 110V, abertura das portas por código (Keypad), chave programável com funções de segurança (My Key), acesso ao veículo e partida sem chave, faróis e lanterna de neblina, assistente de partida em rampa, câmera de ré, oito airbags (frontais, laterais, cortina e joelhos), cintos de segurança traseiros com airbags, Latch, freios ABS com EBD, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente em frenagem de emergência, assistente autônomo de detecção de pedestres, alerta de colisão, sistema de alerta pós-acidente, sistema de monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado, sistema de permanência em faixa, sistema de estacionamento automático, controle de cruzeiro adaptativo, sistema multimídia Sync 3 com navegação, sistema de áudio com oito alto-falantes e quatro tweeters.

OPCIONAL
Não há.



NOTAS
Desempenho 8
Espaço interno 9
Porta-malas 8
Suspensão/direção 9
Conforto/ergonomia 9
Itens de série/opcionais 9
Segurança 9
Estilo 9
Consumo 8
Tecnologia 9
Acabamento 8
Custo/benefício 8


QUANTO CUSTA?
O Ford Fusion Hybrid tem preço sugerido de R$ 163.700. 

Tags: teste avaliação ford fusion hybrid híbrido vrum pedro cerqueira uai em.com estado de minas

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