Ficando descolada

Confira o teste da picape média Toyota Hilux Challenge 2.8 Diesel com câmbio automático

Testamos a versão despojada da Toyota Hilux, que oferece bom conjunto mecânico, mas fica devendo itens básicos em seu pacote de conteúdo em relação aos concorrentes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 05/03/2018 16:28 Pedro Cerqueira /Estado de Minas

A nova versão conta com apliques e alguns adereços, mas fica devendo equipamentos básicos - Edésio Ferreira/EM/D.A Press A nova versão conta com apliques e alguns adereços, mas fica devendo equipamentos básicos
 

A principal novidade da linha 2018 da Hilux é a versão Challenge, que entrou no lugar da antiga SR, a mais acessível na configuração com motor diesel e câmbio automático. Com estilo jovial e esportivo, os acabamentos cromados tradicionais deram vez ao preto em elementos como a grade, para-choques, retrovisores, santantônio, rodas e até na inscrição com o nome do modelo. A versão só é vendida com carroceria branca ou vermelha (que soma R$ 1.650 ao preço do veículo), ambas com adesivos na caçamba. Para deixar o modelo com cara de mau, os faróis e lanternas ganharam máscara negra, os estribos têm aspecto rústico e os pneus são do tipo todo terreno.

Os tradicionais detalhes cromados foram substituídos por elementos em preto - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Os tradicionais detalhes cromados foram substituídos por elementos em preto

O interior segue neste estilo. Os bancos são revestidos em tecido, com costuras em vermelho, quebrando a habitual sisudez do couro, que está discretamente presente nos painéis de porta, descanso de braço e volante. O painel também traz uma faixa vermelha que deixa o interior mais despojado. O acabamento sugere qualidade, mas o tecido do teto não tem bom aspecto. Os tapetes de borracha se enquadram no uso fora de estrada da picape. O espaço para os passageiros é bom, mas o central não viaja com conforto devido ao túnel central.

 


Com o banco e o volante ajustáveis, motoristas de qualquer estatura encontram uma boa posição para dirigir. O habitáculo tem bons porta-trecos nas portas, sob o apoio de braço e no console. São dois porta-luvas, sendo o de cima climatizado, mas falta iluminação. Como o assoalho da picape é alto, o acesso ao interior é facilitado pelos estribo e várias alças de apoio. Em se tratando de uma picape de cabine dupla, a caçamba tem bom espaço para carga. O compartimento traz protetor e ganchos para fixar a carga. O santantônio é item de série, mas se quiser uma capota marítima é preciso comprar como acessório. A tampa pode ser trancada. O para-choque traseiro tem uma parte rebaixada que forma um degrau para acessar a caçamba.

Para-choque traseiro conta com um degrau para facilitar o acesso à caçamba - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Para-choque traseiro conta com um degrau para facilitar o acesso à caçamba

RODANDO A “conversa” entre o motor 2.8 turbodiesel e o câmbio automático de seis marchas é afinada. Com todo torque disponível aos 1.600rpm, a picape está pronta para enfrentar qualquer situação. Existem duas programações especiais para o conjunto mecânico. Enquanto o Power Mode dá ênfase ao desempenho, o Eco Mode visa reduzir o consumo de combustível. Como na maioria das picapes, a suspensão repassa muito as irregularidades do solo para o habitáculo. Durante nosso teste, a Hilux demonstrou bom equilíbrio, mas vale lembrar que o modelo tem um problema histórico de estabilidade em manobras bruscas (Teste do Alce).

Painel monocromático recebeu uma faixa vermelha - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Painel monocromático recebeu uma faixa vermelha

A tração nas quatro rodas, assim como a reduzida, são comodamente acionadas a partir de um seletor no painel. Durante o teste no fora de estrada a picape se comportou muito bem, mostrando boa altura em relação ao solo e ângulos de ataque, saída e rampa favoráveis. Para se livrar de enrascadas, o bloqueio do diferencial traseiro transfere a força das rodas sem tração para as que estão firmes sobre o solo.
Túnel no assoalho compromete o conforto de quem senta no meio do banco traseiro - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Túnel no assoalho compromete o conforto de quem senta no meio do banco traseiro

FAZEM FALTA Mesmo não se tratando de uma versão de topo, alguns itens fazem falta num veículo que custa mais de R$ 160 mil, como o velocímetro digital, a luz de rodagem diurna, dois itens simples que fazem toda a diferença para o motorista, além controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, rebatimento elétrico dos retrovisores, vidros elétricos tipo um toque (só disponível para o motorista), iluminação no botão de travar as portas e espelho no para-sol do motorista. Quanto ao conteúdo, a versão Challenge se destaca pelo sistema multimídia, ajuste elétrico do facho dos faróis, ar-condicionado digital, controle de velocidade de cruzeiro e faróis com acendimento automático.
Conjunto mecânico da picape trabalha em harmonia absoluta - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Conjunto mecânico da picape trabalha em harmonia absoluta

CONCORRENTES Na mesma configuração mecânica do modelo em teste – motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 –, a Chevrolet S10 se enquadra a partir da versão LTZ, que passa um pouco do preço médio dos concorrentes. Em compensação, a picape é bastante equipada, trazendo rodas de 18 polegadas, bancos em couro, partida remota do motor, controles de tração e estabilidade, além de alertas de colisão frontal e saída de faixa. Em contrapartida, a Nissan Frontier oferece já na versão de entrada, abaixo do valor médio dos concorrentes, um pacote interessante de itens de série, com controles de tração e estabilidade, saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, chave presencial para destravar as portas e dar partida no motor. A Ford Ranger disponível na mesma faixa de preço da Hilux é equipada com o motor 2.2 a diesel, o menos potente. A picape da Ford se destaca pelos 7 airbags e controles de tração e estabilidade de série. Já a Volkswagen Amarok Trendline é mais em conta que a Hilux e traz mais conteúdo.

CONECTIVIDADE
O sistema multimídia Toyota Play tem tela tátil de 7 polegadas. Entre as mídias disponíveis, destaque para e TV digital e leitor de DVD, mas a central ainda tem rádio, CD Player/MP3, Bluetooth (com streaming), entradas USB e auxiliar. Completam o sistema de informação e entretenimento navegação GPS integrada e telefonia.

Versão traz rodas de 17 polegadas pintadas de preto - Edésio Ferreira/EM/D.A Press Versão traz rodas de 17 polegadas pintadas de preto

FICHA TÉCNICA
MOTOR
Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 2.755cm³ de cilindrada, turbodiesel, que desenvolve potência máxima de 177cv a 3.400rpm e torque máximo de 45,9kgfm entre 1.600rpm e 2.400rpm

TRANSMISSÃO
Tração 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida; e câmbio automático de seis marchas

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, com braços duplos triangulares e barra estabilizadora; e traseira com eixo rígido e feixe de molas de duplo estágio / 17 polegadas (liga leve) / 265/65 R17

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

FREIOS
A discos ventilados na frente e tambores na traseira, com ABS e EBD

CAPACIDADES
Tanque, 80 litros; capacidade de carga (passageiro e carga), 1.000kg



EQUIPAMENTOS:

DE SÉRIE
Airbags frontais e de joelho (para o motorista); freios ABS com EBD; Isofix; apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes; bloqueio do diferencial traseiro; acendimento automático dos faróis; ar-condicionado digital; banco do motorista com ajuste manual de altura; volante regulável em altura e distância; banco traseiro com assento rebatível; chave tipo canivete; compartimento refrigerado no painel; computador de bordo; console e descansa braço; controle de velocidade de cruzeiro; desembaçador do vidro traseiro; relógio digital; estribos laterais; protetor de caçamba; para-barro; tampa traseira com chave; retrovisores com ajustes elétricos; bancos revestidos em tecido; faróis de neblina; sistema multimídia Toyota Play com tela de 7"; 4 alto-falantes e antena no teto; rodas de liga leve de 17" na cor preta; santantônio exclusivo; interior com costuras vermelhas; painel com detalhes pretos e vermelhos; tapetes exclusivos.

OPCIONAL
Não há.


Quanto custa?
A picape Toyota Hilux Challenge é a versão de entrada na configuração com motor a diesel e câmbio automático, e tem preço sugerido de R$ 161.990.


Notas (0 a 10)

Desempenho 8
Espaço interno 9
Caçamba 9
Suspensão/direção 8
Conforto/ergonomia 8
Itens de série/opcionais 6
Segurança 6
Estilo 9
Consumo 8
Tecnologia 8
Acabamento 8
Custo/benefício 7



TOYOTA HILUX x CONCORRENTES

TOYOTA HILUX 2.8 CHALLENGE x VW AMAROK 2.0 TRENDLINE x CHEVROLET S10 2.8 LTZ x FORD RANGER 2.2 XLS x NISSAN FRONTIER 2.3 SE

Potência (cv)     177     180     200     160     190
Torque (kgfm)     45,9     42,8     51     39,2     45,9
Dimensões (A x B x C) (m) (*) 5,35x1,85x1,81     5,25x1,95x1,83     5,369x1,87x1,83     5,35x1,86x1,82     5,25x1,85x1,83
(D x E) (m) (*) 3,08x0,28     3,09x0,22     3.09xND     3,22x0,23     3,15 x0,29
Ângulo de entrada/saída (graus) 31/26     30,6/22     30,7/16,1     28/26     31,6/27,2
Peso (kg)     2.130     2.036     2.042     2.116     1.954
Capacidade de carga (kg) 1.000     1.134     1.108     1.084     1.081
Consumo cidade (km/l) (**) 9     8,2     8     8,4     8,9
Consumo estrada (km/l) (**) 10,5     8,4     9,2     10,4     10,5
Preço (R$)     161.990     155.990     176.090     161.590     150.990

(*) A: comprimento; B: largura; C: altura; D: entre-eixos; e E: distância mínima do solo
(**) Dados dos fabricantes
ND – Não disponível

Tags: versão nova japonesa média picape automática diesel 2.8 challenge hilux toyota

Veículos

Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
16 de janeiro de 2018
08 de janeiro de 2018

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação