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Estado de Minas TESTE

Confira os prós e os contras da versão automática da picape Fiat Strada

Além do visual caprichado, conjunto mecânico tem bom desempenho e consumo. Porém, espaço interno e preço elevado jogam contra a picape compacta


postado em 25/03/2022 11:30 / atualizado em 25/03/2022 11:32

 

Reforçando a tendência de uso das picapes também para o lazer, no fim do ano passado a Fiat lançou duas versões da Strada equipadas com câmbio automático. Claro que a marca italiana não se esqueceu de mandar a conta para o cliente. Hoje, a versão automática mais em conta da picapinha é a Volcano, vendida por assustadores R$ 109.501, que foi a unidade testada. Porém, será que não é muito dinheiro para uma picape compacta que usa vários componentes do pequenino Mobi?

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


Além do design robusto da dianteira, presente no capô e nas caixas de roda anabolizados, a versão Volcano traz diversos itens que enriquecem o visual. É o caso do santantônio integrado às barras longitudinais do rack de teto, as belas rodas de 16 polegadas, os faróis em LED, os faróis de neblina, os repetidores de seta nos retrovisores e da capota marítima. A versão Volcano está disponível apenas na carroceria com cabine dupla.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


APERTADO Mas o interior denuncia a origem “humilde” do projeto, a começar pelo espaço limitado até mesmo nos bancos dianteiros. Além dos passageiros da frente não poderem chegar muito o banco para trás, para não faltar espaço no banco traseiro, não resta muito espaço lateral também. E o painel avançado não ajuda em nada essa deficiência. Com a ajuda dos passageiros da frente, o banco de trás oferece espaço relativamente bom para as pernas, mas o encosto do banco é muito vertical e compromete o conforto. Os painéis de porta traseiro oferecem bons porta-trecos, mas falta iluminação para esses passageiros.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


O acabamento também não combina com a pretensão de um veículo que custa tanto. O painel e as portas são plástico puro. Os bancos são predominantemente em tecido, com apliques em couro. Ao menos os tapetes são acarpetados. Apesar de a versão trazer um apoio de braço fixado no banco do motorista, falta à picape um bom console central. Esta versão também traz as colunas, os para-sóis e o revestimento do teto em preto.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


CAÇAMBA A tampa da caçamba é bem leve, tanto ao abrir quanto ao fechar. O compartimento de carga conta com protetor em plástico, iluminação e ganchos para amarração. A capota marítima também é de série. Um aspecto que precisa ficar claro para quem pretende usar uma picape como veículo de passeio é a falta do porta-malas, que oferece mais segurança, proteção e conforto que a caçamba. Como essa versão tem cabine dupla, o compartimento de carga tem volume de 844 litros. O estepe fica debaixo da caçamba.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


RODANDO Mas, como é o casamento do motor 1.3 Firefly com o câmbio automático tipo CVT? Levando em consideração que esta versão da picape será usada como um carro de passeio, muito legal! Com uma boa dose do torque disponível em baixas rotações, a experiência na cidade é boa, sempre aliada ao baixo consumo de combustível. Se o motorista quiser, é possível fazer trocar manuais de marcha pela alavanca de câmbio ou em aletas próximas ao volante.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


Para se desenvolver na estrada é preciso dar tempo ao motor. Como o motor 1.3 aspirado é “pequeno”, nem as sete marchas simuladas pelo câmbio CVT e nem o modo esportivo que “estica” as marchas são capazes de torná-lo mais esperto. Assim, as ultrapassagens precisam ser bem medidas e as retomadas de velocidade são graduais. Se for carregar a picape com carga e muitas pessoas, a situação fica ainda pior.

Mas, a proposta desse conjunto mecânico é mesmo a economia de combustível, em detrimento de um bom desempenho. Como é comum nas transmissões continuamente variáveis, o motor fica bastante ruidoso quanto o motorista crava o pé no acelerador, já que as rotações ficam bastante elevadas. Também é importante dizer que, com o veículo pouco carregado, a suspensão repassa bastante as irregularidades do piso para o interior do veículo.

CONCORRENTES Agora que você já conhece a picape Strada com câmbio automático, é hora de confrontá-la com as concorrentes. Hoje, em se tratando do porte, sua única adversária direta é a Volkswagen Saveiro, que não conta com câmbio automático (nem carroceria de quatro portas!). Mas, nem por isso, ou pelo fato de vender um quarto do volume da Strada, o “Gol de caçamba” é competitivo. Se você acha caro pagar R$ 110 mil nessa picapinha da Fiat (e é muito caro mesmo!), muito pior é pagar R$ 119.350 mil em uma Saveiro Cross 1.6 com câmbio manual.

Com essa grana toda, vale “pescoçar” o segmento das picapes intermediárias. A versão de topo da Renault Duster Oroch, Dynamique 2.0, custa R$ 110 mil, mas também não conta com a opção do câmbio automático. Mas, vale ressaltar que seu pacote de equipamentos e acabamento é bem inferior. Já olhando para dentro de “casa”, encontramos a Fiat Toro. Apesar de custar R$ 25 mil a mais, a versão Endurance 270 AT6 (R$ 135.019), que traz motor 1.3 turbo e um bom pacote de equipamentos, talvez possa ser mais vantajosa que a Stradinha.



FICHA TÉCNICA
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

MOTOR

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, oito válvulas, 1.332cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 98cv a 6.000rpm (com gasolina) e 107cv a 6.250 rpm (com etanol) e torques máximos de 13,2kgfm (g) a 4.250rpm e 13,7kgfm (e) a 4.000rpm

TRANSMISSÃO
Tração dianteira, com câmbio automático CVT que simula sete marchas

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira, com eixo rígido / de liga leve de 6 x 16 polegadas / 205/55 R16

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

FREIOS
Com discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com assistência ABS

CAPACIDADES
Da caçamba, 844 litros; tanque, 55 litros; e de carga útil (passageiros e carga), 600 quilos

DIMENSÕES
Comprimento, 4,48m; largura, 1,73m; altura, 1,57m; distância entre-eixos, 2,73m; altura livre do solo, 19,6cm

PESO
1.215 quilos

DESEMPENHO
Velocidade máxima de 165 km/h (e)
Aceleração até 100km/h em 12 segundos (e)

CONSUMO (*)
Cidade: 12,4km/l (g) e 8,8km/l (e)
Estrada: 13,9km/l (g) e 9,9km/l (e)

Dados dos fabricantes
(*) Medição do Inmetro
(g): gasolina
(e): etanol



EQUIPAMENTOS
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

DE SÉRIE
Airbags frontais e laterais; controle de estabilidade; controle de tração avançado (E-locker); Isofix; assistente de partida em rampa; sensor de estacionamento traseiro; monitoramento da pressão dos pneus; câmera de ré; retrovisores com ajustes elétricos; faróis de neblina; faróis em LED; luzes de rodagem diurna; apoio de braço no banco do motorista; ar-condicionado, bancos em couro e tecido; volante com regulagem de altura; vidros e travas elétricos; painel com visor de 3,5 polegadas, carregador do celular por indução; barras longitudinais no teto; capota marítima; santantônio; grade no vidro traseiro; suspensão elevada; luz de iluminação da caçamba; moldura nos para-lamas; protetor de caçamba; protetor de cárter; central multimídia com tela de 7 polegadas; computador de bordo; espelho nos para-sóis.

OPCIONAIS
Pintura metálica (R$ 2.304).


QUANTO CUSTA?
A Fiat Strada 1.3 CVT Volcano com carroceria de cabine dupla tem preço sugerido de R$ 109.501. Com o opcional descrito, a unidade testada custa R$ 111.805.

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