Publicidade

Estado de Minas BRIGA DE CACHORRO PEQUENO

Confira quem venceu o comparativo entre o Mobi Trekking e o Kwid Outsider

Confrontamos os dois compactos de entrada que herdaram o subsegmento dos hatches aventureiros. Confira qual deles se destacou na nossa rinha


postado em 31/03/2022 16:27 / atualizado em 01/04/2022 09:30

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

 

Aos poucos, a velha fórmula das versões aventureiras vai caindo em desuso nos hatches compactos, cedendo espaço a pseudo-SUVs ainda mais caros e baseados justamente nesses modelos. Após a saída de cena do Hyundai HB20X, restou apenas o Fiat Argo Trekking para contar história, ainda assim sob forte ameaça do seu “irmão” Pulse. Assim, a fantasia aventureira encolheu e agora consegue vestir apenas o Fiat Mobi Trekking e o Renault Kwid Outsider. Recentemente, dirigimos esses dois modelos, que serão o foco do nosso comparativo. Analisamos os aventureiros em seis quesitos, onde foram atribuídas notas de 0 a 5.

Visual

Essa é o quesito subjetivo do comparativo, mas, um ponto em que quase todos vão concordar é que nenhum dos modelos chega a ser um carro bonito. O Kwid foi recentemente reestilizado, intervenção que teve como destaque os faróis incorporados pelo para-choque e as luzes de rodagem diurna integradas à grade. Ficou mais atual, mas a dianteira alta destoa muito em uma carroceria tão curta.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


O Mobi também é feinho, com sua traseira que termina logo atrás dos passageiros, mas é um pouco mais carismático que o compacto da Renault. A tampa do porta-malas em vidro também enriquece seu visual. As versões aventureiras acrescentam detalhes.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


A caracterização do Mobi Trekking vai além dos adesivos e do rack de teto, incluindo teto e retrovisores na cor preta. O Kwid Outsider tem um forte argumento com as rodas de 14 polegadas em liga leve, enquanto seu oponente tem rodas em aço cobertas por calotas. Mas, na comparação, o Mobi capricha mais na aventura.

Kwid: 3,0

Mobi: 3,5


Espaço interno

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


Porém, se o que você precisa é de espaço interno, a escolha é fácil: leve o Kwid. Com 3,68 metros de comprimento e 2,42m de distância entre-eixos, o compacto da Renault consegue levar passageiros no banco traseiro com mais conforto do que o Mobi, que tem 3,59m de comprimento e 2,30m de distância entre-eixos. Mas, claro, estamos falando de veículos compactos, então não entenda que o Kwid é um modelo extremamente espaçoso. Em ambos, os passageiro da frente não podem abusar do espaço, para que não falte no banco traseiro.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


No porta-malas a superioridade do Kwid também é grande, 290 litros de volume, contra 200 litros do compacto da Fiat. Ambos oferecem rebatimento integral do banco traseiro, aquele em que o encosto desce por completo, não permitindo conjugar carga e um passageiro. Porém, o hatch da Renault fica devendo ajuste do volante e regulagem em altura no banco do motorista, o que impede que diversos biotipos de motoristas encontrem uma boa posição para dirigir. O Mobi tem de série ajuste em altura do banco, mas a regulagem do volante é opcional em um amplo pacote.

Kwid: 3,5

Mobi: 3,0


Acabamento

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


O acabamento é pobre nos dois modelos. Painéis e portas só com plástico duro. O Kwid leva ligeira vantagem com seus bancos que mesclam uma imitação de couro muito simples e tecido, enquanto o do Mobi é um tecido mais despojado. O pequenino da Fiat tira um pouco a diferença com tapetes acarpetados, enquanto o do seu adversário é em borracha. O Kwid também perde pontos devido ao cheiro desagradável do interior, provavelmente de materiais de baixa qualidade, característica já observada em outras unidades testadas.

Kwid: 2,5

Mobi: 2,5


Desempenho/Consumo

Bom, quanto ao desempenho, não podemos esperar muito desses carros de entrada. O Kwid traz sob o capô um motor 1.0 de três cilindros com potências de 68cv (gasolina) e 71cv (etanol) e torques de 9,4kgfm (g) e 10kgfm (e). O grande trunfo desse modelo é o baixo peso, na casa dos 825 quilos. Se o motorista não deixar as rotações caírem, ele encara bem subidas e variações no trânsito urbano. Na estrada, a evolução é gradual, e, se o carro não estiver muito carregado, até que se sai bem para um 1.0.

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)


O Mobi é equipado com o velho motor 1.0 Fire de quatro cilindros, com potências de 71cv (g) e 74cv (e) e torques de 9,3kgfm (g) e 9,7kgfm (e). Seu desempenho é muito parecido com o do Kwid, que leva ligeira vantagem. Se for para desempatar, o compacto da Renault se sobressai ao apresentar consumo de combustível (padrão Inmetro) bem menor, principalmente no ciclo urbano. Confira os números.

Kwid Outsider
Cidade: 15,3km/l (g) e 10,8km/l (e)
Estrada: 15,7km/l (g) e 11km/l (e)

Mobi Trekking
Cidade: 13,5km/l (g) e 9,6km/l (e)
Estrada: 15km/l (g) e 10,4km/l (e)

Kwid: 3,5

Mobi: 3,0


Suspensão/Direção

A suspensão do Mobi aventureiro é mais confortável que a do Kwid, além de dar mais confiança nas curvas. O Kwid tem altura mínima em relação ao solo superior, com 18,5 centímetros, enquanto o Mobi Trekking tem 17,5cm. De forma geral, o Mobi também filtra melhor ruídos e vibrações. A direção do Mobi tem assistência hidráulica, mas seu desempenho não fica devendo ao Kwid, que tem direção elétrica. O volante do compacto da Renault não tem o chamado efeito retorno, que é a tendência de desesterçar as rodas.

Kwid: 3,0

Mobi: 3,5


Equipamentos/Custo

Ambos os modelos oferecem de série nas versões aventureiras ar-condicionado, direção assistida (elétrica no Kwid e hidráulica no Mobi), airbags frontais, sensor de pressão dos pneus, Isofix, vidros elétricos dianteiros (tipo “um toque” no Mobi), sistema multimídia (com tela de sete polegadas no Fiat e oito polegadas no Renault), chave canivete e computador de bordo.
Vendido por R$ 66.790, o Kwid Outsider é R$ 1.800 mais caro que o Mobi Trekking, e leva a vantagem por oferecer airbags laterais, rodas em liga leve, retrovisores com ajustes elétricos, câmera de ré, luzes de rodagem diurna, controle de estabilidade e assistente de partida em rampa.

Com preço sugerido de R$ 64.990, o Mobi oferece alguns pacotes de opcionais que conseguem compensar parte do conteúdo que seu rival traz a mais. Em parte isso é justo, devido à diferença de preço entre os modelos. Por R$ 700 a Fiat oferece controle de estabilidade e assistente de partida em rampa. Com mais R$ 2.200, você equipa o compacto com rodas de 14 polegadas em liga leve e retrovisores com ajustes elétricos. Mas aí o Mobi já passa a ser mais caro que o Kwid, e nem assim consegue igualar os equipamentos.

Kwid: 4,0

Mobi: 3,5


Resultado

Vitória apertada para o Renault Kwid Outsider!

Kwid: 19,5

Mobi: 19,0

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade