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Estado de Minas

Reforma futurista

Carro-conceito de fabricante de equipamentos usa VW Fox como base e se destaca pela inovação das linhas, equipamentos de segurança e acabamento interno primoroso


postado em 08/12/2006 22:48

Conversível de dois lugares é avaliado em R$ 150 mil e tem estrutura do VW Fox. A lataria em aço escovado tem estilo sóbrio. Já o interior é seguro e tem peças de alumínio(foto: Fotos: Nilson Murayama/Shutt/Divulgação)
Conversível de dois lugares é avaliado em R$ 150 mil e tem estrutura do VW Fox. A lataria em aço escovado tem estilo sóbrio. Já o interior é seguro e tem peças de alumínio (foto: Fotos: Nilson Murayama/Shutt/Divulgação)
O propósito básico de modificar um carro é a exclusividade. Por trás dessa sensação de contrariar a lógica da linha de produção está o desejo de chamar a atenção e, para isso, nada melhor que um conversível, que mostra o rosto do motorista aos quatro ventos. É o gosto pelo espetáculo, que guia o carro-conceito desenvolvido pela Shutt, em parceria com um grupo de empresas apresentado no X-Treme Motorsports, exposição de produtos com pretensões aventureiras, encerrada no fim de novembro.

A base é o Volkswagen Fox, que perdeu a pose de caixote, ao ser transformado em conversível. O projeto do carro foi feito pela Vektor Concept e revelado no Salão de Automóvel de São Paulo, em 2004, ainda pintado em vermelho e com linhas próximas às desenvolvidas pelos criadores da VW. No Salão do Automóvel deste ano, uma revolução: linhas retilíneas e sóbrias, carroceria em aço escovado e um quê de astro de filme de ficção científica. É difícil definir o estilo com uma palavra. Fiz tão rápido que nem tive tempo de me inspirar em muita coisa. Levei 25 dias e só quando tinha 80% pronto surgiu um desenho, conta o designer José Geraldo Pavão.
Primeira modificação em 2004 foi sutil (vermelho). A segunda versão também não negava o DNA.
Primeira modificação em 2004 foi sutil (vermelho). A segunda versão também não negava o DNA.

Pavão explica que a diferença do carro apresentado no Salão do Automóvel para o exposto no X-treme está principalmente nos pára-choques dianteiro e traseiro, que foram retrabalhados. O Fox tem um problema por ser alto e estreito e lembra um caixote. Por isso, trabalhei nas linhas com traços mais horizontais, explica o designer.

Para o gerente de marketing da Shutt, Kazuo Hoashi, o conceito expressa a visão de futuro dos criadores. Além, é claro, de ser um show car para a exibição dos produtos produzidos pela empresa. Hoashi calcula que o valor investido em equipamentos eleva o preço do Fox para R$ 150 mil. Com apenas dois lugares e sem capota, o conceito não expressa uma tendência de mercado, mas conta com equipamentos que causam inveja a qualquer amante da moda tuning. Entre os destaques estão as rodas aro 19 polegadas; equipamento de som completo, com DVD, Ipod, dois amplificadores e subwoofer; faróis compostos por lâmapadas H7 com gás xenônio, e a suspensão air lift, que possibilita o controle da altura, além de kit nitro e freios especialmente preparados.

O crème de la crème, entretanto, fica por conta do acabamento interno e da segurança: bancos tipo concha, semelhantes aos usados em competições esportivas, detalhes em alumínio nas alavancas, pedais, volante e painel e apenas um mostrador o de velocidade que fica no centro do painel, deixando o conjunto arejado. A segurança também se faz presente no air bag para os dois ocupantes, ou melhor, tripulantes, e no cinto com cinco pontos de fixação. O motor é o original 1.6 da Volkswagen.

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