Peugeot 908 HDI FAP - Silêncio de um campeão

Protótipo deu show na pista de Interlagos, no fim de semana, ganhando as Mil Milhas e o título da Le Mans Séries de 2007. Conheça detalhes dessa máquina fantástica

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postado em 14/11/2007 11:51 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Na frente, destacam-se os potentes faróis, para as provas à noite, e as entradas de ar, para os radiadores de ar e óleo - Fotos: Peugeot/Divulgação Na frente, destacam-se os potentes faróis, para as provas à noite, e as entradas de ar, para os radiadores de ar e óleo
De São Paulo (SP) - Depois de abandonar, em julho de 2006, o World Rally Championship (WRC), o campeonato mundial de rali, a Peugeot resolveu concentrar esforços nas provas de endurance (de longa duração). Para isso, os engenheiros do departamento de esportes da marca lançaram um desafio: acelerar o desenvolvimento do modelo 908 HDi FAP, iniciado em janeiro de 2006. Os esforços foram tão concentrados que, na madrugada do dia 29 de setembro do mesmo ano, o motor V12 a diesel emitiu o primeiro ronco e saiu para as primeiras voltas em uma pista, ao mesmo tempo em que era apresentado no Salão de Paris.

Segundo a Peugeot, 2007 seria um ano de aprendizagem e preparação para o modelo, ao disputar a Le Mans Series, na categoria LMP1, específica para protótipos abertos ou fechados, com peso mínimo de 925 quilos e motor de até 6.0 e potência de 760 cv. Mas o 908 HDi FAP acabou chegando em primeiro nas seis provas. Verdade seja dita, o modelo não teve um concorrente à altura nessa competição. Já na disputa das 24 Horas de Le Mans, uma das mais tradicionais provas do automobilismo mundial, que não conta pontos para a Le Mans Series, o protótipo da Peugeot foi batido pelo Audi R8, seu principal concorrente, que chegou em primeiro. O carro da marca francesa fez a pole e ficou com a segunda colocação. Conheça alguns detalhes dessa supermáquina.

Design
As linhas foram inspiradas no Peugeot 905, que venceu as edições de 1992 e 1993 das 24 Horas de Le Mans. Mas, diferente do modelo inspirador, o 908 tem estrutura fechada, o que permitiu aos engenheiros aumentar o grau de rigidez sem necessidade de reforço, melhorar a aerodinâmica e otimizar o peso da carroceria, feita em fibra de carbono, além de favorecer o trabalho dos designers, que deixaram o carro com linhas bastante insinuantes. O trabalho na carroceria também levou em conta a eficiência na alimentação de ar dos radiadores de água e óleo do motor, com tomadas de grandes dimensões, entre os faróis e o "bico" dianteiro.
na traseira, sobressaem-se o aerofólio e o extrator, que prendem o carro no chão - na traseira, sobressaem-se o aerofólio e o extrator, que prendem o carro no chão

Diesel
Mas a principal arma do Peugeot 908 está escondida atrás da cabine do piloto, na parte central do carro: o motor V12 a diesel, de 5.500 cm³ de cilindrada, com potência máxima superior a 700 cv (as montadoras não revelam o número exato, segredo guardado a sete chaves) e o incrível torque de 120 kgfm (valor comparado ao do motor de um caminhão de porte médio, que leva cerca de 15 toneladas). O câmbio é seqüencial, de seis marchas. De acordo com o diretor da Peugeot Sport, Michel Barge, o projeto do motor favorece o comportamento dinâmico do carro, pois tem ângulo de abertura de 100°, o que reduz o centro de gravidade; e também o desempenho em baixa rotação, graças à arquitetura dos coletores de admissão, que facilita o enchimento da câmara de combustão, mesmo em baixas velocidades.

Desempenho
Quem foi ao autódromo de Interlagos, no sábado, certamente ficou maravilhado com o desempenho fantástico desse motor V12. Por exemplo, o Peugeot 908 HDi FPA do espanhol Marc Gené cravou 1min21s027, tempo superior a 10 segundos ao da pole registrada no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, pelo brasileiro Felipe Massa. Como, no Brasil, os propulsores a diesel equipam apenas veículos comerciais ou utilitários, não estamos acostumados com a alta tecnologia que esse motores atingiram na Europa. E esse motor não é eficiente apenas em desempenho, mas também em ecologia. Graças às linhas de escapamento cruzadas (cada uma acionando um turbocompressor) e aos filtros de partículas, era incrível ver como os Peugeot cruzavam a reta, a mais de 300 km/h, de forma silenciosa e sem emissão de fumaça.

(*) Jornalista viajou a convite da Peugeot do Brasil.

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