Competição - Bólido refinado

Campeã de pilotos e construtores da Fórmula 1 em 2007, Ferrari apresenta modelo 2008 com refinamentos aerodinâmicos e adaptações às normas da categoria

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postado em 12/01/2008 20:30 / atualizado em 25/04/2013 14:57 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Fotos: Ferrari/Divulgação
Todos os anos as equipes que competem na F-1 projetam novos veículos para a temporada. Na maior parte dos casos, trata-se de uma evolução, mas, de tempos em tempos, as normas da competição mudam e os projetistas devem, além de refinar, adequar seus veículos.

Em 2007, apesar do título de Kimi Räikkönen, a Ferrari só levou a taça dos construtores porque a grande rival, McLaren, foi punida com a perda de pontos no escândalo de espionagem. Para este ano, o F2008 (54º monoposto da escuderia italiana) vem com o objetivo de garantir a hegemonia tanto no troféu de pilotos quanto no de construtores.

Mas os engenheiros sabem da difícil tarefa à frente. Uma das principais mudanças da temporada é que todas as equipes devem utilizar o mesmo sistema de gerenciamento eletrônico, mais uma tentativa de diminuir a diferença de desempenho entre as equipes maiores e menores. Curiosamente o Secu (unidade de controle eletrônico padrão) é produzida pelo ramo de eletrônica da McLaren.
Mesmo com a diminuição dos controles eletrônicos, volante ainda comanda várias funções - Mesmo com a diminuição dos controles eletrônicos, volante ainda comanda várias funções

Como conseqüência, vários mecanismos de ajuda aos pilotos não estão mais presentes, incluindo equipamentos já presentes em carros de passeio, como controle de tração e partida eletrônica. A caixa de marchas teve que ser adaptada ao novo Secu, e até mesmo novos lubrificantes e combustíveis foram desenvolvidos pelos fornecedores para aumentar a confiabilidade do F2008.

Na mecânica, o câmbio teve sua durabilidade aumentada, pois a mesma unidade deve ser usada por, ao menos, quatro corridas consecutivas. Já em termos de segurança, as novas regras instituíram mais proteção lateral no capacete. Outro desafio para o desempenho foi a limitação de materiais compostos que podem ser usados, resultando em veículo mais pesado.

Na aerodinâmica, os engenheiros tiveram mais liberdade. O carro foi completamente redesenhado e aperfeiçoamentos serão feitos durante a temporada. O monobloco acompanha de forma ainda mais próxima o ângulo das pernas do piloto, e as laterais (incluindo as entradas de ar) ficaram ainda mais afuniladas.

No coração de um F-1 está, é claro, o motor. A estrutura básica não é muito diferente da usada no propulsor de 2007, mas teve que ser adaptado, pois em 2008, seguindo as mesmas normas em vigor na União Européia, o combustível deve ter um mínimo de 5,75% de derivados de fontes renováveis.

As especificações completas do veículo ainda não foram divulgadas, já que o F2008 continuará a ser refinado até o início do circuito da F-1. Além da Ferrari, o desenvolvimento conta com apoio da Fiat, sobretudo o laboratório de simulações da montadora de Turim, e da Brembo, que projeta os freios do carro.

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