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Novo Toyota Corolla: o que é bom pode sempre melhorar

Andamos nas versões GLi 1.8 manual e XEi 2.0 Multi-Drive. Nova geração se destaca pelo bom acerto da suspensão e câmbio CVT que simula ter sete marchas. Confira as primeiras impressões


Marcello Oliveira - Portal Vrum

Publicação: 12/03/2014 13:30 Atualização: 12/03/2014 19:04

As melhorias foram significantes, tornando o Corolla um carro mais ágil e prazeroso de guiar (Toyota/Divulgação)
As melhorias foram significantes, tornando o Corolla um carro mais ágil e prazeroso de guiar

De Campinas, SP
- Há exatos 20 anos, a Toyota resolveu 'testar' o mercado brasileiro trazendo seu sedã de sucesso no exterior. Em 1994, o Corolla, já em sua sétima geração, chegava ao Brasil, trazendo um novo conceito de sedã médio. Para as poucas opções no segmento na época, era considerado um carro de luxo e o sucesso por aqui repetiu o resto do mundo.

  VEJA FOTOS DO LANÇAMENTO DO COROLLA!

A mecânica simples e eficiente (típico dos japoneses), o conforto e comodidade, como o consumidor brasileiro valoriza, foram os ingredientes que levaram o Corolla a ser o modelo mais vendido em sua categoria de 2009 a 2012. Como a Toyota conseguiu melhorar o que já era bom, o Corolla tem tudo para retomar a liderança.

As melhorias foram significantes, tornando o Corolla um carro mais ágil e prazeroso de guiar. A reportagem do Vrum andou nas versões XEi (que deverá ser a mais vendida) e a de entrada, GLi com câmbio manual de seis velocidades. As primeiras impressões você confere abaixo.

Versão que deverá ser a mais vendida,Corolla XEi custa R$ 79,9 mil (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Versão que deverá ser a mais vendida,Corolla XEi custa R$ 79,9 mil


Toyota Corolla XEi 2.0 automático - R$ 79,9 mil
O Corolla 2015 chega com dois grandes apelos: aparência e câmbio, que foi batizado de Multi-Drive. É um CVT que simula sete marchas. Na estrada percebe-se esta 'simulação' e o comportamento é idêntico a de um automático convencional, inclusive com trocas em aletas na coluna de direção, mas é um CVT que troca as marchas que não existem, pois ele é continuamente variável. Dessa maneira, não temos aquela impressão de que estamos dirigindo um metrô.

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A caixa casa muito bem com o motor 2.0 que, abastecido com etanol (como em nosso teste), rende 154 cv de potência com bons 20,3 kgfm de torque que está disponível aos 4.800 giros. Com boas respostas em retomadas, as ultrapassagens em rodovias são seguras e o câmbio parece saber muito bem o que faz com a potência disponível.

Corolla 2015 chega com dois grandes apelos: aparência e câmbio (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Corolla 2015 chega com dois grandes apelos: aparência e câmbio


Na rodovia, o Corolla 2.0 fez 8,5 km/l de etanol. Para um câmbio CVT, essa média deveria ser mais alta.

A suspensão, que já era referência na geração anterior, ficou ainda mais bem ajustada. O carro está mais equilibrado e rodamos na cidade com o conforto que exige um sedã médio e na estrada fazemos curvas com total segurança, sem deixar a carroceria rolar. Esses resultados são méritos da engenharia da Toyota do Brasil, responsável em fazer a calibragem desta geração do Corolla.

Esta versão  vem equipada com uma central multimídia com tela de 6.1 polegadas e TV digital (Toyota/Divulgação)
Esta versão vem equipada com uma central multimídia com tela de 6.1 polegadas e TV digital


O interior ficou mais espaçoso e o passageiro que vai atrás sente o aumento de 10 cm no entre-eixos. Também foram adotados bancos dianteiros mais finos, otimizando o espaço. O desenho do Novo Corolla possibilitou, ainda, a realocação das caixas de rodas para as extremidades da carroceria, proporcionando mais comodidade a todos os ocupantes. Segundo a Toyota, são 7,5 centímetros adicionais entre a base do banco traseiro e o encosto do banco dianteiro.

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O espaço para os joelhos dos passageiros que viajam atrás totaliza 70,6 centímetros, o que significa aumento de 8,5 cm em relação ao Corolla anterior. Já o espaço para os pés, beneficiado pelo assoalho traseiro de desenho totalmente plano, cresceu 9,2 centímetros. Os bancos receberam espumas de revestimento mais densas para apoiar melhor o corpo.

Itens básicos para a categoria fazem falta, como o espelho no quebra-sol do lado do motorista e lâmpada para o passageiro (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Itens básicos para a categoria fazem falta, como o espelho no quebra-sol do lado do motorista e lâmpada para o passageiro


Esta versão já vem equipada com uma central multimídia com tela de 6.1 polegadas sensível ao toque. O sistema também capta o sinal de TV digital, algo raro em aparelhos multimídias de fábrica. A navegação do GPS é boa e seu uso é  bem simples, mas em dia claro, o brilho da tela fica bem fraco, dificultando muito a visualização do mapa.

Alguns itens básicos para a categoria fazem falta, como o espelho no quebra-sol do lado do motorista. Já o do passageiro não conta com iluminação. Até mesmo alguns carros populares contam com isso. Um sedã atual também pede sensor de estacionamento, pois a câmera de ré disponível nesta versão não elimina a praticidade dos sensores.

Pagar R$ 14 mil a mais para levar a versão Altis, que acrescenta xenon e LED de posição dianteiro, acabamento em duas cores no painel e dois airbags a mais (de cortina), parece não fazer sentido.

Assim como o XEi, o GLi possui cinco airbags e freios a disco nas quatro rodas com ABS  (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Assim como o XEi, o GLi possui cinco airbags e freios a disco nas quatro rodas com ABS


Toyota Corolla GLi 1.8 manual - R$ 66,5 mil

Para custar R$ 13 mil a menos do que a versão XEi, o Corolla de entrada deixa clara sua simplicidade, que não chega a ser franciscana, mas é bem perceptível para um sedã médio que chega próximo dos R$ 70 mil. Por fora, a diferença com a versão XEi começa pela falta das luzes de neblina e do filete em LED na lanterna traseira. As rodas são de 16 polegadas, mas de um desenho bonito, que contribui para a harmonia das linhas da carroceria.

Por dentro, aquele acabamento mediano, típico dos carros japoneses mais básicos. Banco com tecido simples, mas de bom gosto e painel sem aquele requinte que pede a categoria. Os japoneses estão mais preocupados em impressionar pelo bom conjunto mecânico.

Por dentro, aquele acabamento mediano, típico dos carros japoneses mais básicos (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Por dentro, aquele acabamento mediano, típico dos carros japoneses mais básicos


O motor 1.8 16V desta versão chega aos 144 cv de potência e 18,4 kgfm de torque quando abastecido com etanol, como em nossa avaliação. Não chega a impressionar, mas tem bom desempenho na estrada. Para o usuário comum de sedãs, cumpre muito bem sua função. O câmbio de seis velocidades tem bons engates e uma relação mais curta, o que favorece o uso urbano. Na estrada, reduzir para a quarta marcha é quase sempre inevitável para fazer uma ultrapassagem.

Com o ar condicionado ligado em todo o percurso, o consumo de etanol foi idêntico ao da versão 2.0 automática, 8,5 km/l. Deveria ter chegado pelo menos nos 9,0.

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Assim como o XEi, o GLi possui cinco airbags (dois frontais, dois laterais e um para o joelho) e freios a disco nas quatro rodas com ABS com EBD. O ar condicionado é manual e o som, apesar ter entrada USB e Bluetooth, tem grafia de gosto duvidoso, lembrando os carros chineses.

* Jornalista viajou à convite da Toyota do Brasil

Motor 1.8 16V do GLi chega aos 144 cv de potência e 18,4 kgfm de torque (Marcello Oliveira/EM/D.A Press)
Motor 1.8 16V do GLi chega aos 144 cv de potência e 18,4 kgfm de torque


Compare as duas gerações:

Esta matéria tem: (15) comentários

Autor: Rafael Ramalho
Estava aguardando muito este lançamento e... Que decepção. O carro continua pobre em itens de conveniência e segurança. Infelizmente ainda não vou migrar para os Japoneses. Fluence na cabeça. Carro não é investimento. | Denuncie |

Autor: José Costa
Só um pequeno aviso para os que estão "idolatrando" o Renault Fluence aí (que, aliás, é realmente um bom carro): vai ver a desvalorização dele na hora de revender, vai!!! Hoje, um concorrente dele com mesmo tempo de uso, vale entre R$55 e R$60 mil...ele não passa de R$49 mil!! | Denuncie |

Autor: Mario Silva
Um carro de 90mil sem controle de establidade e tração? Não tem sequer o espelhinho de feira que vai no pára-sol do motorista? Eh...a toyota está cada dia mais brasileira e mais surpreendente para pior...Fala sério toyota!!! | Denuncie |

Autor: Adamar Gonçalves
Conseguiram matar o modelo Gli? Possuo um modelo desses(2012), o carro é completaço, com bancos em couro, farol de neblina, bancos bipartidos em couro, sensor de ré, AUTOMÁTICO, etc. Pontos negativos: vidros elétricos que não sobem c/ controle remoto, faróis que só desligam manualmente e sem USB. | Denuncie |

Autor: Rangel Santos
a JAC, Liffan e entre outras usam a mesma tecnologia Toyota no seus motores, mas dai para a Toyota Fazer o restante dos carros como JAC e Liffan e cobrar essa fortuna é sacanagem...quem realmente comparar fica com Fluence entre outros... | Denuncie |

Autor: Brasileiro Brasil
Por 80.000 prefiro o Fluence com 6 airbag, controle de tração e mais espaço, porta-malas de 530 litros. Mais completo (é só olhar o site da Renault) e mais bonito na minha opinião. | Denuncie |

Autor: arpad tompa
Toyota chines este!!! não vale o preço. um cerato (que tem motor fraquinho) vale mais pelo preço. bobo quem comprar | Denuncie |

Autor: THiago Lobato
O que é bom pode melhorar.... boa manchete... só nao melhora o preço Esse carro custa 16.000 dolares e o top de linha 18.600 dolares no Brasil 100 mil reais? | Denuncie |

Autor: Daniel Filho
O concorrente da outra japonesa direta trás ar condicionado digital de série em todas as versões (LXS, LXR e EXR). | Denuncie |

Autor: Daniel Filho
Só brasileiro otário compra um carro caro de quase 70 mil (GLi) com ar condicionado acionado manualmente por botões de acendedor de fogão. O painel do carro fica com aparência horrível com tais botões. | Denuncie |

Autor: fabiano alves
Nem na versão mais cara pagando cerca de 90 mil não tem controle de tração nem estabilidade ! brincadeira de mau gosto.!!! | Denuncie |

Autor: Gilberto Ladewig
Grade com sorriso cínico e debochado para os trouxas que vão pagar 94.000 dilmas. | Denuncie |

Autor: Jack Bauer
Carro popular nos USA com acabamento de plástico e cãmbio manual. Pelo menos o design ficou bonito mas, por esse preço, compre um alemão semi-novo que é muito mais negócio. | Denuncie |

Autor: Campos Campos
Carro ruim perto dos concorrentes... nao tem nem ESP. Sem falar que tiraram a graça do CVT. | Denuncie |

Autor: Luiz Alberto Guimaraes Fernandes
Pois é, comprei um GLi 2009/2010 1.8 cambio mecânico há um mês e o meu carro possui de série bancos de couro, luzes e espelhos nos dois para-sois, ar condicionado digital, banco trazeiro bi-partido com 3 encostos de cabeça, porta luvas duplo, sensor de estacioamento, etc. É lamentável o novo GLi! | Denuncie |

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