Estado de Minas

Freios ABS: pise sem dó que ele não trava

A maioria dos motoristas tira o pé do pedal de freio quando o sistema pulsa, mas é assim mesmo. Confira outras curiosidades do sistema


Pedro Cerqueira - Estado de Minas

Publicação: 09/04/2014 09:10 Atualização: 09/04/2014 09:12

Obrigatório em todos os automóveis a partir deste ano, o freio ABS impede que as rodas do veículo travem durante uma frenagem. Em português, a sigla “ABS” significa Sistema de Freio Antitravamento (do inglês, Antilock Braking System). O sistema está enquadrado entre os itens de segurança ativa, ou seja, que agem com a intenção de impedir que o acidente aconteça. Trata-se de um conceito diferente dos sistemas de segurança passiva, como os airbags, que atuam para atenuar os danos.

COMO FUNCIONA? Para impedir que as rodas travem, os sensores do sistema ABS identificam se o veículo e as rodas estão em movimento. Localizado no meio do sistema hidráulico, o módulo do ABS é o responsável por gerenciar as informações fornecidas pelos sensores. Ao identificar que alguma roda está na iminência de travar, este módulo é capaz de reduzir pressão do sistema de freio para impedir o travamento. Cada roda do carro conta com uma válvula capaz de aliviar a pressão de forma intermitente. Então, na prática, a pinça de freio fica abrindo e fechando rapidamente, várias vezes por segundo, para a roda não travar.

BENEFÍCIOS O resultado é uma drástica redução da distância de frenagem. Testes demonstram que um veículo de categoria média, a 80 km/h, tem sua distância de parada reduzida em cerca de 20% em asfalto seco, e 23% em asfalto molhado. Mas o principal benefício dos freios ABS é que o motorista consegue manter a direção do carro sob seu controle em qualquer situação, já que as rodas vão continuar rodando. Com ABS, tanto é possível reduzir a distância de frenagem, quanto desviar de um possível obstáculo. Quando não se tem ABS, numa frenagem brusca o veículo segue arrastando as rodas, não adiantando nada virar o volante. Outra vantagem desse sistema é se dar ao luxo de frear dentro da curva, situação em que um veículo sem esta tecnologia tende a “rodar” na pista.

VIBRAÇÕES Quando o ABS atua, é absolutamente normal que o pedal de freio vibre. Alguns motoristas desavisados acabam liberando a pressão no pedal ao sentir a vibração, enquanto o certo é manter a pressão máxima. Essa vibração corresponde justamente ao trabalho das válvulas controlando a pressão do sistema de freio.

GERAÇÕES Com o passar dos anos, a indústria automotiva aperfeiçoa a eficiência desse sistema que, a cada geração, está mais leve e, principalmente, com maior capacidade de processamento. Atualmente, estamos na nona geração do ABS.

EBD É comum vermos em fichas técnicas que determinado modelo está equipado com freios ABS com EBD. O EBD (Electronic Brake Distribution) é uma função extra do ABS que permite a distribuição da força de frenagem de acordo com a necessidade de cada roda. É que, na prática, cada roda recebe uma carga diferente, sendo necessário para uma frenagem segura a dose certa de força em cada uma.


OUTROS O ABS contribuiu para o desenvolvimento de outros sistemas de segurança, como o Controle Eletrônico de Estabilidade e Tração, que usam os sensores do freio antiblocante para atuar.

TAMBOR Por ser uma tecnologia avançada, é normal pensar que o ABS só funciona em “parceria” com freios a disco, mas o sistema também atua com os freios a tambor, comuns nos eixos traseiros da maioria dos modelos.

PNEUS Ao evitar o travamento das rodas, há uma considerável redução do desgaste dos pneus, que não arrastam no asfalto, o que aumenta sua durabilidade.

MANUTENÇÃO O sistema ABS não demanda qualquer manutenção preventiva, prevalecendo apenas o plano de manutenção do sistema de freios convencional. Vale lembrar que, caso haja alguma anomalia no sistema, a luz de advertência vai acender no painel, mas isso não significa que o veículo está sem freio, já que o sistema convencional continua funcionando, mas sem o antitravamento.

Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: Paulo Miranda
Eu Também sinto falta do limpador traseiro nos carros sedans. | Denuncie |

Autor: Guilherme Mercês
E visto pelo lado do vácuo OK. Todos estão corretos,mais e se o carro não estiver em movimento?? e se estivesse parado em um estacionamento?? como manobrar com o vidro todo molhado, carro sedã precisa sim de limpador traseiro. | Denuncie |

Autor: Fábio Wagner Da Silva Lima
Os veículos Hatches por terem a traseira como o próprio nome diz tem as traseiras mais retas, o q proporciona o vácuo justamente nestes vidros, arrastando aí uma quantidade maior de água e sujeira da pista em dias de chuva. | Denuncie |

Autor: Fábio Wagner Da Silva Lima
Interessante sua colocação Marco, mas eu já possui vários Sedãs e rodei milhares de Kms em baixo de chuvas torrenciais e não vi necessidade de limpador traseiro, uma vez que o vácuo se faz na parte mais baixa(porta-malas), já nos Hatches devido ao vidro fazer parte do fim da traseira aí sim | Denuncie |

Autor: Seventh Son
Marco, o porquê das montadoras não colocarem limpador traseiro nos sedãs se resume em: baratear custos. Nos hatches, os limpadores traseiros são imprescindíveis, mas nos sedãs também seriam bem vindos. Ocorre que estamos no Brasil, e aqui é esculhambado mesmo. Na Europa tem sedãs com o dito cujo. | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Eu quero insistir, é do porque as montadoras não colocam o limpador traseiro nos vidros de sedans...eu tenho um e é na chuva que verificamos como faz falta...o que falarem o contrário, é bobagem... | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro, Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »


ofertas de particular
    ofertas em destaque