Publicidade

Estado de Minas

Ford Ranger acumula problemas com a transmissão

Dificuldade para engatar e travamento das marchas atormentam proprietários da nova geração da picape. Defeito é mais comum no câmbio automático, mas a Ford assume


postado em 12/12/2015 14:26 / atualizado em 12/12/2015 17:33

Versão topo de linha 3.2 diesel XLT soma diversas reclamações(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
Versão topo de linha 3.2 diesel XLT soma diversas reclamações (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
Proprietários de Ford Ranger andam tendo dor de cabeça com as caixas de transmissão da atual geração da picape, lançada no Brasil em julho de 2012. Os componentes têm apresentado problemas, normalmente com quilometragem média ou alguns meses de uso. Entre eles, dificuldade para engatar e travamento das marchas com a picape em movimento, com reparos assumidos sem custo pela Ford. A maioria dos relatos na internet envolve o câmbio automático de seis velocidades da versão XLT 3.2 diesel, que também tem desengrenado “sozinho”. Ainda há, porém, falhas envolvendo o câmbio manual da versão XLT flex, alvo de campanha de satisfação do fabricante.

O engenheiro Marcio Augusto Caldeira e Oliveira é um dos clientes que tiveram problemas de travamento no câmbio de sua Ranger a diesel. Depois de reclamar a demora na substituição de uma mangueira de arrefecimento do motor – outro problema crônico da Ranger –, Marcio conta que ficou cerca de um mês sem a picape 2013/2014, com 39 mil quilômetros, por causa do defeito. A falha surgiu numa sexta-feira, quando a Ranger travou as rodas, chegando a cantar pneu. “Sem entender o que estava acontecendo, engatei a posição P, desliguei e liguei o carro, que na hora voltou a funcionar normalmente. Só que depois desse dia a Ranger começou a apresentar o problema sucessivas vezes”, conta. Marcio levou a picape à concessionária Forlan, onde foi trocada a caixa de marchas, serviço autorizado sem custos pela Ford. A demora na reposição de peças e a falta de previsão de entrega, por outro lado, voltaram a gerar transtornos ao engenheiro, que usa a picape diariamente e ficou sem carro reserva.

 

Picape do engenheiro Márcio Oliveira travou as quatro rodas em movimento(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Picape do engenheiro Márcio Oliveira travou as quatro rodas em movimento (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
A dificuldade em trocar as marchas da Ranger XLT flex 2012/2013 fez o advogado Dione Mota, de Goiânia, vender a picape com apenas seis meses, “dos quais dois passados em oficina”. O câmbio chegava a pular da segunda para a quinta marcha. “Item de série dessa versão, o piloto automático também não funcionava mais logo no segundo mês de uso”, revela Dione. A peleja só foi resolvida quando o advogado ameaçou fazer propaganda contra o modelo. “A concessionária me chamou e devolveu o dinheiro”, explica.


O também advogado Eduardo Santos, de Manaus, é outro dono de Ranger XLT flex 2013 que reclama da dificuldade de trocar as marchas. “Estava andando normalmente e, do nada, o câmbio ficou duro. Levei o carro até a concessionária e pediram um prazo de 30 dias para a chegada das peças”, conta. Santos só teve o problema resolvido ao ameaçar entrar com ação na Justiça. “No fim da história, depois de dois meses, me entregaram a Ranger reparada.”

OUTRO LADO A Ford admite apenas os problemas na Ranger equipada com o câmbio manual. A marca afirma realizar um programa de satisfação dos clientes proprietários de modelos 2012 e 2013. “Foi verificado que em alguns casos ocorreu a perda de torque dos parafusos da retenção da caixa de transmissão. Essa situação pode gerar ruídos e dificuldade de engate das marchas, mas a reparação é gratuita”, declarou a Ford em nota.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade